domingo, 8 de maio de 2016

Princípios para a maternidade-paternidade

Princípios para a maternidade-paternidade

Lucas 2:41-55

08 de maio de 2016

Luiz Felipe Xavier

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domingo, 17 de abril de 2016

Sinais da graça de Deus

Sinais da graça de Deus

Marcos 2:13-22

17 de abril de 2016

Luiz Felipe Xavier

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sábado, 16 de abril de 2016

Sobre o atual momento político do Brasil - Algumas considerações PESSOAIS

Vivemos em um país corrupto. Neste quesito, em nossa política não há santos. Não há nenhum sequer.

Lamentavelmente, antes de ser política, a nossa corrupção é cultural. Com raras exceções, ela faz parte do jeito de ser do nosso povo.

Devemos lutar contra todo e qualquer tipo de corrupção. Onde este mal estiver presente, ele precisa ser vencido, a começar em nós. Vençamos o mal com o bem.

Investigar a corrupção é necessário e urgente. Que seja feita a justiça, pela justiça, com justiça, para todos, indistintamente!

Vale lembrar que investigações seletivas, decisões parciais e vazamentos indevidos são expressões de injustiça.

Infelizmente, ao que me parece, a luta contra a corrupção transformou-se em luta contra o atual governo. Isso porque a motivação moral foi substituída pela motivação política.

Politicamente, há algum tempo, tenho me posicionado de maneira "pobre-centrada", pois são os mais pobres aqueles que mais carecem da ação do Estado em seu favor.

Logo, entre situação e oposição, os números mostram quem fez mais pelos mais pobres. Para mim, este é um dado considerável neste momento crítico.

Dentre muitas outras coisas, nos últimos anos, saímos do mapa da fome, reduzimos drasticamente a pobreza extrema – cerca de 45 milhões de pessoas deixaram a miséria – e ampliamos o acesso ao ensino superior. Destaco este último porque o vi bem de perto.

Obviamente, nem tudo foi perfeito até aqui. Algumas críticas a quem está no poder são pertinentes e necessárias. Por exemplo: as reformas estruturais que tanto necessitamos (a começar pela política) ainda não foram feitas. O pior é que havia condições para isso.

Sou a favor da democracia. Acredito tanto nela que gostaria de ver a presidenta eleita pelo povo governar o Brasil, exceto se ela tivesse, de fato, cometido algum crime de responsabilidade.

Faz parte da democracia aceitar o resultado das urnas. Parar o país por causa de uma derrota eleitoral é deplorável e inaceitável. Além disso, tal atitude gera instabilidade política e econômica, fazendo com que os mais pobres sofram os danos.

Penso que a grande mídia é uma potestade desprezível. Ela é de uma elite e mente por essa elite. Isto é fato.

Não dá para manter a saúde intelectual e ter a cabeça feita por Globo, Veja, Folha e companhia limitada. Assim, buscar formas alternativas de informação também é necessário e urgente. Para tal, a internet pode ser uma rica fonte, especialmente o Twitter.

Por mais que seja difícil, diferenças políticas não devem ser motivo de ofensas pessoais e de rupturas relacionais. Mesmo que discordemos uns dos outros devemos respeitar e amar uns aos outros.

Sim, sou mais à esquerda, por convicção pessoal. Não levanto todas as suas bandeiras, não fecho os olhos para os seus equívocos e não sou filiado a nenhum partido político.

Minha filiação primeira é ao Pai de Jesus. Esse Jesus que se fez gente e nos revelou com a gente deve ser neste mundo. Ele, o Filho, nos chama a buscar, em primeiro lugar, o Reino de Deus e sua justiça, algo que só é possível no poder do Espírito.

A propósito, sou contra todo e qualquer tipo de idolatria. Sou contra a idolatria do Estado e contra a idolatria do Capital. Vejo muitas denúncias contra à primeira e quase nenhuma contra à última.

