quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Jesus, o Salvador do mundo

O anúncio do nascimento de Jesus é narrado por Mateus e por Lucas da seguinte maneira: “Ela [Maria] dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.”. (Mt. 1:21) “Hoje, na cidade de Davi [Belém], nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor.”. (Lc. 2:11). Celebrar o Natal é celebrar a Jesus, como o Salvador do mundo. Essa salvação se dá em três etapas.
Na primeira etapa, nós já fomos salvos por Jesus da penalidade do pecado. Essa etapa aponta para o passado. Foi por causa dos nossos pecados que Jesus teve que entrar na nossa história. O pecado é a afirmação da nossa vontade, em detrimento da vontade de Deus. Um dia, no Éden, o ser humano, que nos representava, afirmou a sua própria vontade, em detrimento da vontade de Deus. Ou seja, o ser humano pecou e o pecado entrou na história humana. Logo, com o pecado, a morte passou a fazer parte da nossa realidade.
A morte espiritual é a penalidade do pecado, é a perda do relacionamento com Deus. Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, que vivia em relação entre si, nos criou, à sua imagem e semelhança, para que pudéssemos viver em relação com ele. Porém, devido ao pecado, essa relação foi quebrada. Não só essa: também a nossa relação conosco mesmo, com o próximo e com a criação de Deus. Foi por isso que Deus precisou entrar na nossa história e o fez na pessoa de Jesus.
Jesus morreu na cruz em nosso lugar para nos salvar da penalidade do pecado. Agora, todo aquele que nele crê, pode se relacionar bem com Deus, consigo mesmo, com o próximo e com a criação. Assim, Jesus entrando na nossa história é Deus expressando o seu amor por nós. Deus tanto nos amou que deu seu único Filho para morrer na cruz em nosso lugar. A cruz só foi possível por causa do Natal.
Na segunda etapa, nós estamos sendo salvos por Jesus do poder do pecado. Essa etapa aponta para o presente. Jesus nos salvou da penalidade do pecado e, agora, está nos salvando do poder do pecado. Isso significa que todos aqueles que confiaram em Jesus e acertaram seus relacionamentos (com Deus, consigo mesmos, com o próximo e com a criação), continuam lutando contra o poder do pecado.
O pecado não se torna totalmente fraco quando cremos em Jesus. Ele vai se tornando fraco, à medida que discernimos a vontade revelada de Deus, damos razão a Deus e obedecemos a Deus. Isto é, o pecado vai se tornando fraco quando afirmamos a vontade de Deus ao invés de afirmar a nossa própria vontade. Será que isso é algo fácil, algo que conseguimos fazer por nós mesmos? A resposta é: não!
Nós precisamos da graça de Jesus, dia após dia, para lutarmos contra o poder do pecado.
Assim sendo, todo dia, e várias vezes ao dia, nós precisamos suplicar pela graça de Jesus. E quando pecamos? Quando pecamos, também pela graça de Jesus, suplicamos o seu perdão. A boa notícia é que ele nos perdoa e nos ajuda a seguir adiante. Então, uma nova vida, uma vida bonita, só é possível por causa do Natal.
Na terceira etapa, nós seremos salvos por Jesus da presença do pecado. Essa etapa aponta para o futuro. Jesus nos salvou da penalidade do pecado, está nos salvando do poder do pecado e nos salvará da presença do pecado. Porque Jesus morreu e ressuscitou, um dia também morreremos e ressuscitaremos. Quando essa ressurreição acontecer, receberemos um novo corpo, um corpo glorificado.
Nesse corpo glorificado o pecado não mais existirá. Isso significa que, um dia, a nossa luta contra o poder do pecado terá fim. Melhor, terá fim e seremos vitoriosos. Venceremos porque Jesus nos salvará da presença do pecado, dando-nos um corpo glorificado. Portanto, um corpo glorificado, um corpo livre da presença do pecado, só será possível por causa do Natal.
Em geral, o Natal está associado à árvore, ao Papai Noel e aos presentes. Mas, o Natal, de verdade, não é isso. No Natal de verdade, o presépio do Natal torna-se mais importante que a árvore de Natal; Jesus torna-se mais importante que Papai Noel; o presente da salvação torna-se mais importante que qualquer presente que troquemos. Isso é Natal de verdade!
Que a salvação do Salvador nos alcance! Que todos nós tenhamos um excelente Natal!
Luiz Felipe Xavier.
P.S.: Esse texto foi publicado no informativo da Igreja Batista da Redenção.

domingo, 24 de novembro de 2013

Jesus nos conhece e nos ajuda

Jesus nos conhece e nos ajuda

Mateus 27:1-66

24 de novembro de 2013

Luiz Felipe Xavier

Faça aqui o download da mensagem e esboço.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Queremos mais! Queremos ser igreja de Jesus!

