domingo, 28 de dezembro de 2014

Renovando a esperança

Renovando a esperança

Habacuque 1:12-3:19

28 de dezembro de 2014

Luiz Felipe Xavier

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sábado, 6 de dezembro de 2014

Igreja e juventude: postura, protagonismo e perspectivas

Aconteceu em São Paulo, nos dias 21 e 22 de novembro, o primeiro Fórum Jovem da Aliança. Ao todo, cerca de 70 pastores e líderes de adolescentes e jovens encontraram-se para refletir sobre a relação entre igreja e juventude no Brasil. Esse encontro teve início com uma inspiradora palavra do Valdir Steuernagel. A partir de Lucas 1:26-38, ele lembrou-nos que Deus gosta de falar com adolescentes e jovens. Às vezes, essa fala pode bagunçar a vida, mas essa bagunça é sempre boa. O que todo adolescente e jovem precisa fazer é ouvir a Deus e responder: “Está bom! Vamos lá!”. Na mesma direção, Daniel Júnior encorajou-nos a vencer o medo e a viver plenamente a nossa juventude, servindo ao nosso Deus, no nosso tempo.
A reflexão sobre a relação entre igreja e juventude no Brasil seguiu três eixos temáticos. O primeiro eixo foi postura. Taís Machado, metodista, baseou sua reflexão em Atos 2:17: “(...) os jovens terão visões e os velhos terão sonhos.”. Isso é o que o Espírito fez, faz e deseja fazer na igreja hoje. Num mundo marcado por grandes mudanças, a velha liderança precisa ouvir o espírito da nova juventude e o que o Espírito diz a essa nova juventude. Só assim a crise geracional será superada e a igreja será um espaço de celebração da diversidade. Samuel Scheffler, luterano, ajudou-nos a perceber que, infelizmente, pertencemos a uma geração que não está disposta a sacrificar-se para deixar um legado. Logo, dentre outros desafios, ele apresentou-nos o resgate do discipulado.
O segundo eixo temático foi protagonismo. Jonas Neves, batista nacional, leu 1 Samuel 3:1: “O menino Samuel ministrava perante o Senhor, sob a direção de Eli; naqueles dias, raramente o Senhor falava, e as visões não eram frequentes.”. Baseado nesse texto, ele convocou-nos à consagração. Os protagonistas dos nossos dias serão adolescentes e jovens consagrados ao Senhor. Num mundo em crise, como o nosso, mais do que líderes, a igreja precisa de modelos. Acima de tudo, de modelos marcados pela coerência entre o que se fala e o que se vive. Ziel Machado, também metodista, propôs-nos uma importante questão: “O tempo kronos que estamos vivendo é tempo kairós para quê?”. Essa é uma pergunta que todo aquele que deseja ser protagonista precisa responder. Mais do que responder a essa pergunta, é necessário lembrar que o protagonismo pressupõe uma preparação adequada e uma capacidade de ler a gramática do tempo em que se vive. Num rápido exercício de leitura da gramática do nosso tempo, Ziel sugeriu que vivemos numa geração pragmática, individualista e hedonista. Em meio a essa geração, precisamos anunciar a chegada do Reino de Deus, assumir bons compromissos e estar dispostos a nos sacrificar.
Entre o segundo e o terceiro eixos temáticos, muita coisa boa aconteceu. Wilson Costa apresentou-nos parte daquilo que a Aliança tem feito no Brasil. Além disso, realizamos um painel com representantes de diversas organizações nas quais a juventude se faz presente. Nesse painel, estiveram a Juventude Batista Brasileira, a Rede Fale, a Missão Portas Abertas, a Mocidade Para Cristo e a Aliança Bíblica Universitária. Também nesse painel, fomos convidados a participar do Vocare, um encontro que acontecerá no próximo ano, em Maringá, no Paraná.
Ainda nesse intervalo entre os eixos temáticos, tivemos um bate-papo e um show. O bate papo foi com o Ariovaldo Ramos. Conversamos principalmente sobre a Missão Integral, que é cara à Aliança. Ariovaldo convocou-nos a fazer o caminho de Jesus. Esse Jesus que percebia o necessitado e sua necessidade. Percebia e agia em sua direção, por amor. O show foi do veterano Carlinhos Veiga e dos iniciantes Daniel Caldeira e Guilherme Scardini. Foi bacana ver o veterano tocando sozinho, o veterano tocando com os dois iniciantes e o veterano deixando os dois iniciantes tocarem sozinhos. Este gesto simbólico marcou-nos, profundamente.
O terceiro e último eixo temático foi perspectivas. Numa fala dura, Ed René Kivitz, batista brasileiro, denunciou os desvios do que chamou de “subcultura religiosa evangélica” no Brasil. Ele também conclamou-nos a militar por Jesus e pelo Evangelho, a trocar o substantivo “evangélico” pelo adjetivo “evangélico”, e a engajarmo-nos na promoção das manifestações históricas do Reino de Deus. Daniel Guanaes, presbiteriano, desafiou a juventude a apresentar-se na comunidade de fé de forma apropriada. Para tal, essa juventude precisa honrar as gerações mais antigas, engajar-se na cultura dos seus dias, lançar mão de uma dose de utopia, esperar com os pés na realidade e ser fiel ao protagonismo de Cristo.
Por fim, encerrando o primeiro Fórum Jovem da Aliança, lembramo-nos das palavras de Jesus, registradas em João 13:17: “Agora que vocês já sabem essas coisas, felizes serão se as praticarem.”. Com essas palavras em mente, fizemos a nossa última oração. Nessa oração, pedimos a Deus graça para colocarmos em prática tudo que da parte dele ouvimos nesses dois dias. Nós queremos ser a juventude que responde: “Está bom! Vamos lá!”.
Luiz Felipe Xavier.