Por fim, como um cristão protestante, de tradição batista, afirmo a total separação entre a Igreja e o Estado, e a nossa plena liberdade de consciência, inclusive em relação à política.

Que o Deus Trino tenha misericórdia do nosso país e nos ajude a atravessar este tempo difícil!

Luiz Felipe Xavier.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Uma Igreja relevante para a sociedade

“Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo suplicamos: Reconciliem-se com Deus. Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5:17-21NVI)
Uma Igreja relevante para a sociedade... Mas de qual Igreja estamos falando? Estamos falando da Igreja de Jesus Cristo. Esta Igreja é formada por aqueles que ouviram e creram no Evangelho do Reino de Deus. Basicamente, este Evangelho diz que o Pai tem um plano de reconciliação. Tal reconciliação é necessária porque houve rupturas. No início da história, o ser humano rompe com Deus, rompe consigo mesmo, rompe com o próximo e rompe com a criação. Esta é a extensão do que chamamos “queda”.
O Evangelho diz também que o Filho realiza este plano de reconciliação na história. Ele deixa a sua glória eterna e se esvazia; ele se faz homem e vive entre nós como um servo humilde; ele anuncia a proximidade ou acessibilidade do Reino de Deus e sinaliza concretamente este Reino; ele é movido por amor compassivo e anda por toda parte fazendo o bem a todos; ele morre injustamente numa cruz e ressuscita três dias depois; ele vive e voltará para tornar plena a reconciliação que já começou. Jesus é, portanto, o centro da reconciliação.
O Evangelho diz ainda que o Espírito Santo atualiza e dinamiza este plano hoje. Ele age na história, reconciliando pessoas com Deus, consigo mesmas, com o próximo e com a criação. Uma vez reconciliadas, essas pessoas tornam-se parte da Igreja, vitrine da reconciliação. Mais do que a ser vitrine, a Igreja é chamada a ser agência da reconciliação em realidades ainda marcadas pelas rupturas humanas. Logo, enquanto todas as coisas não estiverem reconciliadas com o Pai, em Cristo, a Igreja, no poder do Espírito Santo, está em missão na sociedade. Esta missão foi, é e sempre será a reconciliação. Vale sublinhar que, uma vez que as rupturas são integrais, a missão de reconciliação da igreja na sociedade também é integral.
Mas de qual sociedade estamos falando? Da nossa. Vivemos numa sociedade  desigual. Existem muitos pobres e poucos ricos. Só para termos uma idéia, no fim de 2016, estima-se que 1% da população mundial terá mais riqueza que os 99% restantes. Vivemos numa sociedade violenta. Existe muita guerra e pouca paz. A América Latina tem 9% da população mundial e é responsável por 33% dos assassinatos do mundo. No Brasil, esses assassinatos são, principalmente, de jovens pobres e negros. Vivemos numa sociedade paradoxal. Existe muito mais formação profissional do que existia num passado recente e ainda existe pouca qualificação profissional como demandará um futuro próximo. Em nosso país, embora a taxa de desemprego ainda esteja baixa, 8,2%, os jovens são aqueles que têm mais dificuldades de se inserir no mercado de trabalho. Vivemos numa sociedade consumista. Existe muita busca pelo ter e pouca busca pelo ser. Neste contexto, infelizmente, o desejo sobrepõe-se à necessidade. Vivemos numa sociedade globalizada. Existe muita informação e pouca crítica. Se antes o problema era o acesso à informação, hoje o problema é a seleção da informação.
Também vivemos numa sociedade conectada. Existe muita virtualidade e pouca realidade. Estamos vivendo a era das chamadas redes sociais, com todos os seus malefícios e benefícios. Vivemos numa sociedade polarizada. Existe muito ódio e pouco amor. Os extremos da direita e da esquerda estão cada vez mais acentuados e a tensão nos relacionamentos cresce. Vivemos numa sociedade perdida. Existe muita ação e pouca direção. Palavras como “significado”, “sentido” e “liderança” estão entrando em extinção. Vivemos numa sociedade pluralista. Existe muitos relativos e poucos absolutos. Tal realidade se configura tanto como um desafio quanto como uma oportunidade. Vivemos numa sociedade sincrética. Existe muita religiosidade e pouca espiritualidade. Neste contexto, somos chamados ao relacionamento com o Pai, baseado nos méritos do Filho, através do Espírito Santo.
Por fim, como a Igreja de Jesus Cristo pode ser relevante para a sociedade atual? Quero trazer duas propostas. A primeira é a prática da chamada “Hermenêutica Contextual”. Precisamos ouvir as perguntas que estão sendo feitas na sociedade que nos cerca. De posse dessas perguntas, precisamos nos dirigir à Escritura e procurar nela as respostas. Tendo encontrado as respostas, precisamos retornar à nossa sociedade e proclamá-las, com palavras e ações. Como a sociedade é dinâmica, este movimento circular torna-se constante.
A segunda proposta é o exercício da vocação pessoal. A nossa vocação diz respeito à maneira como servimos a Deus, servindo à sociedade. Uma das formas de expressarmos este serviço é através do nosso trabalho. O nosso trabalho, por sua vez, deve ser uma ação a partir de dois olhares: um olhar para dentro, para as nossas habilidades; e um olhar para fora, para as necessidades que nos cercam. É somente desta maneira que a nossa vocação, expressa pelo nosso trabalho, redundará em realização pessoal e relevância social.
Que Deus, por sua graça, nos ajude a ser uma Igreja relevante para a sociedade! Que, para tal, possamos praticar a “Hermenêutica Contextual” e exercitar a nossa vocação pessoal!
Luiz Felipe Xavier.

