sábado, 31 de dezembro de 2011

Milão, Verona e Veneza... Natal entre amigos e passeios maravilhosos...

Seguindo viagem, de Florença fomos para Milão. Desembarcamos na bela estação central. Como de praxe, procuramos o “i” para informações e mapas, mas o posto já estava fechado. De tram, fomos para a casa dos amigos Gabriel e Amanda, onde ficamos hospedados por dois dias (depois, fomos para um apartamento que alugamos). Na porta, de forma inusitada, fomos recebidos pela Viviane, brasileira que mora no mesmo condomínio e que iria passar-nos as chaves do apartamento. Naquele momento, ela foi uma singela expressão do cuidado do Deus Conosco.

Milão é a segunda maior cidade da Itália e a capital da região da Lombardia, com cerca de três milhões e novecentos mil habitantes. É uma metrópole, com tudo que isso significa. Verona é uma cidade da região do Vêneto, com cerca de duzentos e sessenta mil habitantes. É discreta e jovial. Veneza também é uma cidade da região do Vêneto. É diferente e romântica. Tendo Milão como base, visitamos Verona e Veneza.

Em Milão, conhecemos: a “Piazza Duomo” (belíssima praça, no centro da cidade); a Duomo (terceira maior igreja do mundo e catedral gótica mais antiga da Itália, que tem em sua fachada mais de 3.400 estátuas – é, simplesmente, maravilhosa); a “Galleria Vittorio Emanuele” (centro de compras, com lojas das principais grifes do mundo – só passamos); o “Teatro ala Scala” (famosa casa de óperas – só vimos de fora); e o “Castello Sforzesco” (castelo edificado no século XIV – o mais preservado que já entrei).

Em Verona, conhecemos: a “Piazza Bra” e a “Piazza Erba” (as duas principais praças da cidade); a “Arena” (enorme anfiteatro romano, na “Piazza Bra”); a “Via Mazzini (rua que conecta as duas praças); a suposta “Casa di Giulietta” (onde encontra-se uma estátua da amada de Romeu e milhares de recados de casais apaixonados, escritos nas paredes repletas de chicletes), o “Fiume Adjige” (rio que corta a cidade, em forma de “S”); a “Ponte Pietra” (uma ponte, em arco romano, do século I); e o “Teatro Romano” (imponente edificação situada no alto um monte – no por do sol é lindo). Verona lembra juventude!

Sem dúvida alguma, o destaque vai para Veneza, onde conhecemos: a “Piazza de San Marco” (grande praça da cidade, cercada por prédios históricos); a “Basilica di San Marco” (igreja em estilo bizantino, cujos mosaicos refletem a intercessão entre o cristianismo do Ocidente e do Oriente); e o “Campanário” (torre que oferece a melhor vista da cidade – lá de cima, entendi porque Veneza é diferente das demais cidades que conheço no mundo). Seguindo a tradição, fizemos o passeio de gôndola. Nosso gondoleiro era veneziano, falava português (misturado com espanhol) e cantava. Pelos canais silenciosos, debaixo de cada ponte, não faltavam beijos – mesmo que fosse só um choquinho. Veneza é sinônimo de romantismo!

Na virada do dia 24 para o dia 25, reunimo-nos, no apartamento do Gabriel e da Amanda, para celebrar o Natal. Ao todo, onze pessoas: eu, Thaís, Mariana, Samuel, André, Tânia, Jaqueline, Eduardo, Viviane e os donos da casa (quase uma reunião da Redê...). Depois de comer, beber e jogar conversa fora, inspirados pelos relatos dos Evangelhos, recordamos o verdadeiro sentido do Natal: Jesus vem ao mundo para salvar-nos dos nossos pecados (cf. Mt. 1:21); Jesus é Emanuel, Deus Conosco (cf. Mt. 1:23); Jesus é digno de ser adorado como Deus (cf. Mt. 2:2); Jesus é aquele que conduz-nos como pastor (cf. Mt. 2:7); Jesus tem ofício de profeta, sacerdote e rei (cf.Mt. 2:11); Jesus humilha-se, radicalmente, desde o seu nascimento (cf. Lc. 2:7); Jesus deve ser glorificado (cf. Lc. 2:14); Jesus traz-nos a paz (cf. Lc. 2:14); Jesus manifesta-nos o favor de Deus (cf. Lc. 2:14); Jesus é aquele que dá-nos a vida (cf. Jo. 1:4); e Jesus é a Palavra de Deus que faz-se carne e habita entre nós (cf. Jo. 1:14). Nesse encontro, Deus fez muitas coisas que vimos e tantas outras que não vimos.

Dessa vez, nossa experiência gastronômica ficou por conta do casal Gabriel e Amanda. Ao que me parece, os quatro anos de Itália lhes fizeram muito bem. Durante as refeições de Natal, degustamos diversos queijos, variados vinhos, e todo tipo de massa italiana. Isso sem contar o Tiramisù, sobremesa típica da Itália, preparado pela Amanda. Sensacional!!!!

Por fim, na manhã de segunda feira, dia 26 de dezembro, partimos para Paris. Das 446 fotos que tirei, quarenta e cinco estão no meu Facebook.

Luiz Felipe Xavier.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Florença... bela parada

Deixando Roma, nosso segundo destino foi Florença. Para a nossa alegria, começaram os trechos de trem. Chegando à estação central da cidade, procuramos o “i” para informações e mapas, mas descobrimos que ele mudou de lugar. Agora, encontra-se do outro lado da rua que fica em frente à estação. Era terça, 20 de dezembro.

Florença é considerada a capital da Toscana, uma das regiões mais belas da Itália. Berço da Renascença, a cidade possui cerca de quatrocentos e quarenta e oito mil habitantes.

Hospedamo-nos no “Hotel Diplomat”, de frente para a estação central. Nunca havíamos ficado em um hotel tão bem localizado! Perto do centro histórico da cidade, prédio novo (estilo contemporâneo), quarto amplo (não muito confortável) e excelente café da manhã (pães e queijos maravilhosos).

Por falar em gastronomia, degustamos a famosa “Bistecca alla Fiorentina” com feijão branco (untado com azeite de oliva). Só de lembrar, fico com água na boca... De sobremesa, biscoito “Cantuccini” (típico da região da Toscana) acompanhado de Vinho Santo (que de doce e licoroso, lembra Vinho do Porto).

Nas 24 horas que passamos em Florença, visitamos: a “Basilica di Santa Maria Novella” (igreja construída entre os séculos XIII e XIV, que fica em frente à estação); o “Battistero di San Giovanni” (construção mais antiga da cidade, do século V ao IX, onde encontram-se os mosaicos que inspiraram detalhes do inferno da divina comédia de Dante); a “Cattedrale di Santa Maria del Fiori (catedral e cartão postal da cidade, com a fachada em mármore verde, rosa e branco – subimos os 463 degraus da torre dessa igreja para ver Florença do alto); a “Galleria degli Uffizi” (museu mais importante do mundo sobre a Renascença, onde encontram-se, principalmente, pinturas do século XIII ao XVIII); a “Ponte Vecchio” (única ponte sobre o rio Arno, do século XIV, que ficou intacta após a Segunda Guerra Mundial); e a “Piazzale Michelangelo” (uma praça sem graça, mas que oferece uma bela vista da cidade).

O destaque de Florença vai para o “David” de Michelangelo. Essa belíssima estátua fica na “Galleria dell’Accademia”. Sem dúvida, o “David” é a estátua mais bela que já vi! De um mármore bruto, que encontrava-se na “Cattedrale di Santa Maria del Fiori”, Michelangelo esculpiu o grande rei de Israel (embora haja controvérsias sobre sua identidade, especialmente pelo fato de não estar circuncidado). A obra possui impressionantes cinco metros e dezessete centímetros, ressaltando a mão direita, rica em detalhes.

Optamos por essa cidade, graças às indicações dos amigos Gabriel e Amanda, brasileiros que moram na Itália há quatro anos. Ali, descobri que, atualmente, prefiro muito mais cidades pequenas que cidades grandes, tranqüilidade que agitação, andar a pé que usar o transporte público. Uma coisa é certa: Florença foi uma bela parada!

Finalmente, deixamos Florença na quarta, 21 de dezembro, em direção à Milão. Das 206 fotos que tirei, quinze estão meu Facebook.

Luiz Felipe Xavier.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Roma... “nada do que foi será”...

Saindo do Brasil, nosso primeiro destino foi Roma. Dessa vez, vieram conosco minha irmã e meu cunhado. Durante a viagem, sobrevoamos, com dia claro, o Deserto do Saara, o que proporcionou-nos uma bela vista. A imigração na Itália foi tranqüila. Como de costume, procuramos o “i” para informações e mapas. Do aeroporto, pegamos um ônibus especial em direção ao centro da cidade. Tendo em vista que o transporte público estava em greve, reflexo da crise que assola o país, essa foi uma boa opção. Era sexta, 16 de dezembro.