Recentemente, o @G1, perfil da Globo no Twitter, veiculou uma reportagem com o seguinte título: “‘Culto’ para ateus reúne centenas de pessoas em Los Angeles, nos EUA”. Interessado nesse título, li a reportagem. Em síntese, ela dizia que os encontros desse tipo misturam muita música, momentos de reflexão, “palestra inspiradora” e comédia tipo stand up. Tudo isso com o objetivo de criar o clima de uma congregação, sem o peso da religião. No final, voluntários passam caixas de papelão e recolhem doações. De acordo com Sanderson Jones e Pippa Evans, os fundadores, essas doações são destinadas a abertura de novas congregações, nos mesmos moldes, ao redor do mundo. Impulsionado pelas redes sociais, esse movimento, que teve início há alguns meses no Reino Unido, agora chega aos Estados Unidos, à Austrália e a outros países do mundo.
O que essas pessoas estão querendo? Ou seria “gritando”? Essas pessoas querem comunhão. Querem comunhão porque se encontram. Elas são capazes de sair do mundo virtual e entrar no mundo real só para um encontro. Essas pessoas querem emoção. Querem emoção porque gostam de muita música. A música toca profundamente as nossas emoções. Essas pessoas querem reflexão. Querem reflexão porque têm momentos para isso. Ao que parece, são momentos, porque as reflexões são curtas. Na “era dos 140 caracteres”, reflexões longas tornam-se quase insuportáveis. Essas pessoas querem inspiração. Querem inspiração porque param para ouvir uma palavra que gere isso. A inspiração é necessária para viver a vida. Essas pessoas querem diversão. Querem diversão porque há espaço para a comédia (os próprios fundadores são comediantes). Diante da dor da vida, só lhes resta a anestesia do riso. Essas pessoas querem tudo isso.
E nós, o que queremos? Queremos comunhão sim, e mais, queremos comunidade. A comunhão é marcada pelo encontro. A comunidade é marcada pela vida. Não queremos apenas encontrar os irmãos, queremos compartilhar as nossas vidas com eles. Queremos emoção sim, e mais, queremos consciência. A emoção é para nosso bem estar. A consciência é para o nosso caminhar. Não queremos apenas estar bem, queremos caminhar seguros. Queremos reflexão sim (muito mais profunda por sinal), e mais, queremos ação. A reflexão é a compreensão do mundo a nossa volta. A ação é aquilo que o transforma. Não queremos apenas conhecer o mundo, queremos transformá-lo. Queremos inspiração sim, e mais, queremos esperança. A inspiração é o que nos faz caminhar. A esperança é o que nos mantém caminhando. Não queremos apenas começar a caminhada, queremos seguir caminhando até o fim. Queremos diversão sim, e mais, queremos compaixão. A diversão nos distrai. A compaixão nos foca. Não queremos apenas nos alegrar com os que estão alegres, queremos chorar com os que choram.
Ao que parece, o desejo apenas por comunhão, emoção, reflexão, inspiração e diversão é legítimo, mas fugaz. Comunhão que não desemboque em comunidade, emoção que não produza consciência, reflexão que não leve à ação, inspiração que não se alimente de esperança e diversão que não se lembre da compaixão não satisfazem a alma humana plenamente. Mais cedo ou mais tarde ela sentirá necessidade de algo a mais.
É exatamente diante dessa necessidade por algo a mais que a igreja de Jesus se torna ainda mais relevante. Entre muitas outras coisas, a igreja de Jesus tem o poder de unir comunhão e comunidade, emoção e consciência, reflexão e ação, inspiração e esperança, diversão e compaixão. No ambiente e na ambiência da igreja de Jesus a alma humana se satisfaz plenamente. Isso porque a igreja é o corpo de Cristo, corpo daquele que a tudo enche. Enche de amor, de graça, de misericórdia, de perdão, de generosidade, de serviço, de justiça, de paz, de alegria e de muito mais.
Por fim, a minha oração é para que sejamos igreja de Jesus como igreja de Jesus deve ser. E, para tal, que ele nos conceda a sua graça!
Luiz Felipe Xavier.
P.S.: Esse texto foi publicado no informativo da Igreja Batista da Redenção.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O amor e o sentido da vida

O ser humano, de modo geral, é um ser que busca realização pessoal. Alguns pensam que se fizerem se realização; buscam fazer para ser. Outros pensam que se tiverem se realizarão; buscam ter para ser. Outros ainda pensam que se conhecerem se realizarão; buscam conhecer para ser. E por aí vai... No fundo, o que o ser humano busca é algo que realize o seu ser, algo que dê sentido à sua vida.
Refletindo sobre essa busca de todo ser humano, busca que também é minha, lembro-me do novo mandamento que Jesus deu aos seus discípulos: “(...) Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros. (...)” (Jo. 13:34-35).
Por meio desse mandamento, Jesus está propondo o estilo de vida e a identidade dos discípulos. Assim como ele nos amou, nós devemos amar uns aos outros. O amor deve ser o nosso estilo de vida. E quando o nosso estilo de vida for o amor todos saberão que nós somos discípulos de Jesus. Além de ser o nosso estilo de vida, o amor é também deve ser a nossa identidade.
Lembro-me também do convite que Jesus fez aos seus discípulos: (...) “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará. Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou o que o homem poderia dar em troca da sua alma? (...) (Mc. 8:34-37).
Nesses versos, Jesus fala sobre o custo do discipulado e sobre o propósito do discipulado. O custo do discipulado é negar-se a si mesmo, tomar a cruz e seguir. É submeter-se à vontade de Jesus, discernir a vocação de Jesus e seguir os passos de Jesus. O propósito do discipulado é perder a vida para salvá-la. Perder a vida é gastar a vida por causa de Jesus e do Evangelho. Mas, quem está disposto a gastar a vida por causa de Jesus e do Evangelho? Somente aqueles que são identificados pelo amor como estilo de vida. Perder a vida por causa de Jesus e do Evangelho é viver para amar a Deus, em obediência, e ao próximo, em serviço. Jesus perdeu a vida para salvá-la e nos convida a fazer o mesmo. Logo, ao que parece, só o amor realiza o ser e dá sentido à vida.
Paremos um pouco e pensemos... Pensemos nos momentos quando nós perdemos de vista os nossos próprios interesses e servimos ao próximo. Num primeiro momento, nós não sentimos nenhum prazer nisso, afinal de contas, estamos nos esquecendo pelo outro. Mas, num segundo momento, depois de gastar a nossa vida em serviço ao próximo, nos sentimos totalmente realizados. Sentimos que o amor manifesto ao outro realiza o nosso ser e dá sentido à nossa vida. É como diz Eugene Peterson: “Se eu esquecer de mim mesmo e voltar-me para Deus, encontrarei a mim mesmo e a ele.”. Penso que isso acontece porque, quando amamos, nos identificamos, radicalmente, com o nosso amado Jesus.
Portanto, quem se diz discípulo não deve buscar a realização do ser e o sentido da vida no fazer, no ter ou no conhecer, mas no amar. Isso porque só amor realiza o ser e dá sentido à vida. É simples assim! Se é simples assim, que peçamos, com simplicidade, a graça de Jesus, que leva-nos a amar a Deus e ao nosso próximo. Que assim seja!