domingo, 30 de novembro de 2014

Percepções de Deus

Percepções de Deus

Habacuque 1:1-11

30 de novembro de 2014

Luiz Felipe Xavier

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domingo, 16 de novembro de 2014

Enfrentando tormentas

Enfrentando tormentas

Atos 27:1-44

16 de novembro de 2014

Luiz Felipe Xavier

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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Fórum Jovem da Aliança

Depois de várias reuniões de escuta, em 30 de novembro de 2010, na cidade de São Paulo, a Aliança Cristã Evangélica Brasileira é fundada. Sua visão é manifestar a unidade da Igreja, através do testemunho visível de amor e serviço, no Evangelho de Jesus Cristo. Para tal, sua missão é ser uma parceria de igrejas e organizações, e congregar seguidores do Senhor e Salvador Jesus Cristo, como expressão da unidade da Igreja.

De lá para cá, a Aliança tem procurado ser fiel à sua visão e cumprir a sua missão. Como uma expressão disso, em meados de 2013, ela percebe a necessidade de criar uma esfera que favoreça a aproximação e o diálogo entre a igreja e a juventude. Logo, um projeto é criado, alguns pastores e líderes jovens são contactados, e as conversas são iniciadas. Depois de reuniões via Skype, e reuniões em Belo Horizonte, em Campinas e no Rio de Janeiro, o primeiro Fórum Jovem da Aliança é proposto. Esse encontro acontecerá na cidade de São Paulo, na Igreja Batista do Povo, nos dias 21 e 22 de novembro, como continuidade ao Encontro Nacional e à Assembléia Geral da Aliança.

O objetivo do Fórum Jovem da Aliança é refletir sobre a relação entre juventude e igreja no Brasil. Para tal, pensamos em três eixos: postura, protagonismo e perspectivas. Na sexta-feira, à noite, trabalharemos o eixo “postura”; no sábado, de manhã, trabalharemos o eixo “protagonismo”; e no sábado, à noite, trabalharemos o eixo “perspectivas”. Esses três momentos serão marcados por orações, cânticos, devocionais, expressões artísticas, plenárias, e “perguntas e respostas”. Para nos ajudar nessa reflexão, convidamos pastores ou líderes experientes, cuja vida e serviço ao Reino de Deus nos inspiram, e pastores ou líderes jovens, gente que ama a Igreja de Jesus e a juventude brasileira. Estarão conosco Taís Machado, Samuel Scheffler, Jonas Neves, Ziel Machado, Ed René Kivitz, Daniel Guanaes e Carlinhos Veiga.

Convidamos você para também estar conosco. Você pode saber mais sobre o Fórum Jovem da Aliança no site da própria Aliança (http://www.aliancaevangelica.org.br/) e no site do próprio Fórum (http://www.forumjovemdaalianca.com.br/). Você pode curtir a nossa página no Facebook (https://www.facebook.com/forumjovem). Mais importante: Você pode fazer sua inscrição, clicando no seguinte link: https://e-inscricao.com/aliancaevangelica/forumjovem.

Por fim, todos nós queremos fazer como o apóstolo Paulo: “Por essa razão, ajoelho-me diante do Pai, do qual recebe o nome toda a família nos céus e na terra. Oro para que, com as suas gloriosas riquezas, ele os fortaleça no íntimo do seu ser com poder, por meio do seu Espírito, para que Cristo habite no coração de vocês mediante a fé; e oro para que, estando arraigados e alicerçados em amor, vocês possam, juntamente com todos os santos, compreender a largura, o cumprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede todo conhecimento, para que vocês sejam cheios de toda a plenitude de Deus. Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas a gerações, para todo o sempre! Amém!” (Ef. 3:14-21).

Com a graça do Deus Trino, nos encontraremos em São Paulo.

Luiz Felipe Xavier.

P.S.: Este mesmo texto também foi publicado no Blog Jovem da Ultimato.

domingo, 26 de outubro de 2014

Lidando com o sofrimento

Lidando com o sofrimento

Atos 22:30-23:35

26 de outubro de 2014

Luiz Felipe Xavier

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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Perplexidade...

Em uma semana, retornaremos às urnas para escolher aquela ou aquele que ocupará a presidência da república nos próximos 4 anos.


Observando a dinâmica das redes sociais, confesso que tenho ficado perplexo (para não dizer escandalizado). É por isso que decidi escrever, novamente, sobre as eleições.

Nos próximos sete dias...

Recordemos a história, procurando analisar o que PT e PSDB fizeram de bom e de ruim pelo nosso país. Sugiro que concentremos no que fizeram de bom. Isso porque a nossa tendência é fazer o contrário.

No que tange à corrupção, parece-me claro que "um pelo outro não queremos o troco". PT e PSDB são IGUALMENTE corruptos. Aliás, corrupção no Brasil é algo sistêmico. Assim, observemos quem propõe REFORMA POLÍTICA, como ponto de partida para as demais reformas que precisamos.

Busquemos informações seguras sobre a vida pessoal e o engajamento político de Dilma e de Aécio. Penso que a história de cada um sinaliza as prioridades que terão em seus governos.

Fechemos os nossos olhos para as mensagens virais nas redes sociais. Tapemos os nossos ouvidos para a grande mídia. Abramos a nossa boca para denunciar a credulidade ingênua de pessoas que tem sua opinião formada por estes meios. Como já disse, tenho ficado perplexo (para não dizer escandalizado) com o que tenho visto nos últimos dias: gente de todo tipo acreditando em tudo que ouve e vê. É lamentável!