Roma é a capital da Itália. Situa-se na “canela da bota” e possui cerca de dois milhões e oitocentos mil habitantes. Reconhecida com “berço da civilização ocidental”, o centro histórico da cidade é um verdadeiro “museu” a céu aberto.

Nosso hotel, “Ranieri”, situa-se próximo à “Piazza della Repubblica” e à “Stazioni Termini”, no centro de Roma. Distante das principais atrações, prédio muito antigo, gente acolhedora, quarto de casal pequeno e ótimo café da manhã (só no primeiro dia, tomei quatro xícaras de café expresso).

Visitamos os principais pontos turísticos da cidade e também do Vaticano, menor Estado do mundo: o “Musei Vaticani” (com as coleções de artes e os tesouros papais, incluindo a “Stanze di Raffaello”, com afrescos de Rafael, e a “Cappella Sistina”, com afrescos de Michelangelo); a “Piazza San Pietro” (composta por dois semicírculos, com um obelisco no meio); a “Basílica di San Pietro” (onde encontra-se a Pietá, famosa escultura de Michelangelo, e de cuja cúpula pode-se ter uma bela vista do Vaticano e de Roma – desta vez não subimos); o “Castel de Sant’Angelo” (de onde tem-se uma bela vista do rio Tibre), a “Via Appia Antica” (primeira estrada pavimentada do mundo – foi bacana andar onde, muito provavelmente, Pedro e Paulo andaram), o “Colosseo” (ruínas do grande anfiteatro romano da Antiguidade e local onde vários cristãos foram humilhados e mortos); o “Arco di Costantino” (construído em homenagem ao imperador sob cujo governo o cristianismo deixou de ser religião perseguida para torna-se religião oficial); o “Pantheon” (templo romano de 27 a.C., edificado em homenagem a todos os deuses – hoje, uma igreja); o “Stadio Olimpico” (onde assistimos à partida entre Lazio 2 X 2 Udinese; o “Circo Massimo” (ruínas de um circo romano, com capacidade para mais de duzentas mil pessoas, onde aconteciam as grandes corridas de bigas e quadrigas), o “Foro Romano” (ruínas dos espaços públicos do Império Romano), o “Palatino” (colina onde Roma nasceu e onde os principais imperadores romanos moraram); o “Piazza del Campidoglio” (situada numa das sete famosas colinas de Roma), a “Piazza Venezia” (com o esplendoroso edifício dedicado a Vittorio Emanuele II, primeiro rei da Itália); a “Piazza Navona” (uma das maiores praças da cidade, onde localiza-se a sede da embaixada brasileira); e a “Fontana di Trevi” (a fonte mais linda que eu já vi).

Como não poderia ser diferente, em Roma, nossa experiência gastronômica gravitou em torno dos diferentes tipos de massas. Por incrível que pareça, a melhor pizza que comi foi uma “amostra grátis” que ganhei na rua. Quando degustei, quase tive uma experiência mística! Mas, não posso deixar de ressaltar o Gelato. É, sem dúvida, o melhor sorvete que já tomei!

O destaque de Roma vai para as catacumbas. Visitamos, novamente, a “Catacombe di San Callisto”. É emocionante caminhar pelos buracos frios e úmidos, onde os primeiros cristãos sepultavam seus mortos e cultuavam a Deus. É chocante notar a distância de uma catacumba para uma basílica, como a de São Pedro, por exemplo. Acima de tudo, é desafiante discernir a profunda simplicidade da fé em Jesus de Nazaré, nosso bom pastor.

Em dezembro de 2006, meu sogro, a Thaís e eu estivemos em Roma. Lembro-me exatamente do que ele disse-me, logo quando saímos do metrô: “Felipão, a Europa não é a Lua!”. Durante muito tempo, eu pensei que era, porém, daquele dia em diante, acreditei que não é. Dessa vez, sem planejar, passamos pelo mesmo quarteirão, onde saímos do metrô e ouvi aquelas palavras... A estrada era a mesma, todavia o caminho era completamente diferente. Fui tomado pela convicção de que “nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia”, de que “tudo passa, tudo sempre passará...”. O que “Roma” foi para mim em 2011 não foi do jeito que “Roma” foi para mim em 2006. Não foi melhor nem pior, foi apenas diferente. Logo, talvez seja necessário viver e valorizar cada momento da vida como último, pois, em certo sentido, todo momento da vida é último...

Por fim, deixamos Roma na terça, 20 de dezembro, em direção à Florença. Das 528 fotos que tirei, vinte estão no meu Facebook.

Luiz Felipe Xavier.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O que é o Evangelho?

O Evangelho é a boa notícia de que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens. Essa boa notícia, simples e profunda, tem o poder de transformar as nossas vidas.

Primeiro, o Evangelho é uma boa notícia por causa dos pecados dos homens. Deus criou-nos para relacionar-se conosco, mas nós pecamos contra ele, rompendo esse relacionamento. Logo, o pecado é a nossa rebelião contra Deus, o que nos separa dele e nos torna merecedores do seu juízo.

Segundo, o Evangelho é uma boa notícia por causa da reconciliação providenciada por Cristo. Jesus morreu pelos nossos pecados para providenciar a nossa reconciliação com Deus. O Justo entregou-se a si mesmo pelos injustos, o Santo pelos pecadores. O juízo que deveria ser derramado sobre nós foi derramado sobre Jesus. Ele foi sepultado e ressuscitou. Assim, a conta foi paga, o perdão foi ofertado e a reconciliação com Deus possibilitada.

Terceiro, o Evangelho é uma boa notícia por causa do amor de Deus. Deus demonstrou o quanto nos ama ao oferecer seu Filho em sacrifício por nós quando ainda éramos tão ingratos e maus para com ele. O próprio Deus vem em nossa direção, abrindo-nos o caminho até ele mesmo.

Resta-nos, portanto, receber essa oferta do amor de Deus. Como isso é possível? A resposta pode ser dada em duas palavras: arrependimento e fé. Arrepender-se implica em mudar a mente e romper com uma vida de pecado. Fé implica em confiar plenamente no que Jesus realizou na cruz e decidir viver uma nova vida. Essa nova vida é dinamizada pelo Espírito Santo, que torna-nos, a cada dia, mais parecidos com Jesus. Nessa nova vida todos os nossos relacionamentos são reordenados. Passamos a amar a Deus e a obedecê-lo. Passamos a amar a nós mesmos e desfrutar de paz interior. Passamos a amar ao nosso próximo e a servi-lo. Passamos a amar a criação de Deus e zelar por ela.

Se essa palavra fez sentido para você hoje, dê razão a Deus e acolha o seu amor. Como um pai que espera o retorno do seu filho, de braços abertos, ele espera por você.

Luiz Felipe Xavier.

domingo, 20 de novembro de 2011

Oração: remédio para ansiedade

Oração: remédio para ansiedade

Lucas 11:2-4

20 de novembro de 2011

Luiz Felipe Xavier

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Quando namorar?

Há alguns meses, a Juventude da Redê tem refletido sobre relacionamentos. A reflexão sobre essa temática é relevante, especialmente quando se leva em consideração o mundo no qual estamos vivendo. Cada vez mais, a nossa cultura tem se transformado na cultura do “descartável”, onde é normal usar e jogar fora. Pensemos num copo descartável... usamos e jogamos fora. Quando a cultura do “descartável” se aplica aos relacionamentos produz-se a cultura do “ficar”. Assim como uma pessoa usa um copo descartável e o joga fora, no “ficar”, uma pessoa usa a outra pessoa e a joga fora, ou melhor, a descarta.

Diante desse cenário, o discípulo de Jesus deve se posicionar a favor dos relacionamentos permanentes, deve se posicionar a favor do namoro. Mas, quando namorar? Eis a questão! Na vida, existe um tempo certo para todas as coisas, até para namorar. Logo, para discernir esse tempo, o discípulo de Jesus precisa levar em consideração, pelo menos, cinco requisitos.

O primeiro requisito é a identidade espiritual. Em 2 Coríntios 6: 14, Paulo diz: “Não se ponham em jugo desigual com descrentes.”. Diretamente, esse texto fala sobre a associação religiosa, porém, indiretamente, fala sobre todos os demais tipos de associações. Assim, um discípulo de Jesus não deve namorar um não-discípulo de Jesus. Entre eles não há compatibilidade de valores. Enquanto para o discípulo de Jesus prevalecem os valores do Reino de Deus, para o não-discípulo de Jesus prevalecem os valores do anti-Reino de Deus.