Luiz Felipe Xavier

Esse texto foi publicado na revista Ultimato, no. 343.

domingo, 20 de outubro de 2013

Da religiosidade falsa à espiritualidade verdadeira

Da religiosidade falsa à espiritualidade verdadeira

Mateus 23:1-12

20 de outubro de 2013

Luiz Felipe Xavier

Faça aqui o download da mensagem e esboço.

domingo, 15 de setembro de 2013

Nossa identidade no Reino de Deus

Nossa identidade no Reino de Deus

Mateus 20

15 de setembro de 2013

Luiz Felipe Xavier

Faça aqui o download da mensagem e esboço.

domingo, 18 de agosto de 2013

Espiritualidade equilibrada

Espiritualidade equilibrada

Mateus 17:1-23

18 de agosto de 2013

Luiz Felipe Xavier

Faça aqui o download da mensagem e esboço.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Acolhendo o Reino no coração

No capítulo 13 de Mateus, Jesus conta 7 parábolas. Parábola é uma estória contada, com elementos da vida cotidiana, para ilustrar um princípio espiritual. Logo, para interpretarmos uma parábola, precisamos buscar seu princípio espiritual geral, sem dar atenção aos detalhes particulares.
As 7 parábolas de Mateus 13 são sobre o Reino de Deus. Reino de Deus é o governo ou reinado de Deus. Esse governo ou reinado de Deus já começou, mas ainda não é pleno. Ele começou com o ministério de Jesus na terra. Assim, Jesus é o Rei do Reino e tudo o que ele faz sinaliza a presença do Reino. Na era presente, esse Reino é espiritual, apenas sobre a vida daqueles que submetem-se a ele. Ele está presente quando a realidade está sujeita à vontade de Deus.
O Reino de Deus pode ser notado por algumas marcas como, por exemplo, perdão, justiça, paz, alegria, saúde, liberdade, conhecimento, provisão, segurança, vida e etc.. O arrependimento dos pecados e a fé na pessoa e obra de Jesus são a porta de entrada no Reino de Deus. Esse Reino transforma vidas e realidades, e tem a Igreja como agência e vitrine. No futuro, ele será físico, sobre toda a criação.
Por que Jesus usou parábolas para contar sobre o Reino de Deus? Porque as parábolas revelam aos súditos do Reino os mistérios desse Reino. Biblicamente, mistérios são realidades que estavam ocultas, desde os tempos eternos, e que, agora, estão reveladas. Desvendemos, juntos, o primeiro dos 7 mistérios do Reino de Deus, descritos em Mateus 13.
O primeiro mistério é que o Reino de Deus deve ser acolhido. Esse é o mistério revelado pela parábola dos quatro tipos de solo (Mt. 13:1-9, 16-23). Jesus diz que o semeador saiu a semear. Parte da semente caiu à beira do caminho. Porém, as aves vieram e a comeram. Esse primeiro tipo de solo ilustra alguém que ouve a mensagem do Reino e não a entende. Assim sendo, o Maligno vem e arranca o que foi semeado em seu coração. Parte da semente caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra, e logo brotou, porque a terra não era profunda. Todavia, quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz. Esse segundo tipo de solo ilustra aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria. Contudo, visto que não tem raiz em si mesmo, permanece por pouco tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandona. Parte da semente caiu no meio dos espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas. Esse terceiro tipo de solo ilustra aquele que ouve a palavra, entretanto, a preocupação desta vida e o engano das riquezas a sufocam, tornando-a infrutífera. Por fim, parte da semente caiu em boa terra, e deu boa colheita, a cem, sessenta e trinta por um. Esse quarto e último tipo de solo ilustra aquele que ouve a palavra e a entende, e dá uma colheita de cem, sessenta e trinta por um.
Qual é o princípio espiritual que essa parábola nos ensina? Ensina-nos que o Reino de Deus está entre nós e precisa ser acolhido no coração. Ou seja, diante da mensagem do Reino de Deus, podemos ter duas posturas: de acolhimento ou de rejeição.
Então, a grande pergunta que precisamos responder é a seguinte: Como podemos acolher a mensagem do Reino de Deus? A resposta a essa pergunta tem uma dimensão negativa e outra positiva. Negativamente, não tendo um coração duro, suscetível ao assalto do Maligno. Precisamos pedir a Deus que are a terra do nosso coração para receber a boa semente da sua Palavra. Não tendo também um coração raso, que abandona a mensagem quando vem a tribulação ou a perseguição. Precisamos saber que a submissão a Jesus não é garantia de vida tranquila sobre a terra, pois tribulação e perseguição podem vir sobre todos nós. Não tendo ainda um coração tomado pela preocupação da vida e pelo engano das riquezas. Precisamos resistir tanto à ansiedade quanto à ganância, pois elas têm o poder de sufocar a Palavra em nossos corações.
Positivamente, podemos acolher a mensagem do Reino de Deus tendo um coração preparado. Um coração preparado é um coração que aprende a mensagem para praticá-la. Esse um coração que dá fruto. Fruto da mensagem é prática da mensagem. Para que o nosso coração seja frutífero, precisamos negar a nós mesmos, dar razão a Jesus e agir segundo a sua palavra. Nesse processo, o Reino cresce em nós, para dentro de nós, porque submetemo-nos, totalmente, ao Rei Jesus.
Que acolhamos o Reino de Deus no coração!
Luiz Felipe Xavier.
Esse texto foi publicado no informativo da Igreja Batista da Redenção.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Belíssima Bariloche...