domingo, 20 de março de 2016

Agenda de Jesus e nossa agenda

Agenda de Jesus e nossa agenda

Marcos 1:21-39

20 de março de 2016

Luiz Felipe Xavier

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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Vivendo com significado e sentido

Vivendo com significado e sentido

Introdução ao livro de Marcos

14 de fevereiro de 2016

Luiz Felipe Xavier

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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Considerando as palavras de Deus

Deuteronômio 32 apresenta-nos um cântico de Moisés em forma de rib. Rib é um termo hebraico cujo significado é “litígio” ou “ação judicial”. Segundo J. A. Thompson, um rib é dividido em cinco partes: introdução – apelo ao acusado para dar ouvidos ao que está sendo anunciado (v. 1-4); interrogatório – perguntas do queixoso (ou do seu representante) nas quais está implícita a acusação (v. 5-6); retrospecto – declaração dos benefícios passados concedidos ao vassalo rebelde por seu senhor e da ingratidão daquele para com este (v. 7-14); acusação – referência à futilidade de outras alianças em face da rebelião (v. 15-18); sentença – declaração de culpa e aviso do juízo ou advertência ao arrependimento (v. 19-25). Aqui deparamo-nos com um problema: a estrutura do rib não cobre todo o capítulo. Os versos 26 a 43 ficam de fora. Logo, a solução do autor é a ampliação do rib, pela introdução do tema da esperança: a certeza do livramento de Israel (v. 26-38); a palavra do próprio Deus prometendo livramento (v. 39-42); o apelo a Israel para adorar a Deus (v. 32:43). Assim, o problema está resolvido.
A primeira parte do cântico de Moisés desafia-nos a considerar a Palavra de Deus. O verso 1 diz: “Escutem ó céus, e eu falarei; ouça ó terra, as palavras da minha boca.”. Antes de entrar na terra prometida, o povo de Israel deve ouvir a voz de Deus, as palavras da sua boca. A palavra traduzida por “ouça” é shama. Shama é “ouvir”, “escutar”, “obedecer”. Essa palavra é tão importante que se encontra em Deuteronômio 6:4, verso mais conhecido e citado pelo povo de Israel: “Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor.”. Para demonstrar a importância de ouvir este ensino, Moisés lança mão de uma metáfora: a da chuva. No verso 2, ele afirma: “Goteje a minha doutrina como a chuva, destile a minha palavra como o orvalho, como chuvisco sobre a relva e como gotas de água sobre a erva.”. Quatro palavras diferentes são utilizadas para descrever a ação da voz de Deus. Em sendo escutada, ouvida, essa voz produz vida. Assim sendo, todos nós somos desafiados a considerar as palavras de Deus.