O segundo requisito é a afinidade geral. Como já perguntava o profeta Amós: “Duas pessoas andarão juntas se não estiverem de acordo?” (3:3). É claro que não! Assim sendo, afinidade geral é fundamental a qualquer relacionamento. Embora não seja uma regra, podemos pensar em diferentes afinidades... Acho a pessoa bonita (lembrando que a beleza é relativa)? Temos possibilidades reais de nos encontrar? Gostamos de conversar um com o outro? Nossos gostos são semelhantes? Fazemos opções de lazer compatíveis? Além dessas afinidades, destaca-se a da orientação de vida. Não devemos nos relacionar com alguém cuja orientação de vida não esteja de acordo com a nossa orientação de vida.

O terceiro requisito é a aprovação dos pais. Em Efésios 6:1-3, Paulo afirma aos filhos, aqueles que estão vivendo debaixo do mesmo teto de seus pais: “Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. “Honra teu pai e tua mãe” – este é o primeiro mandamento com promessa – “para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra””. Portanto, um discípulo de Jesus que vive debaixo do mesmo teto de seus pais deve obedecê-los no Senhor. Se os pais aprovam o namoro, aprovado está. Todavia, se os pais desaprovam o namoro, desaprovado está. Os pais, por sua vez, devem expor, com amor e firmeza, sua aprovação ou desaprovação, pois os mesmos são os responsáveis por seus filhos.

O quarto requisito é intenção de casar. Isso significa que já consideramos essa possibilidade em oração. Isso significa também que já nos conhecemos o suficiente para começar um relacionamento sério. Isso significa ainda que já estamos próximos de alcançar as condições necessárias para deixar pai e mãe e unirmo-nos um ao outro, pelo casamento. Esse último aspecto é importante porque o tempo de namoro é inversamente proporcional a nossa capacidade de nos controlar sexualmente. Isto é, quanto maior o tempo, menor é a nossa capacidade de nos controlar. Sabedor disso, em 1 Coríntios 7:9, Paulo diz: “Mas, se não conseguem controlar-se, devem casar-se, pois é melhor casar-se que ficar ardendo de desejo.”. Então, antes de começar a namorar devemos ter a intenção de casar.

Por fim, um quinto e último requisito é compromisso de pureza. Em 1 Tessalonicenses 4:3, Paulo afirma: “A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o seu próprio corpo (ou “aprenda como conseguir esposa”) de maneira santa e honrosa, não dominado pela paixão de desejos desenfreados, como os pagãos que desconhecem a Deus.”. Logo, antes de começar a namorar, precisamos firmar um compromisso de pureza com a nossa futura namorada ou futuro namorado. Quando for difícil nos controlar sexualmente, esse compromisso poderá ser-nos muito útil.

Aqui fica a pergunta: Já está na hora de namorar?

Luiz Felipe Xavier.

domingo, 9 de outubro de 2011

Cruz: expressão máxima do amor de Deus

Cruz: expressão máxima do amor de Deus

Lucas 23:1-56

09 de outubro de 2011

Luiz Felipe Xavier

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Beijinho, beijinho, tchau, tchau?

Recentemente, cinqüenta e um adolescentes e jovens da igreja acamparam na Serra do Cipó. Seria um programa de índio? Claro que não! A experiência tem nos mostrado que momentos como esse são extremamente relevantes e significativos na caminhada da nossa juventude.

Em dois dias intensos, vivenciamos diversas oportunidades de praticar valores do Reino de Deus. Na montagem das barracas, praticamos o trabalho e o serviço. Na visita à cachoeira, praticamos a contemplação da criação e o lazer. Nas refeições conjuntas, praticamos a gratidão e a partilha. No tempo livre, praticamos o diálogo e o descanso. Na caminhada ecológica, praticamos a perseverança e o cuidado.

Em dois momentos específicos, o alimento espiritual foi repartido. O culto do sábado à noite foi marcado por adoração, louvor, testemunhos, exposição bíblica, confissão de pecado, perdão, restauração e consagração. Naquela bela noite de lua cheia, o Senhor falou, profundamente, aos nossos corações!

Aproveitamos a oportunidade para refletir sobre “Beijinho, beijinho, tchau, tchau”, ou seja, sobre “ficar”. De acordo com a Wikipédia, “Ficar (português brasileiro) ou curtir (português europeu), nas culturas luso-brasileira, designam uma relação afetiva sem compromisso que, normalmente, não tem associada um componente de fidelidade, uma vez que a sua natureza é, normalmente, efêmera.”.

Na contra-mão desse mundo, descobrimos que Deus deseja que experimentemos sua boa, perfeita e agradável vontade, especialmente nos relacionamentos entre homem e mulher. Para tal, esses relacionamentos precisam ter 3 marcas.

A primeira marca é compromisso. Se a forma do mundo é a relação afetiva sem compromisso, a forma do Reino de Deus é a relação afetiva com compromisso. Ao invés de abraços, beijos, outras coisas mais, e tchau, a vontade de Deus é que o homem deixe pai e mãe e se una à sua mulher. Mas, antes de se unir, homem e mulher precisam se conhecer durante um tempo de namoro sério.

A segunda marca é a fidelidade. Se a forma do mundo é a relação afetiva sem fidelidade, a forma do Reino de Deus é a relação afetiva com fidelidade. Ao invés de ficar cada dia com um ou com uma, a vontade de Deus é que o homem se una à sua mulher. É um homem e uma mulher, numa relação heterossexual e monogâmica.

A terceira marca é a permanência. Se a forma do mundo é a relação afetiva efêmera, a forma do Reino de Deus é a relação afetiva permanente. Ao invés de hoje sim e amanhã não, a vontade de Deus é que o que ele uniu ninguém separe.

Os estudos bíblicos do domingo de manhã foram em seis grupos pequenos, três só de meninos e três só de meninas. Nesse espaço mais íntimo, a moçada abriu o coração. Mesmo com o tempo esgotado, muitos grupos não queriam parar o bate-papo acerca da imitação de Cristo, tanto no que diz respeito às questões de pureza sexual, quanto no que se refere ao andar na sociedade como filhos da luz.

Certamente, momentos como esse ficarão gravados na memória dessa juventude. Foi maravilhoso ver alguns manifestando o desejo de serem batizados e outros manifestando o desejo de serem discipulados. Portanto, gostaria de agradecer a todos que oraram por nós. Deus fez muitas coisas que vimos e tantas outras que não vimos. Vendo ou não, percebemos que ele está formando uma geração de adolescentes e jovens piedosos, vivendo na contra-mão desse mundo, o que é motivo de muita alegria.

Luiz Felipe Xavier

Esse texto foi publicado no Informativo Igreja Batista da Redenção.

domingo, 18 de setembro de 2011

Lidando com questionamentos na evangelização

Lidando com questionamentos na evangelização

Lucas 20:1-47

18 de setembro de 2011

Luiz Felipe Xavier

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O que Wesley praticou e pregou sobre o dinheiro?

John Wesley pregou muitas vezes sobre o uso do dinheiro. Possuindo provavelmente o maior salário já recebido na Inglaterra, ele teve oportunidades de colocar suas idéias em prática. O que ele disse a respeito do dinheiro? E o que fez com o próprio dinheiro?

John Wesley experimentou uma pobreza opressiva quando criança. Seu pai, Samuel Wesley, era pastor anglicano numa das paróquias que pagavam os menores salários do país. Ele tinha nove filhos para sustentar e raramente ficava sem dívidas. Uma vez John viu seu pai sendo levado para a prisão dos devedores. Portanto, quando seguiu seu pai no ministério, não tinha ilusão alguma acerca das recompensas financeiras.

É provável que tenha sido uma surpresa para John Wesley que, embora Deus o houvesse chamado para mesma vocação de seu pai, não o havia chamado para ser tão pobre quanto ele. Em vez de ser pastor numa paróquia, John sentiu a direção de Deus para ensinar na Universidade de Oxford. Lá, ele foi escolhido para ser membro do conselho do Lincoln College. Sua posição lhe garantia pelo menos trinta libras por ano, mais do que o suficiente para um rapaz solteiro viver. John parecia desfrutar de sua relativa prosperidade. Gastou seu dinheiro em jogos de cartas, tabaco e conhaque.