Analisemos, CRITERIOSAMENTE, os projetos políticos cada partido. Ao que me parece, eles têm algumas semelhanças, mas diferenças fundamentais. Como anunciei em uma publicação anterior, meu critério principal será o seguinte: quem poderá fazer mais pelos menos favorecidos? São estes que mais precisam do Estado. #Votopobrecentrado ou#Votoaltercentrado.

Reflitamos sobre o sentido de quatro palavras: "continuidade", "progresso", "mudança" e "retrocesso". Essa reflexão pode ser determinante em nossa escolha.

Respeitemos as decisões de cada um. O VOTO É PESSOAL. Vou repetir: O VOTO É PESSOAL. Cada cidadão deve votar de forma LIVRE e RESPONSÁVEL, a partir de sua própria convicção e consciência. Assim sendo, não devemos dar atenção às pessoas que querem impôr suas escolhas a nós.#DigaNÃOaovotodecabresto#DigaNÃOaovotodecajado (para quem não sabe, "Voto de Cajado" é o voto por imposição de um líder espiritual).

Por fim, em obediência à Palavra de Deus (Cf. 1 Tm. 2:1-2), continuemos orando pelos nossos governantes. Por aqueles já foram eleitos no primeiro turno e por aqueles que serão eleitos no segundo turno.

Que Deus nos ajude e abençoe o nosso país!

Luiz Felipe Xavier.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Pequeno desabafo...


É muito bom viver em um país democrático, mas é muito ruim viver cercado de pessoas que não acreditam, de fato, no processo democrático.

É muito bom viver em um Estado laico, porém, é muito ruim viver cercado de pessoas que querem impôr à sociedade geral sua fé-prática particulares.

É muito bom manter a separação entre Igreja e Estado, todavia, é muito ruim viver cercado de pessoas que querem promover, novamente, essa união.

É muito bom poder se identificar ideologicamente com uma determinada posição política, contudo, é muito ruim viver cercado de pessoas intolerantes quanto a essa identificação.

É muito bom ter acesso às muitas informações políticas, entretanto, é muito ruim viver cercado de pessoas que são pouco hábeis em selecionar e criticar as fontes dessas informações.

É muito bom ser brasileiro no melhor momento do Brasil até hoje, no entanto, é muito ruim viver cercado de pessoas pessimistas que desconhecem a nossa história e os nossos avanços.

É muito bom ser livre para escolher votar em quem quiser, mas é muito ruim viver cercado de pessoas que não respeitam essa sua escolha.

As eleições estão chegando...

Eu quero orar pelo nosso país e pelos nossos governantes, em obediência à Palavra de Deus (Cf. 1 Tm. 2:1-2).

Eu quero continuar mantendo um critério que já uso há algum tempo: VOTO EM QUEM TEM MAIS CONDIÇÕES DE FAZER MAIS PELOS MAIS NECESSITADOS. Você pode chamar isso do que quiser: voto pobre-centrado ou alter-centrado. Fique à vontade.

Por fim, declaro que não quero convencer ninguém de nada nem ser convencido por ninguém de coisa alguma. O voto é pessoal. Sejamos criteriosos, responsáveis e livres no exercício do mesmo.

#Prontodesabafei 

Luiz Felipe Xavier.

domingo, 21 de setembro de 2014

Marcas de uma vida relevante

Marcas de uma vida relevante

Atos 20

21 de setembro de 2014

Luiz Felipe Xavier

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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Não matarás