Para mim e, especialmente, para a Thaís, 2013 está sendo um ano maravilhoso, mas muito cansativo. Logo, esperávamos muito por estas férias. Finalmente, elas chegaram! Como precisávamos de descanso, decidimos viajar para Bariloche e Buenos Aires, nesta ordem.
Bariloche, na Patagônia Argentina, é uma cidade bela, ou melhor, belíssima. À frente, lago; atrás, montanhas. Belíssima Bariloche... Partindo do chamado Centro Cívico, uma avenida de 25 Km. corta a cidade, até chegar ao famoso Hotel Llao Llao. Se mudarmos a perspectiva, à esquerda, montanhas; à direita, lago. Belíssima Bariloche... Ficamos hospedados no Rochester Hotel, no Km. 7. Excelente hotel! Recomendamos a todos, especialmente aqueles que desejam descansar.
Nos cinco dias ali, visitamos o Centro Cívico (cortado pela Mitre, uma rua onde encontram-se várias cafeterias e chocolaterias), o Cerro Otto (uma montanha onde, no cume, há uma tradicional confeitaria giratória e uma pequena estação de esqui), o Museu do Chocolate (da conhecida Havana), o Cerro Catedral (uma serra coberta de neve, onde situa-se a maior estação de esqui da Argentina e a segunda maior da América Latina), o Cerro Campanario (a mais discreta das principais montanhas e de onde tem-se a mais bela vista de Bariloche), o Hotel Llao Llao (o mais bonito que já entrei) e a Catedral (numa praça, no centro cívico, de frente para o lago). Certamente, quando voltarmos à Bariloche, ainda teremos muitos lugares a visitar.
Desses dias, faço um destaque duplo. Primeiro, me alegrei, vendo a alegria da Thaís em esquiar. Há muito ela queria fazer isso, novamente. Thaís parecia criança quando ganha brinquedo novo. Como eu sou medroso, não esquiei. Enquanto ela descia e subia, eu fotografava e lia. Segundo, me alegrei, convivendo com o casal Antônio e Manuela. Que casal precioso! Nós os conhecemos na chegada, ainda no aeroporto. Eles nos convidaram para um jantar num restaurante maravilhoso, chamado Alto el Fuego. Em torno da mesa, saboreamos uma deliciosa carne e batemos um agradável papo.
Por fim, em Bariloche tive um tempo de reflexão. Dentre outras coisas, refleti muito sobre a realização pessoal no trabalho... refleti sobre a necessidade do descanso... e refleti sobre o desejo pela vida simples... No trabalho nos doamos às pessoas e à criação de Deus... no descanso nos refazemos para o trabalho... e na vida simples nos realizamos, integralmente. Que Deus me ajude a trabalhar, a descansar e a viver uma vida simples!
Das 352 fotos que tirei, 52 estão no meu Facebook.
Luiz Felipe Xavier.
Obs.: Foi em Bariloche que vi o Galo indo para a final da Libertadores 2013. Que venha o título!

domingo, 30 de junho de 2013

Os mistérios do Reino de Deus

Os mistérios do Reino de Deus

Mateus 13

30 de junho de 2013

Luiz Felipe Xavier

Faça aqui o download da mensagem e esboço.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

#Fuiprarua

Estou saindo de casa... Estou indo pra rua...


Se você me perguntar o que me leva pra rua, ainda não sei te responder, com precisão...

Sei por quem vou inspirado...

Vou inspirado por Jesus, que viveu na rua, promovendo a justiça do Reino de Deus...

Vou inspirado pelo meu avô, que foi a pessoa mais simples e profunda que já conheci; que viveu a vida sonhando e lutando pela justiça para todos...

Vou inspirado pelo meu pai, que é a pessoa mais indignada com a injustiça que eu conheço; embora, pelo menos por enquanto, tenha perdido a utopia...

Vou inspirado pela Babi, minha adolescente-jovem da Redê, que chegou à rua antes de mim...

Por fim, vou inspirado pela Kelly, minha aluna que não conseguiu conter as lágrimas enquanto orava, no último dia de aula deste semestre, pedindo a Deus que estabelecesse a justiça dele no nosso país...

É inspirado por esses que eu vou...

Dois homens, duas mulheres e o Deus-homem...

Vou cheio de esperança... 

Esperança de deixar para os filhos e os netos, que ainda não tenho, um Brasil mais justo...

Eu vou pra rua...

Vou porque quero justiça; vou porque quero educação pública de qualidade para todos; vou porque quero saúde pública de qualidade para todos; vou porque quero segurança pública de qualidade para todos; vou porque quero transporte público de qualidade para todos; vou porque quero reformas estruturais no meu país (reforma tributária, jurídica,  política, partidária, eleitoral, previdenciária, entre outras); resumindo, vou porque quero qualidade de vida para todos os brasileiros...

Vou também porque sou contra o aumento das passagens, contra a PEC 37, contra os gastos exorbitantes e desnecessários com estádios e demais infra-estruturas para a  Copa do Mundo da FIFA 2014, e, especialmente, contra a corrupção sistêmica que nos assalta...

Eu vou...

Vou porque quero fazer parte desse "movimento de borda"...

Se tudo isso vai surtir algum efeito, eu não sei...

Todavia, se surtir, quero ter o privilégio de dizer aos meus filhos: "Papai foi pra rua e contribuiu com isso."...

Sonhador? Talvez...

Eu não sei...

Deus o sabe...

É a esse Deus que clamo, dizendo: "Tem misericórdia da nossa nação! Ajude os nossos governantes a promover o bem e punir o mal! Estabeleça entre nós a justiça, a paz e a alegria do seu Reino!"...

Que ele ouça o meu clamor e me responda, afirmando: "Que seja como você está pedindo, meu filho."...

Eu vou pra rua...

Você vem comigo???

Luiz Felipe Xavier.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Olhar retrospectivo para a Consulta Nacional 2013 da FTL-B