Enquanto estava em Oxford, um incidente transformou sua perspectiva acerca do dinheiro. Ele havia acabado de comprar alguns quadros para colocar em seu quarto, quando uma das camareiras chegou à sua porta. Era um dia frio de inverno, e ele notou que ela não tinha nada para se proteger, exceto uma capa de linho. Ele enfiou a mão no bolso para dar-lhe algum dinheiro para comprar um casaco, mas percebeu que havia sobrado bem pouco. Imediatamente, ficou perplexo com o pensamento de que Deus não havia se agradado pela forma como havia gasto seu dinheiro. Ele perguntou a si mesmo: O mestre me dirá “Muito bem servo bom e fiel”? Tu adornaste as paredes com o dinheiro que poderia ter protegido essa pobre criatura do frio! Ó justiça! Ó misericórdia! Esses quadros não são o sangue dessa pobre empregada?

O que Wesley fez?

Talvez, como resultado desse incidente, em 1731, Wesley começou a limitar seus gastos para que pudesse ter mais dinheiro para dar aos pobres. Ele registrou que, em determinado ano, sua renda fora de 30 libras, suas despesas, 28, assim, tivera duas libras para dar. No ano seguinte, sua renda dobrou, mas ele continuou administrando seus gastos para viver com 28, desse modo, restaram-lhe 32 libras para dar aos pobres. No terceiro ano, sua renda saltou para 90 libras. Em vez de deixar suas despesas crescerem juntamente com sua renda, ele as manteve em 28 e doou 62 libras. No quarto ano, recebeu 120 libras. Do mesmo modo que antes, suas despesas se mantiveram em 28 libras e, assim, suas doações subiram para 92.

Wesley sentia que o crente não deveria simplesmente dar o dízimo, mas dar toda sua renda excedente, uma vez que já tivesse suprido a família e os credores. Ele cria que com o crescimento da renda, o que deveria aumentar não era o padrão de vida, mas sim o padrão de doações.

Essa prática começou em Oxford e continuou por toda a sua vida. Mesmo quando sua renda ultrapassou mil libras esterlinas, ele viveu de modo simples, doando rapidamente seu dinheiro excedente. Houve um ano em que seu salário superou 1400 libras. Ele viveu com 30 e doou aproximadamente 1400. Por não ter uma família para cuidar, não precisava poupar. Ele tinha medo de acumular tesouros na terra, portanto, seu dinheiro ia para as obras de caridade assim que chegava às suas mãos. Ele registrou que nunca permaneceu com 100 libras.

Wesley limitava suas despesas, não adquirindo coisas que eram tidas como essenciais para um homem de sua posição. Em 1776, os fiscais de impostos inspecionaram suas restituições e lhe escreveram a seguinte sentença: “Não temos dúvidas de que o senhor possui algumas baixelas de prata para cada item que o senhor não declarou até agora”. Eles queriam dizer que um homem proeminente como ele, certamente possuía alguns pratos de prata em sua casa, e o acusavam de sonegação. Wesley lhes respondeu: “Tenho duas colheres de prata em Londres e duas em Bristol. Essa é toda a prata que possuo no momento e não comprarei mais prata alguma, visto que muitos ao meu redor almejam por pão”.

A outra forma pela qual Wesley limitava seus gastos era identificando-se com os pobres. Ele pregava que os crentes deveriam se considerar como membros dos pobres, a quem Deus havia dado dinheiro para ajudá-los. Portanto, ele vivia e comia com os pobres. Sob a liderança de Wesley, a igreja Metodista de Londres estabeleceu dois abrigos para viúvas na cidade. Elas eram sustentadas pelas ofertas recolhidas nos encontros e nas celebrações da Ceia do Senhor. Em 1748, nove viúvas, uma mulher cega e duas crianças viviam ali. Juntamente com elas, vivia John Wesley e outro pregador metodista que se encontrava na cidade naquela ocasião. Wesley se alegrava em comer da mesma comida que elas, à mesma mesa, antevendo o banquete celestial que todos os crentes compartilharão.

Durante quatro anos, a dieta de Wesley consistia principalmente em batatas, em partes para melhorar sua saúde, mas também para economizar dinheiro. Ele dizia: “Aquilo que eu guardo para comprar carne pode alimentar alguém que não possui comida alguma”. Em 1744, Wesley escreveu: “Quando eu morrer, se eu deixar dez libras para trás... você e toda a humanidade poderão testemunhar contra mim, dizendo que tenho vivido e morrido como um ladrão e salteador”. Quando ele morreu em 1791, o único dinheiro que estava em sua posse eram algumas moedas, encontradas em seus bolsos e em sua gaveta de roupas.

O que havia acontecido ao restante do dinheiro que ele ganhara em toda a sua vida, uma quantia estimada em trinta mil libras?[i] Ele o havia doado. Como Wesley havia dito: “Não poderei evitar deixar meus livros para trás quando Deus me chamar, porém minhas próprias mãos executarão a doação de todas as demais coisas”.

O que Wesley Pregou?

O ensino de Wesley sobre o dinheiro oferece diretrizes simples e práticas para qualquer cristão.

A primeira regra de Wesley acerca do dinheiro era “Ganhe o máximo que puder”. Apesar de seu potencial para o mau uso, o dinheiro em si é algo bom. O bem que ele pode fazer é infinito: “Nas mãos dos filhos de Deus, ele é comida para os famintos, água para os sedentos, roupas para os que estão descobertos. Ele dá ao viajante e ao estrangeiro um lugar onde pousar a cabeça. Por meio dele, podemos manter a viúva, no lugar de seu marido, e aos órfãos, no lugar de seu pai. Podemos ser uma defesa para os oprimidos, levar saúde aos doentes e alívio aos que têm dor. Ele pode ser como olhos para o cego, como pés para o coxo e como o socorro para livrar alguém dos portões da morte”!

Wesley acrescenta que ao ganhar o máximo que podem, os crentes devem ser cuidadosos para não prejudicar sua própria alma, mente e corpo ou a alma, mente e corpo de quem quer seja. Desse modo, ele proibiu o ganho de dinheiro em empresas que poluem o meio ambiente ou causam danos aos trabalhadores.

A segunda regra de Wesley para o uso correto do dinheiro era “Poupe o máximo que puder”. Ele insistiu para que seus ouvintes não gastassem dinheiro somente para satisfazer a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida. Ele clamava contra comidas caras, roupas luxuosas e móveis elegantes. “Cortem todas essas despesas! Desprezem as iguarias e a variedade, e estejam contentes com o que a simples natureza requer”.

Wesley tinha duas razões para dizer aos crentes para comprarem somente o necessário. Uma era óbvia: para que não desperdiçassem dinheiro. A segunda era para que seus desejos não aumentassem. O antigo pregador destacou sabiamente que, quando as pessoas gastam dinheiro em coisas que, de fato, não precisam, elas começam a desejar mais coisas das quais não precisam. Em vez de satisfazerem aos seus desejos, elas apenas os fazem aumentar: “Quem dependeria de qualquer coisa para satisfazer esses desejos, se considerasse que satisfazê-los é o mesmo que fazê-los crescer? Nada é mais verdadeiro do que isto: A experiência diária demonstra que quanto mais os satisfazemos, mais eles aumentam”.

Wesley advertiu principalmente sobre a questão de comprarmos muitas coisas para os filhos. Pessoas que raramente gastam dinheiro consigo mesmas podem ser bem mais indulgentes com seus filhos. Ao ensinar o princípio de que gratificar um desejo desnecessariamente tende a intensificá-lo, ele perguntou a esses pais bem-intencionados: “Por que você compraria para eles mais orgulho ou cobiça, mais vaidade, tolice e desejos prejudiciais? ...Por que você teria um gasto extra apenas para trazer-lhes mais tentações e ciladas, e para transpassá-los com mais tristezas”.

A terceira regra de John Wesley era “Doe o máximo que puder”. A oferta de uma pessoa deve começar com o dízimo. Ele disse àqueles que não dizimavam: “Não há dúvidas de que vocês têm colocado o seu coração no seu ouro”. E advertia: “Isso ‘consumirá sua carne como o fogo’”! Entretanto, a oferta de uma pessoa não deve se limitar ao dízimo. Todo o dinheiro dos crentes pertence a Deus, não apenas a décima parte. Os crentes devem usar 100% de sua renda da forma como Deus direcionar.

E como Deus direciona os crentes a usarem sua renda? Wesley listou quatro prioridades bíblicas:

1. Providencie o que é necessário para você e sua família (1 Tm 5.8). O crente deve estar certo de que sua família possui suas necessidades e comodidades supridas, ou seja, “quantidade suficiente de uma comida modesta e saudável para comer, e roupas adequadas para vestir”. O crente também deve garantir que a família tenha o suficiente para viver caso haja imprevistos em relação ao seu ganha-pão.