“Não matarás” é o sexto mandamento. Ele faz parte da segunda tábua. A primeira, a dos quatro primeiros mandamentos, trata do nosso relacionamento com Deus; é vertical. A segunda tábua, a dos seis últimos mandamentos, trata do nosso relacionamento com o nosso próximo; é horizontal. Especialmente à luz dessa última, fica claro que Deus deseja que os nossos relacionamentos interpessoais sejam saudáveis. Para que isso seja uma realidade em nossas vidas, sugiro que consideremos o mandamento “não matarás” a partir de três montes.
O primeiro é o Monte Sinai. No Monte Sinai, Deus diz a Moisés: “Não matarás.” (Ex. 20:13). Como a palavra hebraica traduzida por “matarás” é rara e indica “o assassinato violento de um inimigo pessoal”, uma tradução viável para esse texto é “não assassinarás”. Logo, do ponto de vista social, Deus está dizendo: “Não construirás uma sociedade que mata.”; e do ponto de vista pessoal, ele está afirmando: “Não assassinarás, não agirás movido pelo ódio, não farás justiça com suas próprias mãos.”.
O segundo é o Monte da Galileia. Num Monte da Galileia, Jesus diz aos seus discípulos: “Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não matarás’, e ‘quem matar estará sujeito a julgamento’. Mas eu digo a vocês que qualquer que se irar contra o seu irmão estará sujeito a julgamento. Também, qualquer que disser a seu irmão: ‘Racá [Oco ou Tolo]’, será levado ao tribunal. E qualquer que disser: ‘Louco!’, corre o risco de ir para o fogo do inferno.” (Mt. 5:21-22).
Ao que parece, Jesus está reinterpretando o sexto mandamento para o seus discípulos. Os religiosos restringem a aplicação do “não matarás”. Para eles, matar é assassinar. Mas Jesus amplia a aplicação do “não matarás”. Segundo ele, matar é abrigar no coração a ira contra o próximo; é dizer palavras ofensivas ao próximo. Assim, vez por outra, todos nós somos assassinos. Mais do que ampliar a aplicação do “não matarás”, Jesus está apresentando aos seus discípulos uma direção para aqueles que, vez por outra, são assassinos. Ele o faz através de duas ilustrações. A primeira ilustração é de uma pessoa que está no templo. Antes de adorar a Deus, essa pessoa precisa reconciliar-se com seu irmão. A segunda ilustração é de uma pessoa que está a caminho do tribunal. Antes de defender-se diante do juiz, essa pessoa precisa entrar em acordo com seu adversário. A pergunta que surge é a seguinte: O que Jesus está ensinando com essas duas ilustrações? Ele está ensinando que precisamos ser rápidos na resolução dos conflitos interpessoais.
O terceiro e último é o Monte da Concórdia. Nesse monte, nós nos reunimos como igreja para celebrar. Hoje, no Monte da Concórdia, a Palavra de Deus nos diz: “Não matarás.”. Nós poderíamos pensar nas macro questões: legítima defesa ou defesa da prole, pena de morte, guerra, entre outros. Porém, sugiro que pensemos nas micro questões: nos nossos relacionamentos com os nossos familiares, com os irmãos da família da fé, com os nossos amigos, com os nossos colegas de trabalho, com as pessoas com as quais nós convivemos.
Em síntese, o sexto mandamento, tal como Jesus o interpretou, nos conclama a dois cuidados. O primeiro cuidado é com o nosso coração. Precisamos cuidar para não abrigar ira contra o próximo. Para tal, é necessário orar pedindo a Deus que torne-nos mansos. O segundo cuidado é com as nossas ações. Precisamos cuidar para não ofendermos o nosso próximo, o que pode acontecer por ação ou reação. Para tal, é necessário orar pedindo a Deus que dê-nos domínio próprio. Também precisamos cuidar para sermos rápidos na resolução dos nossos conflitos. Nesse caso, entender a dinâmica de todo conflito pode ser muito útil. Diante de uma ofensa há duas possíveis reações: vingança, que é fazer justiça com as nossas próprias mãos; ou perdão, que é estender ao ofensor a justiça que o Pai nos concedeu. Assim sendo, o perdoado pelo Pai perdoa o seu próximo. Quem nós precisamos perdoar hoje? A palavra de Deus para nós hoje é: façam isso o mais rápido possível. Isso porque o oposto de não matarás é perdoarás.
Que Deus, por sua graça, nos ajude a perdoar! Isso porque, à medida que crescemos em perdão, matamos o assassino que habita em cada um de nós. Que assim seja entre nós!
Luiz Felipe Xavier.
P.S.: Esse texto foi publicado no informativo da Igreja Batista da Redenção.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Impressões da paternidade


Neste dia 28 do mês dos pais, agosto, minha querida Anne completa 5 meses. Desde que ela nasceu venho tendo algumas impressões da paternidade...

Tudo que é mais importante na vida, recebemos de graça.
#Simplesassim

Na criação dos filhos, a luz que recebemos tem o alcance de um passo.
#Lâmpadaparaospés

Os filhos nos ensinam que viver é um movimento para fora.
#Alter-centrado

A criação dos filhos é melhor e mais fácil quando é feita em parceria.
#papaiajudamamãe #mamãeajudapapai

O pai nunca será a mãe.
#Euqueriaterumpeito (em alguns momentos... risos...)

No desafio de criar nossos filhos, ouvir a voz dos mais experientes e sábios é necessário.
#Vozdaexperiência

Pai e mãe precisam de tempo exclusivo um para o outro.
#Cumplicidade

Trabalhar é necessário, mas o tempo livre deve, necessariamente, priorizar a família.
#Provisão

A formação espiritual dos nossos filhos é o nosso maior desafio como pais.
#Graça

O tempo voa, por isso é importante aproveitar cada fase dos filhos.
#Curtir

domingo, 24 de agosto de 2014

Evangelização contextualizada

Evangelização contextualizada

Atos 17:1-34

24 de agosto de 2014

Luiz Felipe Xavier

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domingo, 20 de julho de 2014

A centralidade do Evangelho

A centralidade do Evangelho

Atos 14:1-28

20 de julho de 2014

Luiz Felipe Xavier

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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Copa das Copas, futebol e outras coisas mais importantes

A Copa do Mundo é de futebol. Futebol, para mim, é Clube Atlético Mineiro. Logo, torço pelo futebol de maneira Galo-centrada. Tudo o que falarei sobre futebol neste pequeno texto estará influenciado por este pressuposto. Se quiser parar por aqui, fique à vontade. Eu prometo que não me ficarei ofendido. Mas, caso deseje continuar, quem sabe você se surpreenda no final?

Por causa do Galo, deixei de torcer pela Seleção da CBF, há algum tempo. Os prejuízos desta desprezível instituição ao meu time são incalculáveis. Torço pelo Brasil em todos os esportes, exceto no futebol. Em se tratando de seleção de futebol, torço pela da Argentina. Eu o faço porque admiro a raça dos jogadores e a paixão da torcida. Raça e paixão lembram Galo. Esta é a razão da minha escolha.

Porém, por causa de uma série de fatores, nesta Copa do Mundo eu torci pela Seleção da CBF. Tentei relevar a ligação da Seleção Brasileira com a instituição CBF. Os que vivem próximos a mim sabem que eu queria uma final entre Argentina e Brasil. Honestamente, neste caso, acho que torceria pelo Brasil. Eu o faria pelo fato da Copa ser aqui, e pelo Victor e pelo Jô, ambos do Galo - diga-se de passagem, o clube brasileiro que mais cedeu jogadores à Seleção Brasileira.

Torci pela Seleção Brasileira, todavia, infelizmente, ela saiu. A maneira como isso aconteceu foi humilhante. Isto mesmo, humilhante. Confesso que doeu em mim. Senti muito, embora tenha sentido menos que um torcedor regular da Seleção Brasileira. Agora, é extrair as lições desse vexame, levantar a cabeça e seguir em frente. Nós, atleticanos, sabemos muito bem como é isso e, caso seja necessário, podemos dar uma consultoria aos demais torcedores brasileiros. Apenas espero que toda essa dor redunde em radicais mudanças, a começar pelo fim da CBF.

