sábado, 22 de fevereiro de 2014

Ponta pé inicial

Depois de algumas conversas via Skype, uma reunião em Belo Horizonte e muitos planos, ontem, reunimo-nos em Campinas para dar o ponta pé inicial ao Fórum Jovem da Aliança Evangélica. Nosso objetivo é bem claro: queremos ampliar o diálogo e promover a aproximação entre a juventude e a igreja, no Brasil. Ou seja, queremos refletir sobre a juventude que a igreja quer ter e a igreja que juventude quer pertencer.
Representando a antiga geração, que agora abre espaço à nova geração, Valdir Steuernagel falou-nos sobre At. 13:13-41. Fomos desafiados a servir a Deus em nossa geração e a ser homens e mulheres segundo o coração de Deus.
No encontro, 12 pessoas estavam presentes. Essas pessoas representavam igrejas históricas, igrejas pentecostais, ministérios independentes e organizações diversas. Depois de horas de bate-papo, decidimos pela realização Fórum Jovem da Aliança Evangélica, em novembro desse ano, na cidade de São Paulo. Em breve, faremos o convite oficial e daremos informações mais precisas. Por hora, rogamos a todos que orem. Orem pela igreja brasileira, pela juventude dessa igreja e por esse fórum. Queremos consagrar a Deus os nossos planos, na esperança que eles sejam bem sucedidos. Que ele nos ajude!
Luiz Felipe Xavier e Gilciane Abreu.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Marcas de uma igreja cheia do Espírito Santo

Marcas de uma igreja cheia do Espírito Santo

Atos 2:42-47

16 de fevereiro de 2014

Luiz Felipe Xavier

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Reino de Deus

A Trindade - Pai, Filho e Espírito Santo - criou todas as coisas. Não apenas as criou, mas as sustenta. Em sua soberania, governava, de direito e de fato, sobre tudo e sobre todos.

Neste contexto de harmonia plena, o ser humano decidiu rebelar-se contra o governo de Deus. Essa rebelião significou sua autonomia em relação ao Criador. Infelizmente, devido a isso, a harmonia plena deu lugar ao terrível caos.

Da queda à Cristo, Deus continuou governando de direito, porém, não de fato. De fato, ele só reinou quando, por graça, alguns seres humanos decidiram submeter-se à sua vontade revelada. Assim foi durante muito tempo.

Todavia, a partir de Cristo, as coisas começaram mudar. Deus mesmo entrou na nossa história para, novamente, estabelecer o seu Reino, que já era de direito, de fato, entre nós. Nesse Reino só entra aquele que arrepende-se dos seus pecados e crê no Evangelho. Que Evangelho? O Evangelho que o tempo tão esperado chegou e que agora o Reino de Deus está acessível a todos. Uma nova era se iniciou na história da humanidade. Um novo tempo foi inaugurado. O tão esperado tempo da salvação chegou.

Contudo, o Reino de Deus não é como o reino esperado pelos judeus. O reino que os judeus esperavam era político. O Reino de Deus é espiritual. O reino que os judeus esperavam era nos moldes do glorioso rei Davi. O Reino de Deus é nos moldes do humilhado Rei Jesus. No reino que os judeus esperavam, maior é aquele que tem muitos servos. No Reino de Deus, maior é aquele que serve a todos. Que Reino diferente! É um Reino de ponta a cabeça.

O Reino de Deus é regido apenas pelo dogma do amor. Amor a Deus e amor ao próximo. Amor a Deus que manifesta-se em obediência aos seus mandamentos e amor ao próximo que manifesta-se em serviço sacrificial ao mesmo. Amor. Só amor.

Esse Reino cresce. Cresce sim. Cresce devagar. Cresce muito. Cresce em nós quando, por graça, submetemo-nos a Deus. Quando, por graça, substituímos a autonomia pela dependência. Novamente, quando isso acontece, o seu governo que era de direto passa a ser de fato. Passa a ser semelhante ao princípio de tudo. Aos poucos, o caos vai cedendo espaço a harmonia.