2. “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (1 Tm 6.8). Wesley acrescentou que a palavra traduzida para “vestir” é literalmente “cobrir”, o que inclui tanto moradia como roupas. “Conclui-se claramente que tudo o que tivermos além dessas coisas, no sentido empregado pelos apóstolos, é riqueza – tudo quanto estiver além das necessidades, ou no máximo, além das comodidades da vida. Qualquer um que tenha comida suficiente para comer, roupas para vestir, um lugar onde repousar a cabeça, e mais alguma outra coisa, é rico”.

3. Providencie o necessário para “fazer o bem perante todos os homens” (Rm 12.17) e não fique devendo nada a ninguém (Rm 13.8). Wesley disse que a reivindicação pelo dinheiro do crente que se seguia à família era a reivindicação dos credores. Ele acrescentou que aqueles que dirigiam o próprio negócio deveriam ter ferramentas adequadas, estoque ou o capital necessário para manter seu negócio.

4. “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6.10). Após o crente ter provido o necessário para a família, credores e para o próprio negócio, sua próxima obrigação é utilizar todo o dinheiro que sobrou para suprir as necessidades dos outros.

Ao dar esses quatro princípios bíblicos, Wesley reconheceu que algumas situações não são assim tão claras. A forma como os crentes devem usar o dinheiro de Deus nem sempre é óbvia. Por essa razão, ele ofereceu quatro perguntas para ajudar seus ouvintes a decidirem como gastar seu dinheiro:

1. Ao gastar o dinheiro, estou agindo como se o possuísse ou como se fosse o curador de Deus?

2. O que as Escrituras exigem de mim ao gastar o dinheiro dessa maneira?

3. Posso oferecer essa compra como um sacrifício a Deus?

4. Deus me recompensará por esse gasto na ressurreição dos justos?

Finalmente, para um crente que ainda estivesse perplexo, John Wesley sugeriu a seguinte oração antes de realizar uma compra:

“Senhor, tu vês que estou para gastar esta quantia naquela comida, naquela roupa ou naquele móvel. Tu sabes que estou agindo com sinceridade nessa questão; como um mordomo de teus bens; gastando uma porção dele desta maneira, em conformidade com o desígnio que tu tens ao confiá-los a mim. Sabes que faço isso em obediência à tua Palavra, conforme tu ordenas e porque tu o ordenas. Peço-te que isso seja um sacrifício santo e aceitável a Ti, por meio de Jesus Cristo! Dá-me testemunho em mim mesmo de que, por meio desse esforço de amor, serei recompensado quando Tu recompensares a cada homem segundo as suas obras”. Ele estava confiante que qualquer crente de consciência limpa que fizesse essa oração usaria o seu dinheiro com sabedoria.

Charles Edward White

[i] Essa quantia equivaleria a aproximadamente 30 milhões de dólares hoje.

sábado, 23 de julho de 2011

Valeu, Jesus!

Ontem foi meu último dia de trabalho aqui em Lubango, Angola. A experiência missionária foi extremamente significativa. Tudo o que fiz se resume a três em três palavra: pregação, ensino e evangelização.

A pregação aconteceu na Igreja Evangélica da Mapunda. A sede dessa igreja fica no lugar mais pobre que já estive. Terra seca, caminho empoeirado, lixo fétido, rio poluído, casas pequenas e pessoas sujas resumem o que é possível ver ali. A carência é extrema! Aperta o coração, molha os olhos e emudece a voz. Perplexidade e a tristeza são inevitáveis! Mas, é exatamente nesse lugar que Deus plantou uma igreja. Comunidade de gente acolhedora, alegre e piedosa. Comunidade que começa sua celebração dominical dançando e cantando que “esse é um lindo dia!”. Comunidade da esperança.

Através das minhas conversas com o padre Tarcísio, Deus me deu paz quanto à mensagem que eu deveria pregar ali: “O desafio de amar”. Amar os amáveis e amar os não amáveis. Amar incondicionalmente. No caminho em direção à igreja, o pastor Faria nos contou uma triste história de dois homens que foram assassinados após o motorista do carro em que estavam ter atropelado uma criança numa estrada do interior do país. Esse assassinato chocou as igrejas da cidade, especialmente a Igreja Evangélica da Mapunda. Quando ouvi essa história, fiquei ainda mais convicto acerca da mensagem que pregaria.

A celebração começou pontualmente. Apesar do coral entrar cantando e dançando, a liturgia é tradicional. Os avisos são comunicados pelo secretário da igreja. Nesse momento, a palavra foi passada ao Frank, líder da nossa equipe, que nos apresentou. Após os avisos, a igreja tem oportunidade de levar à frente suas contribuições regulares. Tudo é feito com ordem e todos, sem exceção, contribuem. Fantástico! Logo depois, a palavra foi passada a mim. Fiz uma exposição sobre Filemom e, ao final, orei por aqueles têm dificuldades de amar os não amáveis, de perdoar as ofensas que sofrem. O retorno que eu recebi e que alguns da nossa equipe receberam foi que essa mensagem falou profundamente ao coração dos irmãos daquela comunidade, que já estavam cogitando a possibilidade de vingar os dois homens que foram assassinados. Deus é maravilhoso!

O ensino aconteceu no Instituto Superior de Teologia no Lubango (ISTEL). De segunda a sexta, ofereci um curso sobre pregação expositiva das Escrituras. Já no primeiro dia, o diretor me convidou para ser professor no instituto (enquanto a Thaís poderia ser médica do Centro Evangélico de Medicina de Lubango (CEML). Eu disse que oraríamos sobre isso. Esse primeiro dia foi marcado por animação. Os alunos e alunas, líderes em suas igrejas locais, demonstravam muito interesse pela temática. O segundo dia foi marcado por frustração. Os exercícios revelaram as limitações de quase todos. O terceiro dia foi marcado por restauração. Depois de “pisar no freio” e re-planejar as ações, vi as limitações sendo superadas. O quarto dia foi marcado por superação. A repercussão do curso foi tão grande que os alunos regulares do instituto me desafiaram a oferecer o mesmo curso em duas tardes. Topei o desafio! O quinto e último dia foi marcado por realização. Pela manhã, ao ver 5 dos 30 alunos pregando expositivamente as Escrituras, tive aquela gostosa sensação de dever cumprido. A entrega dos certificados de conclusão de curso foi emocionante. À tarde, ao ver a gratidão dos 8 alunos, tive a mesma sensação de dever cumprido. A conclusão do curso intensivo foi gratificante.

A evangelização aconteceu na escolinha de vôlei promovida pela Juliana, integrante da nossa equipe. Durante três tardes, após o treinamento, tive oportunidade de compartilhar a Palavra de Deus com crianças, adolescentes e jovens. Nas duas primeiras tardes, compartilhei a “Parábola do grão de mostarda” e a “Parábola da pérola de grande valor”. Na última tarde, compartilhei o “Evangelho do Reino”. Meu coração se encheu de alegria quando 5 jovens decidiram seguir Jesus. Providencialmente, a Juliana havia trazido 5 Evangelhos de João, que foram entregues a cada um deles. Nós não sabíamos quantos decidiriam seguir Jesus, mas o Pai já sabia.

Hoje foi o nosso último dia em Angola. Com o avião da Mission Aviation Fellowship – que, no Brasil, é Asas do Socorro – Thaís e eu fomos até Caluquembe, uma pequena cidade no interior da Huila. Decolamos do aeroporto de Lubango (asfalto), sobrevoamos alguns pontos turísticos da região (pedras) e pousamos no “aeroporto” de Caluquembe (terra). O objetivo dessa viagem era buscar uma parte da equipe do Dr. Estevão, o médico mais conhecido do país, que estava trabalhando ali. Passamos em Caluquembe, desfrutando da companhia do Gary, o piloto do avião. À noite, já de volta a Lubango, jantamos com o Dú, a Norinha e seus filhos. É na casa desses amigos queridos que estamos hospedados há três dias.

Amanhã, com o nosso coração cheio de alegria e gratidão, partiremos para Windhoek, na Namíbia, onde passaremos o dia. Dali, seguiremos para Johanesburgo, na África do Sul. De lá, retornaremos ao Brasil. Valeu, Jesus!

Luiz Felipe Xavier.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Ambigüidades...

Alguns dias se passaram desde que chegamos em Lubango, Angola. O primeiro dia foi de descanso. Depois de uma longa e exaustiva viagem, passamos todo o dia no Centro Seletino de Formação e Espiritualidade, local onde estamos hospedados. Pela manhã, conversei muito com o padre Tarcísio. Ele me deu uma aula sobre a guerra que, durante anos, assolou o país.