No último feriado de Corpus Christi, a família FTL-B reuniu-se em Salvador, Bahia, para a Consulta Nacional 2013. O propósito dessa reunião foi a reflexão sobre a seguinte temática: “Identidade, diálogo e missão: nos vértices do tempo e na dobradura dos acontecimentos”. Neste texto, apresento um pouco da reflexão ali desenvolvida, bem como as minhas considerações sobre a mesma. Isso faço, não sem antes destacar dois interessantes detalhes. Primeiro, com exceção da palavra de abertura e dos devocionais, toda reflexão aconteceu em torno da mesa, seguida de perguntas e respostas. Tal dinâmica, horizontalizada, deu voz a todos os presentes. Segundo, cerca de 80% dos mais de 100 participantes eram jovens e acadêmicos de Teologia. Dentre outras coisas, isso pode ter indicado o cansaço da primeira geração da FTL-B e o interesse de uma nova geração pela Teologia da Missão Integral.
Para mim, o ponto alto da Consulta Nacional 2013 foi a presença e a reflexão pastoral do peruano Pedro Arana, um dos fundadores da FTL. Em sua palavra de abertura, ele desafiou-nos à missão, em meio à tensão. Essa tensão dá-se entre a providência divina, o fato de que o Senhor reina, e o caos humano, o fato de que o pecado está presente no mundo. Logo, essa missão só será efetiva quando a Teologia apresentar as respostas da fé às perguntas da sociedade. Dentre as perguntas da sociedade atual, duas se destacam: como viver num mundo marcado pelo liberalismo econômico, onde o ser humano é transformado em um mero produto ou em um mero consumidor? Como viver num mundo marcado pela amoralidade, onde cada pessoa estabelece seus próprios critérios de bem e mal, de certo e errado? Respondendo à primeira pergunta, Arana diz que a maior preocupação de Deus sempre foi o ser humano. Assim, a missão da Igreja deve ser humanista e humanizadora. Em resposta à segunda pergunta, ele afirma que a missão da Igreja deve ser coerente com a ética da Igreja. Assim sendo, a missão da Igreja deve refletir a ética que encontra-se na Bíblia, de modo geral, e no Evangelho de Jesus, de modo específico. Arana diz também que a missão precisa ser ecumênica. Para tal, precisamos dialogar, não negociar. Dialogar em busca da unidade do Espírito, expressa no vínculo da paz. Ele concluiu sua palavra de abertura reafirmando a missão: missão consiste em dar testemunho do Reino de Deus, no mundo de Deus, com palavras e ações.
Nos dois devocionais que dirigiu, Arana trouxe-nos ainda palavras inspiradoras. Destaco a primeira, baseada em Mateus 28:16-20, na qual ele apresenta-nos 4 características da Igreja de Jesus: Igreja comunidade da esperança, porque vai para a Galiléia e espera pela ação de Deus; Igreja comunidade da obediência, porque vai para o lugar que Jesus havia indicado; Igreja comunidade da adoração, porque, quando viram Jesus, alguns adoraram; e Igreja comunidade da imperfeição, porque, quando viram Jesus, outros duvidaram. Num bate papo com Arana, na fila do almoço, sugeri uma quinta característica, que foi acolhida por ele: Igreja comunidade da missão, porque, no texto, o que segue é o “indo, façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a obedecer a tudo que eu [Jesus] disse”.
As reflexões em torno da mesa também foram ricas. Na primeira mesa, refletimos sobre “memórias e experiências da missão”. Dessa mesa, onde cada participante conta sua história e sua prática da Missão Integral, chamou à atenção o fato de que todos os quatro tiveram envolvimento com o movimento estudantil. Na segunda mesa, refletimos sobre “Teologia, arte e literatura”. Dessa mesa, dois destaques: o fato de que os seres humanos são à imagem e semelhança de Deus quando criam, e o fato de que a Teologia precisa resgatar a imaginação, vista, até hoje, como “a louca da casa”. Na terceira mesa, refletimos sobre “Teologia, espiritualidade e sexualidade”. Dessa mesa ressalto dois aspectos, um positivo e um negativo. O positivo é o fato de que a sexualidade faz parte da conjuntura humana e, como parte dessa conjuntura, pode ser fonte de prazer ou de sofrimento. Muito interessante, tal percepção! O aspecto negativo é percebido através de algumas afirmações, tais como: “viver a sexualidade de forma não controlada”, “a esfera da sexualidade é autônoma” e “amor, responsabilidade e ternura são os pré-requisitos para o desfrutar da sexualidade”. Penso que essas afirmações precisam ser checadas à luz da revelação de Deus, tal como a encontramos nas Escrituras. Revelação que afirma a criação de homem e de mulher, que afirma a união – compromisso com intenção de permanência – entre um homem e uma mulher, e que afirma o tornar-se uma só carne – processo que inicia-se com o ato sexual, mas que o transcende – entre um homem e uma mulher. Revelação que afirma que o sexo é bom – aliás, é muito bom, é excelente – e que deve ser desfrutado no casamento, entre um homem e uma mulher. Revelação que afirma a corrupção da sexualidade, chamando-a de “imoralidade sexual” e ordenando-nos a fugir dela. Revelação que afirma, como lembrou-nos um dos participantes, citando Dallas Willard: “Tudo o que fazemos para Deus, o fazemos no corpo (...) e também todo pecado acontece no corpo.”. Revelação que afirma a graça absolutamente acolhedora, mas também absolutamente transformadora. Em síntese, revelação que afirma a bondade da criação, a desgraça da queda, a graça da redenção e a esperança da consumação do Reino de Deus, que já está entre nós. Na quarta mesa, refletimos sobre “Teologia, espaço público e política”. Dessa mesa, pontuo uma significativa questão acerca da qual precisamos pensar: “como é ser uma igreja privada no espaço público?”. Ou seja, “qual é o lugar das ‘doutrinas abrangentes’ na sociedade?”.
Das cinco mesas, destaco a última. Nessa mesa refletimos sobre “Identidades e desafios da missão”. Durante essa reflexão, deparamo-nos como uma triste realidade, da qual já desconfiávamos: os evangélicos nunca abraçaram e nunca abraçarão a Teologia da Missão Integral. Isso porque a maioria dos evangélicos não vê no Evangelho uma oportunidade de serviço, mas de sucesso. Isso porque a maioria dos evangélicos é fundamentalista. Isso porque as meta-teorias (pressupostos) da maioria dos evangélicos afasta-os da Missão Integral. Por exemplo: a meta-teoria do dualismo espiritualista e a meta-teoria do racionalismo cartesiano iluminista, que conduz ao biblicismo (idolatria da Bíblia). Deparamo-nos também com um interessante desafio de ler a Bíblia e de ler a vida. De dar passos adiante. De ir além das questões iniciais da Missão Integral e refletir sobre “teologia feminista”, “homoafetividade”, “teologia negra”, “diálogo inter-religioso” entre outras temáticas. Desde que a nossa reflexão seja bíblico-histórico-teológica, considero não só necessária, mas urgente tal reflexão.
E o que não foi bom? Não foi bom o tempo que dedicamos à oração. Oramos muito pouco e deveríamos ter orado mais. Também não foi bom o fato de ouvirmos, calados, muitas críticas, ácidas, à Igreja de Jesus. Críticas vindas, na grande maioria das vezes, de pessoas que não estão vivendo a vida da Igreja, de pessoas que estão apenas refletindo, teologicamente, no ambiente da academia. Que Deus tenha misericórdia de nós e nos perdoe! Ainda não foi bom o silêncio em relação ao CLADE V. A única aparição desse importante congresso foi na distribuição da revista Práxis Evangélica, da Faculdade Teológica Sul-Americana, fato que não pode passar batido.
Por fim, conhecer Salvador foi uma experiência maravilhosa. Circular o Farol da Barra, caminhar pelas ruas do Pelourinho, descer e subir pelo Elevador Lacerda, apreciar o artesanato do Mercado Modelo, visitar a Igreja do Senhor do Bonfim, passar em frente à velha-nova Fonte Nova e contemplar a praia de Itapuã foi excelente. Gostei muito de Salvador. Gostei ainda mais de Lauro de Freitas, cidade visinha onde fiquei hospedado, na casa de um amigo. Vilas do Atlântico é um bairro maravilhoso, com uma praia paradisíaca. Vale a pena conhecer!
É isso! Que Deus abençoe a FTL continental e nacional! Que Deus abençoe a nova diretoria, eleita durante a Consulta Nacional 2013! Que Deus abençoe a sua Igreja no Brasil, na América Latina e no mundo!
Luiz Felipe Xavier.
Obs.: Embora eu seja secretário da FTL-B, essas considerações acima são minhas e não expressam a posição da instituição.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Abuso espiritual: qualquer semelhança não é mera coincidência