Consideremos a Palavra objetiva de Deus, sua voz na Bíblia. A Bíblia é a principal fonte da espiritualidade. A espiritualidade considera a pessoa de Deus e sua relação com a criação, a partir da revelação. Deus é Deus. Nós somos homens. Deus é Criador, Transcendente e Eterno. Nós somos criaturas, imanentes e históricos (espaço-temporais). Se Deus é o que é e nós somos o que somos, o relacionamento com Deus só é possível porque ele se revelou a nós. Deus se revelou na criação, na história e, principalmente, em Jesus. Jesus é o clímax da revelação de Deus. Tudo que Deus queria dizer de si mesmo, ele disse em Jesus. Ou seja, Jesus é a Palavra de Deus que se fez carne e habitou entre nós. O que conhecemos sobre Jesus está na Bíblia, o registro escrito da revelação.
A Bíblia é inspirada. Inspiração é uma capacitação sobrenatural do Espírito Santo sobre pessoas divinamente escolhidas, de modo que seus registros da revelação tornam-se fidedignos e autoritativos. É a inspiração que garante a fidedignidade e a autoridade da Bíblia. A Bíblia é a principal fonte da espiritualidade e Jesus é a chave hermenêutica da Bíblia. Isto é, sem a Bíblia e sem Jesus não há espiritualidade. Para discernir a revelação de Deus na Bíblia, precisamos ser iluminados pelo Espírito Santo. Iluminação é uma capacitação sobrenatural do Espírito Santo sobre pessoas divinamente escolhidas, garantindo-lhes o discernimento da revelação registrada. É a iluminação que possibilita o discernimento da revelação de Deus. O Espírito Santo que inspirou o registro da revelação é o mesmo que ilumina o discernimento desse registro. Discernir a revelação é conhecer a Jesus. Conhecer a Jesus é reconhecer o amor de Deus. Reconhecer o amor de Deus implica em amar a Deus e amar ao próximo. O amor a Deus é expresso em obediência. O amor ao próximo é expresso em serviço.
Consideremos também a palavra subjetiva de Deus, sua voz no nosso coração. É importante destacar que a palavra subjetiva sempre deve estar sujeita à Palavra objetiva. Dallas Willard, recorrendo aos grandes mestres da espiritualidade cristã, ensina-nos algo muito importante: para que tenhamos certeza quanto à voz de Deus no nosso coração são necessárias as Escrituras e as circunstâncias. Ou seja, tudo que intuirmos como impressões espirituais precisa ser aferido pelas Escrituras. Isso porque Deus fará com que as Escrituras corroborem com a direção que ele está nos dando. Essas impressões espirituais também precisam ser avaliadas levando em consideração as circunstâncias que nos cercam. Isso porque Deus fará com que as circunstâncias confluam com a direção que ele está nos dando. Por fim, um detalhe precisa ser observado: só ouvimos a voz de Deus quando nos aquietamos e nos silenciamos. Talvez seja por isso que Eugene Peterson declare: “O silêncio é essencial à oração”. Orar é conversar com Deus. Nesta conversa, precisamos falar menos e ouvir mais.
Que a Palavra de Deus seja como uma chuva na terra muitas vezes seca do nosso coração! Que ela produza vida abundante em cada um de nós!

Luiz Felipe Xavier