Assim como o Brasil, Angola também foi colônia de Portugal. A luta pela independência começa no dia 4 de fevereiro de 1961. Treze anos depois, em 1974, é assinado o Acordo de Alvor, que implica no cessar fogo entre os movimentos de libertação e o exército português. Um ano depois, em 11 de novembro de 1975, a independência é proclamada. No entanto, um pouco antes disso, os movimentos de libertação começam a se enfrentar mutuamente. Depois de um período de intrigas, o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) expulsa a FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola) e a UNITA (União Nacional de Independência Total de Angola) de Luanda. Vale ressaltar que o MPLA é apoiado pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e por Cuba, a UNITA pela África do Sul e pelos Estados Unidos da América e a FNLA pelo Congo Democrático. É exatamente depois dessas expulsões que começa a disputa pelo poder e a proclamação da independência de Angola em três lugares diferentes. O MPLA proclama a independência na capital Luanda, a FNLA em M’banza Congo, e a UNITA em Huambo. O resultado é uma tríplice divisão do país. Com o avançar da guerrilha, o MPLA empurra a UNITA para o sul e vê parte dos generais da FNLA se rendendo. A história avança até que, em 1991, acontece o Acordo de Bicesse, entre MPLA e UNITA. Um ano depois, em setembro de 1992, acontecem as primeiras eleições democráticas em Angola. O MPLA ganha as legislativas e as presidenciais vão para o segundo turno. Mas, a UNITA não reconhece a vitória legislativa do MPLA e volta à guerra. Nessa altura, o MPLA estava nas cidades, ao passo que a UNITA estava nas matas do interior do país. A guerra segue até 2002, quando o presidente da UNITA é morto e o Acordo de Paz de Luena é assinado. Com o fim da guerra, a FAA (Forças Armadas Angolas), criada após as primeiras eleições de 1992, passa a ser composta pela FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola, do MPLA), pela FALA (Forças Armadas de Libertação de Angola, da UNITA) e pelo ELNA (Exército de Libertação Nacional de Angola, do FNLA). Somente em 2008 novas eleições acontecem. O Pe. Tarcísio pensa que, do ponto de vista econômico, Angola estaria melhor se a independência não tivesse sido proclamada. Porém, do ponto de vista político, ainda não haveria liberdade. Logo, o ideal seria que após a independência a guerra não tivesse ocorrido.

O segundo dia foi de contatos. Através de uma carona, consegui chegar ao Instituto Superior de Teologia no Lubango (ISTEL), local onde ensinarei sobre pregação expositiva das Escrituras. No ISTEL, conversei com o diretor Avelino, angolano, e com o professor Nico, holandês. Com o primeiro, aprendi que os angolanos precisam saber o custo de tudo, pois só dessa maneira valorizam o que têm. Mesmo que para eles algo não custe nada, eles precisam saber quanto custou para aqueles lhes estão doando. Uma vez que os recursos dos primeiros missionários, que davam e não informavam o custo, estão cada vez mais escassos, a sustentabilidade da escola e o desenvolvimento dos alunos dependem da formação de uma nova mentalidade. Essa nova mentalidade passa pela informação sobre o custo de tudo. Quantos paralelos com os brasileiros! Com o segundo, aprendi como está a situação geral da igreja em Angola. É igreja que cresce em número (mesmo que, às vezes, diminua com a mesma rapidez que cresceu); que enfrenta a realidade da feitiçaria (ora com, ora sem discernimento); que é homogênea (com raras exceções, uma comunidade local é muito parecida com a outra). Todavia, é igreja que não tem sólida fundamentação bíblico-teológica (a maioria só lê a Bíblia na celebração dominical); que não valoriza seus pastores (a maioria acha que o pastor só serve para administrar a Ceia do Senhor e os batismos); que não pratica Missão Holística ou Integral (a maioria vive na pobreza e nada faz para mudar tal realidade). Mais uma vez, quantos paralelos com a igreja no Brasil! Dois outros aspectos me chamaram a atenção durante a conversa com o pastor Nico: ele se identifica com a Teologia Reformada e pratica o discipulado ou tutoria dos alunos, o que é muito bom!

A estrutura do ISTEL é excelente! O terreno é amplo, existem dois grandes prédios (uma para as aulas e outro para administração), um prédio com quatro apartamentos para quatro professores e seus familiares, uma casa para outro professor, uma casa onde funciona a Rádio Trans Mundial (RTM), várias casas para os alunos que estudam no regime de internato e uma ótima biblioteca. Por falar em biblioteca, essa foi uma grata surpresa. Nela tem-se acesso a mais de seis mil títulos (parte em inglês, herança dos primeiros missionários, parte em português, comprados, principalmente, das editoras brasileiras). É possível encontrar, praticamente, tudo que é necessário para formar teólogos, pastores e líderes para as igrejas de Angola.

À tarde, visitamos um dos cartões postais de Lubango: a Tundavala (veja a foto). A estrada que conduz até lá é repleta de atrativos. Dentre eles destacam-se uma bela represa, de onde vem a energia elétrica que abastece a cidade, e grandes pedras, umas sobre as outras. A Tundavala é maravilhosa! Assim como em outros lugares que já estive, faltam palavras para descrever tamanha beleza!

O terceiro dia foi de pregação. Passamos a manhã e o início da tarde na sede da Igreja Evangélica da Mapunda. Sobre isso, escreverei no próximo post. À tarde, no pôr do sol, visitamos a Serra da Leba. Do alto de uma montanha-mirante, é possível ver um exuberante paredão de pedra (com tom amarelado), uma bela cadeia de montanhas, um extenso vale e uma longa estrada (que serpenteia por entre os montes). A Serra da Leba também é maravilhosa!

Luiz Felipe Xavier.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Primeiras impressões da África...

Saímos do Brasil na quarta feira, dia 13 de julho. De Belo horizonte fomos para São Paulo, de onde seguimos para Johanesburgo, África do Sul. Thaís e eu viajamos naquela que consideramos ser a pior parte do avião, no centro e no meio. Do lado da Thaís, um homem muito gentil, da Cidade do Cabo, que estava voltando para casa. Do meu lado, um engenheiro, de Belo Horizonte, que estava em direção à Namíbia, onde daria manutenção em um navio. Durante a viagem, tudo transcorreu bem. Destaque para a boa comida e para a boa bebida (as melhores que já comemos e bebemos em vôos) e para o péssimo atendimento dos comissários e comissárias da South African Airways.

A nossa chegada em Johanesburgo foi tranqüila. Como não tínhamos que retirar nossa bagagem, passamos pela imigração – onde recebemos um visto de trânsito pelo país – e seguimos para a área de free shop – único lugar possível. Ali, fiquei encantado com uma loja chamada Out of Africa. Como o próprio nome diz, essa loja é só de produtos africanos. O artesanato é maravilhoso! Durante o curto tempo que passamos em Johanesburgo, Thaís disse várias vezes: “Nós temos que conhecer a África do Sul!”. Dali, seguimos para Luanda, Angola.

Durante essa viagem, tudo também transcorreu bem. Da janela, observei e fotografei muito. A paisagem plana, desértica e marrom! Saindo de Johanesburgo, vi muitas casas grandes (algumas com piscinas), carros novos e bairros delimitados. Vi também favelas. Chegando em Luanda vi muitas casas pequenas (quase todas com pedras sobre o telhado de amianto), muitas vans azuis e brancas e muita poeira. Vi também poucas casas grandes. Exceto para Thaís, que foi alvo de muitas perguntas, a imigração em Angola foi rápida. Toda a nossa bagagem chegou bem. De posse de tudo, Deus nos enviou um “anjo” chamado Andrade (foi a Juliana, uma professora de Educação física que integra a nossa equipe, que discerniu que o Andrade era um "anjo"). Ele cuidou de todos os nossos interesses quando tudo nos parecia hostil e ameaçador. Deus é muito bom!

De Luanda, partimos para Lubango, também em Angola. Na pista do aeroporto, antes de embarcar, cada um precisa indicar qual é a sua mala, que segue diretamente para o avião. Gostei muito desse sistema! Apesar de parecer precário, ele é extremamente seguro. A chance de extravio de bagagem é mínima. Outro aspecto curioso é a acomodação das pessoas no avião, que acontece por ordem de chegada. O número do assento, impresso no seu cartão de embarque, não tem utilidade nenhuma. Os primeiros se assentam onde querem; os últimos se assentam onde podem. Thaís e eu encontramos dois lugares juntos, um no meio e outro no corredor. O homem que estava assentado na janela era um militar. Ele conversou comigo durante todo o tempo de vôo. Quando eu lhe disse que só tive oportunidade de conhecer o aeroporto de Luanda, ele comentou: “Não se preocupe, você conheceu o melhor de Luanda!”. Apesar do exagero, essas palavras me pareceram sintomáticas. Talvez ela traduza parte do que pensa as pessoas da maior cidade do país.