Ao que me parece, faz parte da nossa identidade, como igreja, receber pessoas feridas, vindo de outras igrejas. Eu mesmo sou um exemplo disso. Há dez anos, quando aqui cheguei, estava ferido. O tempo passou, fui curado e vi muitas pessoas chegando como cheguei. Algumas já foram curadas, outras ainda estão em processo de cura. Uma coisa é certa: o tempo desse processo é proporcional ao tamanho das feridas.
Logo, podemos nos perguntar: qual é a maior causa dessas feridas? Penso que a maior causa dessas feridas é o que podemos chamar de “abuso espiritual”. Mas, o que vem a ser “abuso espiritual”? “Abuso espiritual” é o mau uso da autoridade espiritual. Quem pratica “abuso espiritual” afirma: “Em qualquer circunstância, a insubordinação à autoridade é motim contra Deus.”. Essa afirmação parte do pressuposto que toda autoridade é legítima e que toda insubordinação é ilegítima. Será que é assim mesmo? Parece que não.
C. S. Lewis, em A última batalha, sétimo livro das Crônicas de Nárnia, apresenta-nos uma clara situação de “abuso espiritual”. Nessa apresentação, o macaco, chamado Manhoso, veste o jumento, chamado Confuso, com uma pele de leão. Por que de leão? Porque Aslam, o Grande Leão, era o Deus de Nárnia. Assim, se os narnianos acreditassem que Confuso era Aslam, todos se submeteriam a Manhoso, que dava suas ordens por meio do jumento. Ou seja, o macaco seria o porta-voz de Aslam, porém, de um falso Aslam. O plano de Manhoso dá certo e muitos narnianos sofrem “abuso espiritual”, especialmente um grupo de anões.
A história segue e Tirian, rei de Nárnia, encontra-se com o grupo de anões, conta-lhes a verdade sobre o falso Aslam e “liberta-os” do “abuso espiritual”. Todavia, os anões estavam tão feridos que dizem: “Vamos viver por nossa própria conta. Chega de Aslam, chega de reis e de conversas fiadas sobre outros mundos. Vivam os anões!”. Os anões, agora “libertos” e feridos, não querem mais saber de Aslam, Deus de Nárnia, e de Tirian, autoridade legítima sobre Nárnia. Instaura-se neles um verdadeiro estado de rebelião.
A história continua e o próprio Aslam também encontra-se com o mesmo grupo de anões rebeldes, revela-se a eles e manifesta-lhes sua graça. Contudo, os anões continuavam tão feridos que rejeitam o Grande Leão. Assim sendo, Aslam afirma: “Viram só? (...) Eles não nos deixarão ajudá-los. Preferem a astúcia à crença. Embora a prisão deles esteja unicamente em suas próprias mentes, eles continuam lá. E têm tanto medo de serem ludibriados de novo que não conseguem livrar-se.”. Os anões, que rebelaram-se contra Tirian, agora rebelam-se contra Aslam. O medo de serem novamente enganados aprisiona-os, impedindo-os de confiar e submeter-se tanto a Tirian quanto a Aslam.
Qualquer semelhança entre essa história dos anões que sofreram “abuso espiritual” e a história daqueles que, hoje, sofrem “abuso espiritual” não é mera coincidência. As semelhanças são reais. Isso quer dizer que, hoje, muitas pessoas enganadas estão conhecendo a verdade. Entretanto, muitas dessas pessoas permanecem feridas, rebeldes, medrosas e aprisionadas. A grande pergunta é: Como sair desse estado?
Penso que, primeiro, é necessário perdoar os abusadores. Assim como fomos perdoados por Deus, devemos perdoar aqueles que fizeram-nos mal. Embora não seja fácil, perdoar é necessário. É necessário para o bem da nossa própria alma, pois a liberta, de fato, dos seus abusadores. Segundo, é necessário ter consciência de que o passado passou. Como o próprio nome diz, o passado é passado. O que causou-nos tanta dor ficou para trás. Agora, precisamos de uma nova disposição diante do futuro que está à nossa frente. Terceiro, é necessário exercitar a fé, novamente. É preciso, gradativamente, voltar a confiar tanto em Deus quanto nas pessoas. Deus foi, é e sempre será confiável. Além disso, existem muitas pessoas que também são confiáveis. Talvez esse processo de retomar a confiança seja o mais difícil. No entanto, com a graça de Deus, vencemos o medo e passamos a crer novamente. Quarto, é necessário submeter-se a Deus e às autoridades espirituais legítimas por ele estabelecidas. Aqui encontramos a possibilidade de reexercitar a nossa fé. Mas, agora, de maneira madura, com a consciência cativa à Palavra de Deus. Sabe o que isso significa? Significa que podemos confiar nas autoridades espirituais sempre que sua orientação não for contrária à revelação de Deus, nas Escrituras Sagradas. É simples assim! Precisamos checar tudo com a Bíblia. Quinto, é necessário experimentar a cura e a libertação de Deus. Essa é a última etapa do processo. Depois dela não haverá mais feridas nem prisões. É exatamente isso que Deus deseja para os seus filhos. Deseja que sejam saudáveis e livres.
Que assim seja em nós e entre nós!
Luiz Felipe Xavier.
Esse texto foi publicado no informativo da Igreja Batista da Redenção.