Apesar de tudo, nós, brasileiros, podemos nos orgulhar de termos feito a Copa das Copas. Não é que a presidenta tinha razão? Contra tudo e contra todos, especialmente contra os agouros da grande mídia (leia-se Globo, Veja e Folha, entre outros), fizemos a melhor Copa de todos os tempos. O mundo reconheceu isso. Para tal, construímos ou reformamos excelentes estádios (o melhor é que dos 8 bilhões investidos, 4 foram financiados pelo BNDES e 4 foram de verbas privadas e locais, segundo dados oficiais do Governo Federal), repaginamos nossos principais aeroportos, investimos em mobilidade urbana nas cidades sedes, geramos emprego e atraímos turistas de todo o planeta, que, por sua vez, injetaram bilhões em nossa economia. Eu celebro tudo isso, com muita alegria. Como disse aquela lúcida catadora de lixo de Belo Horizonte: "Se outros países do mundo puderam sediar uma Copa do Mundo, por que nós não poderíamos?".

Não pense que eu penso que vivemos num país perfeito. Eu sei que não. Embora ainda haja muito a ser feito, tenho para mim que estamos no caminho certo. Aos poucos, temos deixado para trás um passado colonialista, escravocrata, ditatorial e elitista. Talvez estejamos vivendo o melhor momento da nossa história, momento marcado, especialmente, por grandes avanços sociais. Logo, contra o desespero, prefiro seguir cheio de esperança.

Nessa esperança, ainda quero ver muitas coisas acontecerem no meu país. Quero ver reformas profundas, a começar pela reforma política, base de todas as outras. Quero ver mais educação, mais saúde e principalmente, mais segurança. Quero ver menos desigualdade social e mais distribuição de renda. Eu desejo que o Brasil seja um lugar melhor para todos, de modo geral, e para os mais pobres, de modo específico.

Por fim, quero fazer menção ao meu pai. Ele também não torce pela Seleção Brasileira de Futebol. Não o faz porque pensa que o futebol pode transformar-se no ópio do povo brasileiro. Reconheço que o motivo pelo qual ele não torce é muito mais elevado que o motivo pelo qual eu não torço. Admito também que, sob muitos aspectos, ele tem razão. Contudo, penso que podemos ser bons torcedores, sem ser pessoas entorpecidas. Podemos celebrar a Copa das Copas e o bom momento do nosso país. Podemos lamentar a desclassificação da Seleção Brasileira e as injustiças que ainda experimentamos. Que façamos tudo isso com o coração cheio de esperança! Afinal, somos brasileiros e não desistimos nunca.

Luiz Felipe Xavier

domingo, 22 de junho de 2014

Evidências de uma espiritualidade integral

Evidências de uma espiritualidade integral

Atos 11

22 de junho de 2014

Luiz Felipe Xavier

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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Juventude nos grandes centros urbanos