Depois de 30 horas de viagem, sendo 13 de vôo, chegamos em Lubango, no fim da tarde de quinta feira. O sol estava se pondo e estávamos exaustos. Fomos recebidos no belo aeroporto da cidade pelo Norman, missionário da Mission Aviation Fellowship – que, no Brasil, é Asas do Socorro – e pelo Fernando, administrador de um hospital – que trata, principalmente, de tuberculosos. Depois de trocar dinheiro, garantir nosso acesso à internet e comprar comida, chegamos ao seminário católico que nos abrigará. O padre Tarcísio é fantástico e a estrutura do local é ótima. Temos água quente, cama confortável e energia elétrica durante uma parte do dia.

Estamos gratos a Deus por ter nos trazido em segurança. Agora, é descansar para começar o trabalho. No coração, a certeza de que servir a Deus, servindo às pessoas é que dá sentido a vida.

Luiz Felipe Xavier.

sábado, 2 de julho de 2011

Deus responde às nossas orações

Thaís e eu estamos a caminho de Angola. Estar a caminho de algum lugar é algo que amamos e estamos sempre. No entanto, dessa vez, é diferente, pois estamos indo em missão.

Até onde entendemos, nenhum de nós tem um chamado missionário para além mar. Ao que parece, nos encontramos no grupo daqueles que são chamados para ficar. Mas, se fomos chamados para ficar, por que estamos indo?

Há dias, estou refletindo sobre essa pergunta...

Tal reflexão me levou ao início de 2004, quando, a pedido do meu pastor, comecei escrever textos sobre missões para o informativo da nossa igreja. Iniciei pelos países lusofônicos (de fala portuguesa). Angola foi o segundo. Eu me lembro que escrevia esses textos em oração. Eu pedia a Deus que tocasse no coração das pessoas e que as despertasse para missões. Eu me lembro também que, em quase todos os países, existia uma necessidade que me chamava à atenção: treinamento de líderes para as igrejas.

Hoje, entendo que Deus está respondendo essas orações. Ele tocou no meu coração e me despertou para missões. Além disso, meu trabalho em Angola será focado no treinamento de líderes para as igrejas.

Se Deus quiser, como médica, Thaís servirá ao Centro Evangélico de Medicina de Lubango e, como professor, eu servirei ao Instituto Superior de Teologia Evangélica no Lubango. Esse serviço se dará em forma de um curso, de curta duração, sobre Pregação Expositiva das Escrituras. Fiquei muito contente ao saber que o mesmo será oferecido a todos os pastores da cidade e não apenas aos alunos regulares do instituto. Todas as aulas serão na parte da manhã. À tarde, servirei numa escolinha de vôlei, onde, após cada dia de aula, terei oportunidade de proclamar o Evangelho aos alunos.

Depois dessa reflexão, tiro algumas conclusões...

Primeira, que Deus responde às nossas orações. Segunda, que nós podemos ser a resposta das nossas próprias orações. Terceira, que Deus pode tocar em nossos corações e nos despertar para missões. No nosso caso, tudo aconteceu de forma muito natural. Não ouvimos audivelmente a voz de Deus e nem vimos um anjo enviado da parte dele dizendo: “Servos meus, eis que, no próximo mês de julho, eu vos envio à Angola.”. Nada disso aconteceu! Nós apenas recebemos um convite, oramos e aceitamos. Simples assim!

Por fim, já gratos, pedimos a Deus que nos leve e nos traga em segurança. Pedimos também que ele abençoe muitas pessoas através das nossas vidas. Pedimos ainda que ele desperte pessoas para orar por nós. Como ele é bom e responde às orações, ele fará tudo isso se essa for a sua vontade.

Luiz Felipe Xavier.

domingo, 12 de junho de 2011

Quem é discípulo de Jesus?

Quem é discípulo de Jesus?

Lucas 6:17-49

12 de junho de 2011

Luiz Felipe Xavier

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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Que o Brasil ouça a voz de Deus

A Aliança Cristã Evangélica Brasileira, marcada pelo sentimento de irmandade com todo o povo de Deus espalhado e enraizado neste país, expressa uma vez mais o seu propósito de seguir a Jesus Cristo e afirma o seu compromisso com a Palavra de Deus, que é orientação vital para toda a nossa vida, seja pessoal ou coletiva.
No encontro com a voz de Deus, expressa em sua Palavra, nos sabemos amados e criados por Deus. Não importa quem sejamos e o nome que carregamos, todos viemos ao mundo como fruto desse amor de Deus que é o Senhor de toda a criação e a nós, seres humanos, criou como homens e mulheres.
No decorrer da sua história a igreja de Jesus Cristo tem afirmado esse Deus amoroso e criador e a nossa própria existência humana, como homem e mulher, como fruto dele. Assim como ontem, a igreja faz esta mesma afirmação hoje, incluindo nela a realidade da heterossexualidade. É esta a razão pela qual nos manifestamos contrários à prática homossexual e à sua legitimização e afirmação em nossa sociedade.
Estamos conscientes de que muitas vezes, ontem e hoje, não temos sabido viver adequadamente segundo a marca do amor e da vontade de Deus. Assim agindo, nosso testemunho acerca de um Deus de amor e criador fica comprometido pela nossa própria desobediência, injustiças e idolatrias. Neste processo, no entanto, também descobrimos que Deus, em sua graça, nos permite reconhecer nossos descaminhos e reconstruir nossas vidas. É assim que olhamos para a prática da homossexualidade: um descaminho a ser reconstruído pelo Deus criador, na consciência de que, quando buscado, Deus é encontrado como um Deus de graça.
Estamos conscientes de que há outras práticas que negam o amor de Deus, entristecem o seu coração e desestruturam a nossa vida pessoal e coletiva. Cada uma dessas práticas deve ser reconhecida e caminhos de mudança devem ser buscados. Mas hoje o nosso enfoque está na prática da homossexualidade e na tentativa da sua legitimização e até imposição a toda uma nação. Nós, como igreja de Jesus Cristo, precisamos nos opor a esta proposta e afirmar a heterossexualidade como a expressão saudável que conduz à construção de uma sociedade de harmonia e bom exercício de cidadania, sob a marca do amor criador e da graça renovadora de Deus. Precisamos também nos manifestar radicalmente contrários a qualquer tentativa de cercear a liberdade de expressarmos, tanto privada como publicamente, aquilo que entendemos ser a boa, agradável e perfeita vontade de Deus para nós, para as nossas famílias e para a nossa sociedade.
Hoje nós conclamamos a nação brasileira, como um estado laico que deve zelar pelo direito de todos, para a construção de uma sociedade que tenha a marca da justiça e do amor e que se oponha ao controle de qualquer minoria que queira patrulhar outros grupos e expressões que lhe sejam diferentes. Hoje, conclamamos a nação brasileira a que se deixe encontrar por Deus através do evangelho, no qual Jesus diz que veio trazer vida em abundância para todos e que todos encontrassem o caminho da sua prática de vida pessoal e comunitária no seguimento a ele.
Por uma nação livre e democrática!

Brasil, maio de 2011
Coordenadoria da Aliança:
Christian Gills
José Carlos da Silva
Maria Luiza Targino A. Queirós (Nina)
Oswaldo Prado
Valdir Steuernagel
Wilson Costa, Cordenador Executivo

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Teologando...

Depois de 4 meses, volto a escrever...


...recomeço com uma pergunta: o que é Teologia?

Teologia é a reflexão sobre Deus e sua relação com a criação, à partir da revelação.

Deus é Deus.

Nós somos homens.

Deus é Criador, Transcendente e Infinito.

Nós somos criaturas, imanentes e finitas.

Se Deus é o que é e nós somos o que somos, o conhecimento de Deus só é possível porque ele se revelou a nós.

Deus se revelou na criação, na história e, principalmente, em Jesus.

Jesus é a revelação de Deus.

Tudo que Deus queria dizer de si mesmo, ele disse em Jesus.

Jesus é a Palavra de Deus que se fez carne e habitou entre nós.

O que conhecemos sobre Jesus está na Bíblia, o registro escrito da revelação.

A Bíblia é inspirada.

Inspiração é uma capacitação sobrenatural do Espírito Santo sobre pessoas divinamente escolhidas, de modo que seus registros da revelação tornam-se fidedignos e autoritativos.

É a inspiração que garante a fidedignidade e autoridade da Bíblia.

A Bíblia é a principal fonte da teologia e Jesus é a chave hermenêutica da Bíblia.

Sem a Bíblia e sem Jesus não há Teologia.

Para discernir a revelação de Deus na Bíblia, precisamos ser iluminados pelo Espírito Santo.