domingo, 26 de maio de 2013

Os efeitos da graça

Os efeitos da graça

Mateus 9:1-8; 9-13; 35-38

26 de maio de 2013

Luiz Felipe Xavier

Faça aqui o download da mensagem e esboço.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Conchas

video

Se você é como eu, que tem dificuldade de dizer "não", você precisa ver este vídeo, do polêmico Rob Bell. Que Deus tenha misericórdia de mim e de você!

domingo, 21 de abril de 2013

Qual é o tamanho da sua fé?

Qual é o tamanho da sua fé?

Mateus 8

21 de abril de 2013

Luiz Felipe Xavier

Faça aqui o download da mensagem e esboço.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Tentação pode virar teste


Todos nós sabemos o que é tentação. Isso porque essa realidade faz parte da nossa experiência cotidiana. Todos os dias, e várias vezes ao dia, nós somos tentados. Nós somos tentados quando o Diabo nos apresenta uma possibilidade de satisfazer os maus desejos do nosso coração. Se cedermos, significa que caímos em tentação. Se não cedermos, significa que fomos aprovados num teste. Logo, a tentação pode virar teste. É curioso que, no grego, a mesma palavra pode ser traduzida por “tentação” ou “teste”. Ou seja, é o resultado que determinará se a nossa experiência foi uma tentação ou um teste.
A tentação acontece no lugar onde o Espírito Santo nos leva. O Espírito Santo conduz-nos ao local da tentação. A tentação consiste em obedecermos a Deus e fazermos a sua vontade ou desobedecermos a Deus e fazermos a nossa vontade. Mas, por que o Espírito Santo faz isso? Para sermos aprovados no teste e nos fortalecermos espiritualmente.
A tentação começa quando o Diabo se aproxima. É ele quem nos tenta. Essa tentação se dá com a apresentação da possibilidade de realizarmos os maus desejos do nosso coração. Porém, por que o Diabo faz isso? Para cairmos em tentação e nos enfraquecermos espiritualmente.
A tentação vem sobre todos nós. Ela vem sobre mim e sobre você. Ela veio até sobre Jesus. Ora somos reprovados, ora aprovados. Todavia, Jesus sempre foi aprovado. Como ele sempre foi aprovado, ele é capaz de nos ajudar em cada tentação que passamos para sermos aprovados também.
A tentação, frequentemente, torna-se mais forte quando estamos mais fracos. Na caminhada cristã passamos por momentos de “alta” e de “baixa”. Nos momentos de “baixa”, as tentações tornam-se mais fortes, porque estamos mais fracos. É exatamente nesses momentos que precisamos de maior vigilância. Isso quer dizer que nos momentos de “alta” estamos imunes à tentação? De forma nenhuma, pois nesses momentos estamos mais propensos a confiar na nossa justiça própria. Caso isso aconteça, já estaremos caídos.
A tentação, geralmente, direciona-se aos nossos “pontos fracos” ou “áreas de vulnerabilidade”. Todos nós temos “pontos fracos”. Todos nós conhecemos as nossas “áreas de vulnerabilidade”. O que alguns de nós desconhecemos é que o Diabo também sabe quais são os nossos “pontos fracos” ou “áreas de vulnerabilidade”. Ele os conhece e para eles direciona suas tentações. Assim, precisamos de maior atenção onde somos mais débeis.
A tentação reveste-se com uma lógica enganosa. Isso significa que, de modo geral, antes de cedermos à tentação, formulamos uma lógica que justifique a nossa desobediência. O grande problema é que essa lógica é enganosa. Ela é enganosa porque nos faz pensar que sabemos melhor do que Deus o que é melhor para nós. Como pensamos que sabemos melhor do que Deus o que é melhor para nós, afirmamos a nossa vontade em detrimento da vontade de Deus.
A tentação demanda certas concessões. Todas essas concessões estão diretamente relacionadas à lógica enganosa que nos leva à desobediência. Na verdade, o que negociamos é a consciência que temos do que seja a vontade revelada de Deus. Assim sendo, parece claro que as concessões antecedem a nossa queda.
A tentação oferece a possibilidade de uma satisfação imediata, embora fugaz. O que satisfazemos, quando caímos em tentação, são os maus desejos do nosso coração. A satisfação é real e por isso é desejada. Contudo, é uma satisfação falsa, porque é produto da desobediência a Deus. Além disso, é uma satisfação fugaz, pois seu efeito passa muito rápido. Pior, não só passa muito rápido, mas deixa em seu lugar uma dolorosa culpa: a culpa da ofensa aquele que mais nos ama.
A tentação propõe sempre um atalho. O atalho para a satisfação dos maus desejos do nosso coração, pela desobediência à vontade revelada de Deus. Tomamos esse atalho quando não confiamos que a vontade de Deus é melhor para nós que a nossa própria vontade e satisfazemos a nossa própria vontade em detrimento da vontade de Deus. É simples assim!
A tentação pretende nos desviar da missão do Pai para nós. A missão do Pai para nós é a de nos conformarmos à imagem do Filho, de sermos e vivermos como foi e viveu o Filho. O Filho foi obediente à vontade do Pai até o fim, até a morte. Então, à semelhança do Filho, o nosso caminho também deve ser o caminho da obediência à vontade do Pai. Só assim cumpriremos a sua missão para nós.
Por fim, a possibilidade de não cairmos nas tentações do Diabo é real. Que boa notícia! Portanto, a pergunta é: o que precisamos fazer? Primeiro, contar com a assistência do Espírito Santo. Ele nos leva para sermos tentados e nos ajuda enquanto estamos sendo tentados. Segundo, ter a Palavra de Deus habitando em nós. É com a Palavra de Deus que resistiremos às sugestões mentirosas do Diabo. Terceiro, discernido, com clareza, a tentação. Quando esse discernimento se faz presente, o que era tentação pode transformar-se em teste. Um teste no qual somos aprovados e fortalecidos espiritualmente.
Na nossa caminhada, muitas vezes, caímos em tentação. Quando isso acontece, precisamos nos colocar aos pés da cruz de Jesus. É dela que vem o nosso perdão. É dela que vem a nossa purificação. É dela que vem a graça que nos coloca de pé e nos faz seguir em frente.
Que todos nós possamos orar como Jesus nos ensinou: “E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal”. Que assim seja!
Luiz Felipe Xavier.
Esse texto foi publicado no informativo da Igreja Batista da Redenção.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Desafios ministeriais aos formandos em Teologia