Por juventude, entendo a soma de dois grupos: adolescentes, de 12 a 17 anos, e jovens, de 18 a 30 anos. Por grandes centros urbanos, entendo cidades acima de 200 mil habitantes. Só para ter-se idéia, o Brasil é considerado 85% urbano, mas possui apenas 200 cidades acima de 200 mil habitantes. Sugiro que a relação entre juventude e grandes centros urbanos seja pensada a partir de três perguntas.
Primeira pergunta: como podemos entender, teologicamente, os grandes centros urbanos? De duas maneiras. A primeira é como sendo produto da criação de Deus. É assim que entende o Timothy Keller, pastor num grande centro urbano, que é New York. Ele baseia-se em Gênesis 11:1-4, que diz: “No mundo todo havia apenas uma língua, um só modo de falar. Saindo os homens do Oriente, encontraram uma planície em Sinear e ali se fixaram. Disseram uns aos outros: “Vamos fazer tijolos e queimá-los bem”. Usavam tijolos em lugar de pedras, e piche em vez de argamassa. Depois disseram: “Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra”.”. Mas, por que Deus inventou a cidade? De acordo com Timothy Keller, Deus inventou a cidade para liberar o potencial humano, potencial criativo e competitivo. Para abrigar os fracos, fracos que chegam de lugares diferentes e vivem juntos, trocando experiências culturais. E para compelir a busca espiritual, pois a vida na cidade é marcada por questionamentos espirituais e por ofertas espirituais (entre elas, o Evangelho). A segunda maneira que podemos entender, teologicamente, os grandes centros urbanos é como sendo produto da rebelião do homem. É assim que entende o Ariovaldo Ramos, também pastor num grande centro urbano, que é São Paulo. Ele fundamenta-se em Gênesis 4:16-17, que afirma: “Então Caim afastou-se da presença do Senhor e foi viver na terra de Node, a leste do Éden. Caim teve relações com sua mulher, e ela engravidou e deu à luz Enoque. Depois Caim fundou uma cidade, à qual deu o nome do seu filho Enoque.”. Para Ariovaldo Ramos, a cidade aparece na Bíblia, num contexto de rebelião. Além disso, o povo da cidade é marcado pelo muito ativismo e pela pouca presença de Deus. Logo, a cidade, projeto dos homens, é oposta ao jardim, projeto de Deus. Em geral, as pessoas vêm para cidade para matar a fome, seja ela fisiológica, dor no estômago, social, desejo de mudar de classe, ou existencial, realização da própria história. O grande problema é que, quando chegam à cidade, elas encontram solidão, competição e relação econômico-financeira, esta última marcada por produzir, comprar e investir.
Segunda pergunta: quais são os principais problemas que afetam a juventude nos grandes centros urbanos? Sugiro três. O primeiro é a violência. A violência afeta, principalmente, jovens-negros-pobres. Recentemente, lançando mão das redes sociais, o papa Francisco disse: “A desigualdade é a raiz dos males sociais.”. Se a violência for considerada um mal social, sua raiz pode ser a desigualdade. Embora a desigualdade tenha diminuído consideravelmente na última década, ela ainda existe no nosso país. Observe outro dado alarmante: O Brasil tem só 2,8% da população mundial, mas 11,5% dos homicídios. O segundo problema é o que eu chamo de ofertas, especialmente drogas e sexo. Os especialistas nesse assunto apresentam o seguinte processo de envolvimento dos adolescentes e jovens com as drogas: A curiosidade, associada ao grupo de amigo, à busca pelo prazer, ao abandono familiar e ao vazio existencial, leva ao uso de drogas. O uso de drogas gera prazer e desencadeia um círculo de desejo insaciável e satisfação incompleta, gerando dependência. Para manter o vício, os jovens praticam delinquência e experimentam a tragédia. Curiosamente, o processo de envolvimento dos adolescentes e jovens com o sexo é muito semelhante. O terceiro problema é o desemprego. Este devido à falta de qualificação e experiência profissionais.
Terceira e última pergunta: Como a Igreja, de modo geral, e a juventude, de modo específico, devem agir nos grandes centros urbanos? Segundo Timothy Keller, Deus chama-nos, na cidade, para amar, especialmente, os diferentes; pregar, testemunhando de Jesus, com palavras e ações; identificarmo-nos com as coisas da cidade, visando o serviço; abençoar, vivendo de forma coerente com o Evangelho. Conforme Ariovaldo Ramos, a igreja deve ser um lugar onde Deus é honrado, deve ser um lugar de alívio e descanso, e deve ser o contraponto da cidade. Se a cidade é lugar de solidão, a igreja deve ser uma comunidade relacional. Se a cidade é marcada por competição, a igreja deve ser marcada por cooperação. Se na cidade as relações são econômico-financeiras, na igreja as relações devem ser de contribuição voluntária. Por fim, proponho que, contra a violência, promovamos uma educação para paz. Para tal, a injustiça deve dar lugar à justiça e a vingança deve dar lugar ao perdão. Proponho também que, contra a oferta de drogas e de sexo, tenhamos ações preventivas e terapêuticas. Para tal, a informação deve ser equilibrada e a recuperação especializada. Proponho que, contra o desemprego, incentivemos a qualificação e experiência pelo voluntariado. Para tal, podemos criar fundos de investimento educacional e oportunidades de trabalho voluntário.
Que Deus nos ajude a ser uma igreja relevante à juventude da nossa cidade!

Luiz Felipe Xavier.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Sobre o programa "Academia em Debate", número 37, da TV Mackenzie

Fiquei sabendo desse programa por uma aluna, que, prevendo uma crítica à Teologia da Missão Integral (TMI), pediu-me que gravasse um vídeo, reagindo.
Conheço o Augustus Nicodemus Gomes Lopes, por poucas conversas, muitas leituras e pregações. Confesso que o admiro muito, principalmente como expositor bíblico. Conheço o Jonas Moreira Madureira, por uma conversa e poucas palestras. E não conheço o Filipe Costa Fontes.
Ao que parece-me, o "debate", que não aconteceu, foi a opinião de pessoas de fora da TMI, que não a conhecem e que criticam o que pensam ser a mesma. Como diria Paul Ricoeur, toda interpretação requer pertença e distanciamento. Infelizmente, os três que propuseram-se a interpretar a TMI cumprem o requisito do distanciamento, mas não o da pertença, o que compromete, radicalmente, as considerações deles.
É válido destacar que os mesmos não conseguiram definir TMI, não conseguiram precisar a origem dela (para tal, confira um texto que escrevi aqui mesmo sobre isso) e, principalmente, não conseguiram pensá-la como distinta da Teologia da Libertação (TdL), numa versão protestante.
As críticas deles à TMI podem ser resumidas em duas: primeira: o reducionismo ao "pobre"; segunda: a ausência de método. No que tange à primeira, basta correr os olhos sobre os títulos dos artigos dos "Boletins Teológicos", da Fraternidade Teológica Latino-Americana - Setor Brasil (FTL-B), por exemplo, para ver a grande diversidade de temas que são alvos da reflexão dos teólogos latino-americanos. No que se refere à segunda, concordo que o método não está sistematizado e explícito. Porém, é inegável que há um método, diluído e implícito. Penso que esse método pode ser chamado de "Hermenêutica Contextual", entendida em sentido amplo. Mesmo assim, até onde entendo, a TMI não nasce com a pretensão de ser um sistema teológico, que careça de um método. Antes, sua preocupação primeira é de natureza missiológica.
Considero que os "debatedores" é que praticaram um reducionismo. Eles reduziram, "piedosa e ortodoxamente", a missão da Igreja à proclamação do Evangelho. Jesus, que é a revelação máxima de Deus, não reduziu sua missão à proclamação do Evangelho. A missão de Jesus, que também deve ser a missão da Igreja dele, foi "manifestar aqui e agora a maior densidade possível do Reino de Deus que será consumado ali e além" (citando o mestre Robinson Cavalcanti). Além disso, lembremos de outro mestre, René Padilla, que diz: "Jesus veio libertar os pobres da sua pobreza e os ricos da sua riqueza". Não apenas o pobre da sua pobreza.
Por fim, só não lamento mais a publicação desse programa porque ela tem sido uma interessante "propaganda" da TMI.
Que Deus ajude-nos, como igreja brasileira, a testemunhar, com palavras e ações, o Evangelho todo, para o homem todo e para todos os homens!
Luiz Felipe Xavier.

domingo, 4 de maio de 2014

Características de uma testemunha fiel

Características de uma testemunha fiel

Atos 6:8-8:1

04 de maio de 2014

Luiz Felipe Xavier

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sábado, 26 de abril de 2014

Compromissos dos formandos em Teologia

Reproduzo, aqui, o discurso que fiz na colação de grau da turma do segundo semestre de 2013, do curso de Teologia, da Faculdade Batista de Minas Gerais. Essa colação de grau aconteceu no dia 12 de abril de 2013.