À medida que cresce, o Reino de Deus transforma. Transforma tudo. Transforma doença em saúde, opressão em libertação, poder em serviço, ignorância em conhecimento, ganância em generosidade, acumulação em partilha, injustiça em justiça, violência em paz, tristeza em alegria, ódio em perdão, morte em vida e muito mais... Transforma tudo. Transforma enquanto cresce.

A começar por cada pessoa, transforma a família. Em transformando a família, transforma a sociedade. Em transformando a sociedade, transforma a cultura. Tudo vai sendo transformado. Nada fica de fora. Transforma também a política e a economia. E vai transformando tudo até que toda a criação seja transformada.

O Reino de Deus já está presente entre nós, mas ainda não em sua plenitude. Cabe a nós, a Igreja, a promoção desse Reino. Olhando para nós, todos os seres humanos devem ver o Reino. Somos sua vitrine. Através das nossas ações, eles devem perceber o alcance desse Reino. Somos sua agência.

Finalmente, temos a esperança de ver o Rei Jesus governando não apenas de direito, mas de fato, sobre tudo e sobre todos. Um dia, esse grande Dia chegará. Os mortos ressuscitarão e os vivos serão transformados. Todos compareceremos e prostraremo-nos diante do trono do Rei. Nós que, por graça, submetemo-nos a Jesus estaremos salvos. Nós, os que vivemos a vida regidos pelo dogma do amor. Os que, por sua própria inclinação ao mal, permaneceram rebeldes serão condenados. Na presença do Rei Jesus, que governará de direito e de fato, exatamente como no princípio, nós, os salvos, viveremos por toda a eternidade.

Soli Deo Gloria!

Luiz Felipe Xavier, pela graça, servo do Rei Jesus.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Pré-requisitos para a missão

Pré-requisitos para a missão

Atos 1

26 de janeiro de 2014

Luiz Felipe Xavier

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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Paraíba... bela, de gente boa

Lembro-me que um dos primeiros acordos que Thaís e eu fizemos foi o de viver uma vida simples e de viajar o máximo possível. Depois de seis anos de casados, posso dizer, com alegria, que temos conseguido fazer isso.
Viagens vêm e vão. Algumas marcam mais, outras marcam menos, mas todas marcam. Marcam-nos com doces lembranças.
A viagem à Paraíba veio devagar e foi-se depressa. Posso dizer que chegamos em João Pessoa com poucas expectativas e a deixamos com muita saudade. Que cidade bacana!
É bacana por ser simples. Parece que estamos numa cidade do interior. É bacana por ser pequena. Tudo é muito perto, tão próximo que podemos ir a pé. É bacana por ser acolhedora. Nunca vi um povo tão gente boa quanto o paraibano.
A Paraíba é bela. Tão bela que deixa-nos boquiabertos. O amanhecer no farol, no extremo oriente das Américas, no local onde o Sol nasce primeiro. O centro histórico, com seus casebres multi-coloridos e suas igrejas centenárias. A visita ao projeto Guajiru, prova viva de que com uma boa causa (no caso, as tartarugas) e com boa vontade, muita coisa boa pode ser feita. O passeio de catamarã à Ilha Vermelha, um pedaço do Éden no Brasil. A estada em Cabedelo e no Forte de Santa Catarina, no litoral norte. O entardecer no Rio Paraíba e o belíssimo pôr do Sol, ao som do Bolero de Ravel. A Praia Bela, onde rio e mar se casam, a Praia de Coqueirinhos, eleita a segunda mais bonita do nordeste brasileiro, e a Praia de Tambaba, com suas relaxantes piscinas naturais, no litoral sul. O encontro das praias de Tambaú e Cabo Branco, no meio do agito. E o anoitecer, correndo no calçadão e sendo refrescado pela brisa do mar. Só de lembrar, dá saudade...
Saudade também do nosso guia Jorge, da Luck Receptivos. Gente boa "da gota e da moléstia". Foi ele que tornou todos os nossos passeios sensacionais. Saudade dos funcionários do hotel Village Premium, especialmente da Mileide e da Lays, que sempre recebiam-nos com um sorriso no rosto, e da Lia, que atrapalhava nossa dieta com suas saborosas tapiocas no café da manhã. Saudade do Rodrigo e da sua Penélope Charmosa, uma Toyota Rosa, 4X4, para 15 pessoas. Sem dúvida, o melhor passeio que fizemos. E saudade dos nossos companheiros de viagem e irmãos em Cristo. Foi uma alegria encontrar o Kleber, a Marília e a Cida, da Redê, na Paraíba.
Por fim, quero destacar um fato que marcou-me, profundamente. Em um dos nossos passeios, uma moça disse à Thaís: "Que família maravilhosa a sua! É difícil ver um casal viajando com seus pais e os mesmos se darem tão bem.". Confesso que emocionei-me ao ouvir isso. Sou muito grato a Deus pela vida do meu pai, Luiz Carlos, meu exemplo de serviço, pela vida da minha mãe Marilia, meu exemplo de amor, pela vida do meu sogro-pai Beto, meu exemplo de generosidade, e pela vida da minha sogra-mãe Fátima, meu exemplo de discernimento. Thaís e eu somos gratos a Deus pelos nossos pais e, certamente, a Anne será muito grata a Deus pelos seus avós.
Se Deus quiser, eu quero voltar muitas vezes à Paraíba... bela, de gente boa.
Luiz Felipe Xavier.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Ciclo que se fecha, ciclo que se abre...