Iluminação é uma capacitação sobrenatural do Espírito Santo sobre pessoas divinamente escolhidas, garantindo-lhes o discernimento da revelação registrada.

É a iluminação que possibilita o discernimento da revelação de Deus.

O Espírito Santo que inspirou o registro da revelação é o mesmo que ilumina o discernimento desse registro.

Discernir a revelação é conhecer a Jesus.

Conhecer a Jesus é reconhecer o amor de Deus.

Reconhecer o amor de Deus implica em amar a Deus e amar ao próximo.

O amor a Deus é expresso em obediência.

O amor ao próximo é expresso em serviço.

Que a Teologia nos conduza ao amor!

Luiz Felipe Xavier.

domingo, 22 de maio de 2011

Cumprindo a missão

Cumprindo a missão

Lucas 4:1-44

22 de maio de 2011

Luiz Felipe Xavier

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domingo, 27 de março de 2011

Vivendo de modo exemplar na sociedade

Vivendo de modo exemplar na sociedade

Tito 3:1-15

27 de março de 2011

Luiz Felipe Xavier

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quinta-feira, 10 de março de 2011

Introdução ao estudo da carta de Efésios

Introdução ao estudo da carta de Efésios

Efésios 1

10 de março de 2011

Luiz Felipe Xavier

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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Enfrentado tempos difíceis

Enfrentado tempos difíceis

2 Timóteo 3:1-17

20 de fevereiro de 2011

Luiz Felipe Xavier

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Frankfurt... hora de voltar para casa

Deixando Berlim, nosso destino foi Frankfurt. Essa era nossa última viagem de trem. No início, planície, no fim, pequenas elevações. No início, todos os rios seguindo normalmente o seu curso, no fim, muitos rios extrapolando os limites do seu curso e gerando enchentes. Desembarcamos na estação central de Frankfurt, procuramos o “i” para informações e mapas e seguimos de metrô para o nosso hotel. Era sexta feira, 14 de janeiro.
Frankfurt é a terceira maior cidade da Alemanha, com cerca de 670 mil habitantes. Cortada pelo rio “Main”, a cidade é a capital financeira do país. O contraste entre o antigo e o novo pode ser visto em toda parte.
Para nossa surpresa, o nosso hotel, “Mercure Hotel Frankfurt Eschborn Sued”, situa-se numa cidade próxima à Frankfurt, chamada Eschborn. Nessa cidade, tudo é novo. Seu estrondoso crescimento é fruto da presença de grandes empresas em seu território (especialmente empresas do setor de comunicação). Suíte também confortável e muito silêncio.
Em Frankfurt, visitamos a “Kaiser Dom”, catedral imperial erguida no século XV e palco de diversas coroações, a “Zeil”, principal rua comercial da cidade, o “Main”, rio que havia transbordado dias antes da nossa chegada (o volume de suas águas ainda estava muito alto, impedindo o trânsito na avenida que o margeia). É... acho que o ritmo caiu consideravelmente...
Deixando a “Zeil”, comemos “Bratwurst”, ou seja, salsicha de porco com mostarda picante. Para beber, uma grata novidade: “Appflelwine”, isto é, vinho de maça. Muito bom!
O destaque de Frankfurt vai para o “Römerberg”, o “Morro dos Romanos”. Na verdade, não é morro, mas praça. Linda praça! Praça com casinhas edificadas entre os séculos XV e XVIII. Praça com o edifício da antiga prefeitura. Praça com uma fonte da justiça no centro. Praça com uma singela capela. Praça ao lado de um belo passadiço. Praça...
Finalmente, depois de um mês na Europa, retornamos ao Brasil na noite do dia 16 de janeiro. Das 64 fotos que tirei, 10 estão no meu Facebook.
Luiz Felipe Xavier.

Lutherstadt Wittenberg... especial

Durante a nossa estada em Berlim, separamos um dia para ir até Lutherstadt Wittenberg, cidade onde viveu Martinho Lutero e onde nasceu a Reforma Protestante (na viagem, terminei a leitura do livro Lutero, de A. Saussure). Cerca de cem quilômetros de Berlim, Lutherstadt Wittenberg pode ser considerada uma vila. Vila histórica, mas vila. Todos os principais pontos turísticos da cidade se localizam em uma rua, que começa no antigo mosteiro agostiniano e vai até o castelo. Toda ela pode ser percorrida em 15 minutos. Como chegamos antes das dez horas, o “i” ainda estava fechado. Logo, nos abrigamos numa cafeteria. Café, torta de chocolate e bate-papo é a melhor alternativa para esperar o tempo passar. As dez, em ponto, estávamos na frente do “i” para informações e mapas. Boas informações e micro-mapa, diga-se de passagem.
Do “i”, atravessamos a rua e nos deparamos com a porta da igreja do castelo, onde Lutero fixou as 95 teses que deram início à Reforma Protestante. Foi um momento singular. Olhando para a rua, em direção ao antigo mosteiro dos agostinianos, fiquei imaginando aquele monge caminhando com seus escritos nas mãos...
Depois de muitas imaginações e fotos (também do castelo), entramos na igreja. Da entrada é possível avistar o púlpito, onde o reformador pregou várias vezes. Do lado direito de quem segue em direção ao altar, dois enormes quadros: um do Lutero e outro do Melâncton (amigo de Lutero, também professor de teologia na Universidade de Wittenberg e peça chave para a Reforma Protestante). Um pouco depois do meio da nave, do lado direito, embaixo do púlpito, o local onde foi sepultado o corpo de Lutero. Numa linha reta, do lado esquerdo, o local onde foi sepultado o corpo de Melâncton. Um pouco mais adiante, aos pés do altar, o local onde foram sepultados os corpos de Frederico e João, príncipes que apoiaram a Reforma Protestante, de modo geral, e Lutero, de modo específico. Ao longo de toda a nave, ainda é possível observar pequenas estátuas dos principais reformadores e um monumento de bronze com a imagem de Lutero ao lado do seu símbolo predileto: a rosa branca.
Deixando a igreja do castelo, seguimos em direção à casa de Lutero, antigo mosteiro dos agostinianos. Cruzando a porta que dá para a rua principal, nos deparamos com um amplo jardim, onde se encontram uma estátua da Catarina de Bora (ex-freira e esposa do Lutero) e uma fonte. Hoje, a casa onde viveu o reformador é um museu. O maior museu do mundo sobre a Reforma Protestante. Ao todo, são quatro andares e mais de mil peças originais. Os andares mais importantes são o primeiro e o segundo. No primeiro, são apresentadas, em ordem cronológica, a história e os escritos de Lutero. No segundo, são apresentados, também em ordem cronológica, a história, os escritos e o quarto (que na verdade era uma sala de estar) de Lutero. Ao longo de toda a exposição, chama à atenção as telas de Cranach, artista e amigo de Lutero. Dentre o que é possível ver nesse impressionante museu, destaca-se: (...). No terceiro andar se encontram peças sobre a Reforma Protestante de modo geral, parte da biblioteca do século XVI e diversos retratos de Lutero. No subsolo há uma homenagem à Catarina de Bora. Ali são apresentadas as diversas atividades domésticas exercida por ela. Fica claro que atrás de um grande homem, quase sempre tem uma grande mulher.
Ao sair da casa do Lutero, vimos e fotografamos a “Casa do Melâncton” (infelizmente, não pudemos visitá-la, pois estava em reforma), o campus da “Universidade de Wittenberg” (onde Lutero e Melâncton lecionaram Teologia), a “Prefeitura” (onde, na frente, estão duas grandes esculturas da dupla Lutero e Melâncton), a “Igreja da Cidade” (onde se reunia o rebanho dos pastores Lutero e Bugenhagen), a “Casa do Cranach” (onde morou o artista plástico e amigo de Lutero) e o “Carvalho” (onde Lutero queimou os decretos e a bula do papa).
Em meio a vistas e fotos, fizemos uma pausa para o almoço. Que almoço! O melhor de todos os almoços em terras européias. Sabendo que alemães apreciam batatas, escolhemos uma casa especializada em batatas. Pedimos um prato para dois. Esse prato era composto por salada (pula essa parte), três tipos de batata (frita, cozida e recheada) e três tipos de carne (boi, porco e peru). Só de lembrar, a boca enche d’água. Em homenagem ao Lutero, a bebida foi cerveja. Ah! Descobrimos que a dele era feita pela Catarina de Bora com cevada doada pelo príncipe Frederico.
Por fim, voltamos à Berlim na noite do mesmo dia. No trem, orações de gratidão ao Deus que de uma vila pode levantar uma pessoa e um movimento capaz de mudar a história da igreja no mundo todo. Das 409 fotos que tirei, 25 estão no meu Facebook.
Luiz Felipe Xavier.