"Aos formandos, o meu muito obrigado pelo convite para ser o paraninfo da turma, aquele que dará a última aula!
Tenho certeza que essa é uma das maiores honras que um professor pode receber dos seus alunos.
 Eu diria que o tempo que passamos juntos foi muito rico...
Novo Testamento I, Novo Testamento II, Teologia do Novo Testamento, e, para alguns, orientação de monografia.
Tudo isso sem contar as reuniões do Núcleo de Belo Horizonte da Fraternidade Teológica Latino-Americana – Setor Brasil, na Igreja Batista da Redenção.

Nesta noite especial,  rogo-lhes que assumam 3 importantes compromissos.

Primeiro: assumam um compromisso com os fundamentos
Paulo, em Efésios 2:19-21,  diz: “Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificado sobre os fundamentos dos apóstolos e profetas, tendo Jesus como pedra angular.”.
Quais são os fundamentos dos apóstolos e profetas?
Os fundamentos dos apóstolos e profetas são os ensinos de Jesus.
Jesus ensinou muita coisa...
Ensinou que o Reino de Deus chegou, e que arrependimento e fé são a porta de entrada do mesmo.
Ensinou que o amor, tanto a Deus quanto ao próximo, é o estilo de vida dos cidadãos desse Reino.
Ensinou que, nesse Reino, grandes são aqueles que servem a todos, não aqueles que buscam poder para dominar sobre muitos.
Ensinou que, nesse Reino, aquilo que tem muito valor entre os homens é detestável aos olhos de Deus.
Ensinou que os cidadãos desse Reino são odiados e perseguidos, como o Rei deles o foi.
É isso que Jesus ensinou e é isso que devemos ensinar também.

Segundo: assumam um compromisso com a tradição
Nicolai Berdiaev, cristão ortodoxo russo, afirma: “Tradição é a fé viva dos que já morreram; tradicionalismo é a fé morta dos que ainda vivem.”.
Qual é a nossa tradição?
A nossa tradição é oriunda da Reforma Protestante do século XVI.
Nós, batistas, somos herdeiros dessa tradição.
Logo, como os reformadores, precisamos afirmar:
Sola Scriptura.
Só a Escritura, corretamente interpretada, é a nossa regra de fé e prática.
Ela tem autoridade absoluta sobre nós e a ela devemos nos submeter totalmente.
Solus Christus.
Só pelo sacrifício de Cristo na cruz do Calvário é que podemos ser perdoados dos nossos pecados e reconciliados com Deus.
Assim, só há um Mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo de Nazaré.
Sola Gratia.
Só pela maravilhosa graça de Deus podemos ser salvos.
Nós, que somos pecadores, merecíamos a morte eterna.
Deus, que é Santo, deu-nos, de graça, a vida eterna.
Pela graça, nós somos salvos, não pelas nossas obras, para que nenhum de nós se glorie.
Sola Fide.
Só pela fé podemos receber, de graça, a nossa salvação.
Essa fé também é dom de Deus.
Quando confiamos, única e exclusivamente, no que Cristo realizou por nós na cruz, somos justificados.
Soli Deo Gloria.
Só a Deus deve ser dada toda glória pela nossa salvação.
Do início ao fim, ele é o grande protagonista da nossa redenção.
Assim sendo, toda a glória deve ser dada somente a Deus.
Essa é a nossa tradição e a ela devemos nos apegar.

Terceiro: assumam um compromisso com a unidade
Paulo, em Efésios 4:3, diz: “Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.”.
Qual é a unidade?
A unidade é a do Espírito Santo.
Notem: o Espírito produz a unidade e nós nos esforçamos para conservá-la.
A evidência dessa unidade é a paz.
Talvez seja por isso que Jesus tenha dito que são bem aventurados os “fazedores de paz” – essa é a melhor tradução da palavra grega usada no texto.
Prestem atenção: unidade pressupõe diferentes.
É bem diferente de uniformidade, cujo objetivo é tornar os diferentes iguais.
Assim como Paulo, precisamos conservar a unidade.
Conservamos a unidade quando afirmamos a nossa identidade da maneira mais simples possível.
Somos aqueles que fazem parte da família da Trindade.
Conservamos a unidade quando afirmamos a nossa missão comum.
Somos aqueles que proclamam o Evangelho, com palavras e ações, para que mais pessoas também possam fazer parte da família da Trindade.