Reproduzo, aqui, o discurso que fiz na colação de grau da turma do segundo semestre de 2012, do curso de Teologia, da Faculdade Batista de Minas Gerais. Essa colação de grau aconteceu no dia 23 de março de 2013.

"Aos formandos, o meu muito obrigado pelo convite para ser o paraninfo da turma, aquele que dará a última aula!
Tenho certeza que essa é uma das maiores honras que um professor pode receber dos seus alunos.
Eu diria que o tempo que passamos juntos foi muito rico...
Novo Testamento I e II, Teologia do Novo Testamento, Exegese do Novo Testamento e, para alguns, orientação de monografia.
Tudo isso sem contar as reuniões do Núcleo de Belo Horizonte da Fraternidade Teológica Latino-Americana – Setor Brasil, na Igreja Batista da Redenção.

Nesta noite especial, eu gostaria de apresentar-lhes 3 desafios ministeriais.
Esses desafios estão postos tanto na academia quanto na igreja.

Primeiro desafio: Afirmar o “Sola Scriptura”
O Pai nos deu a sua Palavra.
Os reformadores afirmaram: “Só a Escritura”.
Os batistas, ao longo da história, têm afirmado: “Só a Escritura”.
Peço licença para citar a Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira: “Através dos tempos, os batistas se têm notabilizado pela defesa destes princípios: 1º.) A aceitação das Escrituras Sagradas como única regra de fé e conduta.”.
Assim como os reformadores, em geral, e os batistas, em especial, precisamos afirmar: “Só a Escritura”.
Mas o que significa afirmar “Só a Escritura”?
Significa que a nossa consciência deve estar sempre cativa à Escritura.
Significa que nós devemos julgar tudo, tudo mesmo, pela Escritura.
Significa que a Escritura interpreta a própria Escritura e que Jesus é a chave dessa interpretação.
Significa que a nossa reflexão teológica e a nossa ação pastoral devem ser fundamentadas na Escritura.
Significa que nós devemos valorizar e praticar a pregação expositiva da Escritura em nossa igreja local.

Segundo desafio: Liderar pelo serviço
Jesus liderou pelo serviço.
Certa vez, em resposta ao pedido de Tiago e João por poder, Jesus disse: “Vocês sabem que aqueles que são considerados governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.” (Mc. 10:42-45).
Assim como Jesus, precisamos liderar pelo serviço.
Precisamos servir sempre e servir ao maior número de pessoas possível.
É o serviço que nos livra do desejo do poder neste mundo.
Porém, se algum de nós receber algum poder, esse poder deve ser usado para servir às pessoas, não para a nossa auto-promoção.
Jamais nos esqueçamos que o nosso Senhor não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.

Terceiro desafio: Conservar a unidade
A Bíblia afirma que o Espírito Santo produz a unidade, ao passo que o Diabo trabalha pela divisão.
Isto é, enquanto o Espírito Santo age para unir, o Diabo age para dividir.
Escrevendo à igreja de Éfeso, o apóstolo Paulo diz: “Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam. Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor. Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito, pelo vínculo da paz.” (Ef. 4:1-3).
Notem: a unidade é do Espírito e nós nos esforçamos para conservá-la.
A evidência dessa unidade do Espírito é a paz.
Talvez seja por isso que Jesus tenha dito que são bem aventurados os “fazedores de paz” – essa é a melhor tradução da palavra grega usada no texto.
Prestem atenção: unidade pressupõe diferentes.
É bem diferente de uniformidade, cujo objetivo é tornar os diferentes iguais.
Assim como Paulo, precisamos conservar a unidade.
Conservamos a unidade quando afirmamos a nossa identidade da maneira mais simples possível.
Somos aqueles que fazem parte da família da Trindade.
O Pai tinha um plano eterno de trazer-nos à sua família;
O Filho realizou, historicamente, a nossa reconciliação, por meio da sua morte e ressurreição;
O Espírito Santo dá-nos nova vida, vem habitar em nós e possibilita o nosso relacionamento com as demais pessoas da Trindade.
É simples assim!
Conservamos a unidade quando afirmamos a nossa missão comum.
Uma vez que fomos reconciliados com a Trindade, anunciamos ao mundo inteiro que há possibilidade de reconciliação, por meio de Cristo, nosso Salvador.
Isso é o Evangelho e é esse evangelho que devemos anunciar.
Conservamos a unidade quando afirmamos que o amor é o nosso único estilo de vida.
Amor que se manifesta em obediência a Trindade.
Amor que se manifesta em serviço ao próximo.

Por fim, que jamais nos esqueçamos das palavras de Pedro:
“Portanto, apelo para os presbíteros que há entre vocês, e o faço na qualidade de presbítero como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, como alguém que participará da glória a ser revelada: pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir. Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho. Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória.” (1 Pe. 5:1-4).
Que Deus os abençoe!
Coragem!"

Luiz Felipe Xavier

domingo, 10 de março de 2013

Teste de filiação

Teste de filiação

Mateus 4:1-11

10 de março de 2013

Luiz Felipe Xavier

Faça aqui o download da mensagem e esboço.