Ontem mesmo, 2013 começava... Lembro-me como se fosse hoje. Hoje, 2013 termina. Termina já deixando saudades...

Para mim, tempo é mistério. Será que é ele que passa por nós ou será que somos nós que passamos por ele? Na verdade, eu não sei.

Sei que em 2006, a exatos 7 anos, um ciclo se encerrava em minha vida. De 2007 em diante, dedicaria o melhor do meu tempo à Thaís, com que me casaria. E assim foi. Foi e foi excelente. É excelente.

Hoje, um novo ciclo se encerra. Se Deus quiser, essa será a última virada de ano sem a Anne. De 2014 em diante, nosso melhor tempo será divido com ela. Vai ser... Sei lá como vai ser. Só sei que, independente de como seja, vai ser maravilhoso.

Preciso confessar. Confessar que o meu coração está cheio de expectativa. Expectativa pela Anne. Todavia, também está cheio de temor. Ou seria medo? Não sei. Não sei mesmo, mas acho que é temor.

Temor que me coloca de joelhos diante do Pai. Temor que me faz clamar por ajuda: "Pai, me ensina a ser pai, como pai deve ser.". Temor que, paradoxalmente, me faz confiar que a mesma Graça que me trouxe até aqui me conduzirá até o fim. Até o fim.

Certamente, não irei sozinho, pois sozinho ninguém caminha bem. Irei na companhia de familiares, irmãos na fé e amigos. Pessoas com as quais Deus nos cerca. Cerca de tudo, especialmente de amor.

2013 vai e 2014 vem, ciclo que se fecha e ciclo que se abre. A todos nós, coragem!

Que Deus nos abençoe e que o ano novo seja tudo de bom!