Por fim, que jamais nos esqueçamos das palavras de Pedro:
“Portanto, apelo para os presbíteros que há entre vocês, e o faço na qualidade de presbítero como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, como alguém que participará da glória a ser revelada: pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir. Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho. Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória.” (1 Pe. 5:1-4).
Que Deus os abençoe!
Coragem!"
Luiz Felipe Xavier.

domingo, 2 de março de 2014

Viva a vida com sabedoria

Viva a vida com sabedoria

Eclesiastes 3:1-22

02 de março de 2014

Luiz Felipe Xavier

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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Ponta pé inicial

Depois de algumas conversas via Skype, uma reunião em Belo Horizonte e muitos planos, ontem, reunimo-nos em Campinas para dar o ponta pé inicial ao Fórum Jovem da Aliança Evangélica. Nosso objetivo é bem claro: queremos ampliar o diálogo e promover a aproximação entre a juventude e a igreja, no Brasil. Ou seja, queremos refletir sobre a juventude que a igreja quer ter e a igreja que juventude quer pertencer.
Representando a antiga geração, que agora abre espaço à nova geração, Valdir Steuernagel falou-nos sobre At. 13:13-41. Fomos desafiados a servir a Deus em nossa geração e a ser homens e mulheres segundo o coração de Deus.
No encontro, 12 pessoas estavam presentes. Essas pessoas representavam igrejas históricas, igrejas pentecostais, ministérios independentes e organizações diversas. Depois de horas de bate-papo, decidimos pela realização Fórum Jovem da Aliança Evangélica, em novembro desse ano, na cidade de São Paulo. Em breve, faremos o convite oficial e daremos informações mais precisas. Por hora, rogamos a todos que orem. Orem pela igreja brasileira, pela juventude dessa igreja e por esse fórum. Queremos consagrar a Deus os nossos planos, na esperança que eles sejam bem sucedidos. Que ele nos ajude!
Luiz Felipe Xavier e Gilciane Abreu.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Marcas de uma igreja cheia do Espírito Santo

Marcas de uma igreja cheia do Espírito Santo

Atos 2:42-47

16 de fevereiro de 2014

Luiz Felipe Xavier

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Reino de Deus

A Trindade - Pai, Filho e Espírito Santo - criou todas as coisas. Não apenas as criou, mas as sustenta. Em sua soberania, governava, de direito e de fato, sobre tudo e sobre todos.

Neste contexto de harmonia plena, o ser humano decidiu rebelar-se contra o governo de Deus. Essa rebelião significou sua autonomia em relação ao Criador. Infelizmente, devido a isso, a harmonia plena deu lugar ao terrível caos.

Da queda à Cristo, Deus continuou governando de direito, porém, não de fato. De fato, ele só reinou quando, por graça, alguns seres humanos decidiram submeter-se à sua vontade revelada. Assim foi durante muito tempo.

Todavia, a partir de Cristo, as coisas começaram mudar. Deus mesmo entrou na nossa história para, novamente, estabelecer o seu Reino, que já era de direito, de fato, entre nós. Nesse Reino só entra aquele que arrepende-se dos seus pecados e crê no Evangelho. Que Evangelho? O Evangelho que o tempo tão esperado chegou e que agora o Reino de Deus está acessível a todos. Uma nova era se iniciou na história da humanidade. Um novo tempo foi inaugurado. O tão esperado tempo da salvação chegou.

Contudo, o Reino de Deus não é como o reino esperado pelos judeus. O reino que os judeus esperavam era político. O Reino de Deus é espiritual. O reino que os judeus esperavam era nos moldes do glorioso rei Davi. O Reino de Deus é nos moldes do humilhado Rei Jesus. No reino que os judeus esperavam, maior é aquele que tem muitos servos. No Reino de Deus, maior é aquele que serve a todos. Que Reino diferente! É um Reino de ponta a cabeça.

O Reino de Deus é regido apenas pelo dogma do amor. Amor a Deus e amor ao próximo. Amor a Deus que manifesta-se em obediência aos seus mandamentos e amor ao próximo que manifesta-se em serviço sacrificial ao mesmo. Amor. Só amor.

Esse Reino cresce. Cresce sim. Cresce devagar. Cresce muito. Cresce em nós quando, por graça, submetemo-nos a Deus. Quando, por graça, substituímos a autonomia pela dependência. Novamente, quando isso acontece, o seu governo que era de direto passa a ser de fato. Passa a ser semelhante ao princípio de tudo. Aos poucos, o caos vai cedendo espaço a harmonia.

À medida que cresce, o Reino de Deus transforma. Transforma tudo. Transforma doença em saúde, opressão em libertação, poder em serviço, ignorância em conhecimento, ganância em generosidade, acumulação em partilha, injustiça em justiça, violência em paz, tristeza em alegria, ódio em perdão, morte em vida e muito mais... Transforma tudo. Transforma enquanto cresce.

A começar por cada pessoa, transforma a família. Em transformando a família, transforma a sociedade. Em transformando a sociedade, transforma a cultura. Tudo vai sendo transformado. Nada fica de fora. Transforma também a política e a economia. E vai transformando tudo até que toda a criação seja transformada.

O Reino de Deus já está presente entre nós, mas ainda não em sua plenitude. Cabe a nós, a Igreja, a promoção desse Reino. Olhando para nós, todos os seres humanos devem ver o Reino. Somos sua vitrine. Através das nossas ações, eles devem perceber o alcance desse Reino. Somos sua agência.

Finalmente, temos a esperança de ver o Rei Jesus governando não apenas de direito, mas de fato, sobre tudo e sobre todos. Um dia, esse grande Dia chegará. Os mortos ressuscitarão e os vivos serão transformados. Todos compareceremos e prostraremo-nos diante do trono do Rei. Nós que, por graça, submetemo-nos a Jesus estaremos salvos. Nós, os que vivemos a vida regidos pelo dogma do amor. Os que, por sua própria inclinação ao mal, permaneceram rebeldes serão condenados. Na presença do Rei Jesus, que governará de direito e de fato, exatamente como no princípio, nós, os salvos, viveremos por toda a eternidade.

Soli Deo Gloria!

Luiz Felipe Xavier, pela graça, servo do Rei Jesus.