Luiz Felipe Xavier.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Jesus, o Salvador do mundo

O anúncio do nascimento de Jesus é narrado por Mateus e por Lucas da seguinte maneira: “Ela [Maria] dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.”. (Mt. 1:21) “Hoje, na cidade de Davi [Belém], nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor.”. (Lc. 2:11). Celebrar o Natal é celebrar a Jesus, como o Salvador do mundo. Essa salvação se dá em três etapas.
Na primeira etapa, nós já fomos salvos por Jesus da penalidade do pecado. Essa etapa aponta para o passado. Foi por causa dos nossos pecados que Jesus teve que entrar na nossa história. O pecado é a afirmação da nossa vontade, em detrimento da vontade de Deus. Um dia, no Éden, o ser humano, que nos representava, afirmou a sua própria vontade, em detrimento da vontade de Deus. Ou seja, o ser humano pecou e o pecado entrou na história humana. Logo, com o pecado, a morte passou a fazer parte da nossa realidade.
A morte espiritual é a penalidade do pecado, é a perda do relacionamento com Deus. Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, que vivia em relação entre si, nos criou, à sua imagem e semelhança, para que pudéssemos viver em relação com ele. Porém, devido ao pecado, essa relação foi quebrada. Não só essa: também a nossa relação conosco mesmo, com o próximo e com a criação de Deus. Foi por isso que Deus precisou entrar na nossa história e o fez na pessoa de Jesus.
Jesus morreu na cruz em nosso lugar para nos salvar da penalidade do pecado. Agora, todo aquele que nele crê, pode se relacionar bem com Deus, consigo mesmo, com o próximo e com a criação. Assim, Jesus entrando na nossa história é Deus expressando o seu amor por nós. Deus tanto nos amou que deu seu único Filho para morrer na cruz em nosso lugar. A cruz só foi possível por causa do Natal.
Na segunda etapa, nós estamos sendo salvos por Jesus do poder do pecado. Essa etapa aponta para o presente. Jesus nos salvou da penalidade do pecado e, agora, está nos salvando do poder do pecado. Isso significa que todos aqueles que confiaram em Jesus e acertaram seus relacionamentos (com Deus, consigo mesmos, com o próximo e com a criação), continuam lutando contra o poder do pecado.
O pecado não se torna totalmente fraco quando cremos em Jesus. Ele vai se tornando fraco, à medida que discernimos a vontade revelada de Deus, damos razão a Deus e obedecemos a Deus. Isto é, o pecado vai se tornando fraco quando afirmamos a vontade de Deus ao invés de afirmar a nossa própria vontade. Será que isso é algo fácil, algo que conseguimos fazer por nós mesmos? A resposta é: não!
Nós precisamos da graça de Jesus, dia após dia, para lutarmos contra o poder do pecado.
Assim sendo, todo dia, e várias vezes ao dia, nós precisamos suplicar pela graça de Jesus. E quando pecamos? Quando pecamos, também pela graça de Jesus, suplicamos o seu perdão. A boa notícia é que ele nos perdoa e nos ajuda a seguir adiante. Então, uma nova vida, uma vida bonita, só é possível por causa do Natal.
Na terceira etapa, nós seremos salvos por Jesus da presença do pecado. Essa etapa aponta para o futuro. Jesus nos salvou da penalidade do pecado, está nos salvando do poder do pecado e nos salvará da presença do pecado. Porque Jesus morreu e ressuscitou, um dia também morreremos e ressuscitaremos. Quando essa ressurreição acontecer, receberemos um novo corpo, um corpo glorificado.
Nesse corpo glorificado o pecado não mais existirá. Isso significa que, um dia, a nossa luta contra o poder do pecado terá fim. Melhor, terá fim e seremos vitoriosos. Venceremos porque Jesus nos salvará da presença do pecado, dando-nos um corpo glorificado. Portanto, um corpo glorificado, um corpo livre da presença do pecado, só será possível por causa do Natal.
Em geral, o Natal está associado à árvore, ao Papai Noel e aos presentes. Mas, o Natal, de verdade, não é isso. No Natal de verdade, o presépio do Natal torna-se mais importante que a árvore de Natal; Jesus torna-se mais importante que Papai Noel; o presente da salvação torna-se mais importante que qualquer presente que troquemos. Isso é Natal de verdade!
Que a salvação do Salvador nos alcance! Que todos nós tenhamos um excelente Natal!
Luiz Felipe Xavier.
P.S.: Esse texto foi publicado no informativo da Igreja Batista da Redenção.