domingo, 26 de janeiro de 2014

Pré-requisitos para a missão

Pré-requisitos para a missão

Atos 1

26 de janeiro de 2014

Luiz Felipe Xavier

Faça aqui o download da mensagem e esboço.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Paraíba... bela, de gente boa

Lembro-me que um dos primeiros acordos que Thaís e eu fizemos foi o de viver uma vida simples e de viajar o máximo possível. Depois de seis anos de casados, posso dizer, com alegria, que temos conseguido fazer isso.
Viagens vêm e vão. Algumas marcam mais, outras marcam menos, mas todas marcam. Marcam-nos com doces lembranças.
A viagem à Paraíba veio devagar e foi-se depressa. Posso dizer que chegamos em João Pessoa com poucas expectativas e a deixamos com muita saudade. Que cidade bacana!
É bacana por ser simples. Parece que estamos numa cidade do interior. É bacana por ser pequena. Tudo é muito perto, tão próximo que podemos ir a pé. É bacana por ser acolhedora. Nunca vi um povo tão gente boa quanto o paraibano.
A Paraíba é bela. Tão bela que deixa-nos boquiabertos. O amanhecer no farol, no extremo oriente das Américas, no local onde o Sol nasce primeiro. O centro histórico, com seus casebres multi-coloridos e suas igrejas centenárias. A visita ao projeto Guajiru, prova viva de que com uma boa causa (no caso, as tartarugas) e com boa vontade, muita coisa boa pode ser feita. O passeio de catamarã à Ilha Vermelha, um pedaço do Éden no Brasil. A estada em Cabedelo e no Forte de Santa Catarina, no litoral norte. O entardecer no Rio Paraíba e o belíssimo pôr do Sol, ao som do Bolero de Ravel. A Praia Bela, onde rio e mar se casam, a Praia de Coqueirinhos, eleita a segunda mais bonita do nordeste brasileiro, e a Praia de Tambaba, com suas relaxantes piscinas naturais, no litoral sul. O encontro das praias de Tambaú e Cabo Branco, no meio do agito. E o anoitecer, correndo no calçadão e sendo refrescado pela brisa do mar. Só de lembrar, dá saudade...
Saudade também do nosso guia Jorge, da Luck Receptivos. Gente boa "da gota e da moléstia". Foi ele que tornou todos os nossos passeios sensacionais. Saudade dos funcionários do hotel Village Premium, especialmente da Mileide e da Lays, que sempre recebiam-nos com um sorriso no rosto, e da Lia, que atrapalhava nossa dieta com suas saborosas tapiocas no café da manhã. Saudade do Rodrigo e da sua Penélope Charmosa, uma Toyota Rosa, 4X4, para 15 pessoas. Sem dúvida, o melhor passeio que fizemos. E saudade dos nossos companheiros de viagem e irmãos em Cristo. Foi uma alegria encontrar o Kleber, a Marília e a Cida, da Redê, na Paraíba.
Por fim, quero destacar um fato que marcou-me, profundamente. Em um dos nossos passeios, uma moça disse à Thaís: "Que família maravilhosa a sua! É difícil ver um casal viajando com seus pais e os mesmos se darem tão bem.". Confesso que emocionei-me ao ouvir isso. Sou muito grato a Deus pela vida do meu pai, Luiz Carlos, meu exemplo de serviço, pela vida da minha mãe Marilia, meu exemplo de amor, pela vida do meu sogro-pai Beto, meu exemplo de generosidade, e pela vida da minha sogra-mãe Fátima, meu exemplo de discernimento. Thaís e eu somos gratos a Deus pelos nossos pais e, certamente, a Anne será muito grata a Deus pelos seus avós.
Se Deus quiser, eu quero voltar muitas vezes à Paraíba... bela, de gente boa.
Luiz Felipe Xavier.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Ciclo que se fecha, ciclo que se abre...



Ontem mesmo, 2013 começava... Lembro-me como se fosse hoje. Hoje, 2013 termina. Termina já deixando saudades...

Para mim, tempo é mistério. Será que é ele que passa por nós ou será que somos nós que passamos por ele? Na verdade, eu não sei.

Sei que em 2006, a exatos 7 anos, um ciclo se encerrava em minha vida. De 2007 em diante, dedicaria o melhor do meu tempo à Thaís, com que me casaria. E assim foi. Foi e foi excelente. É excelente.

Hoje, um novo ciclo se encerra. Se Deus quiser, essa será a última virada de ano sem a Anne. De 2014 em diante, nosso melhor tempo será divido com ela. Vai ser... Sei lá como vai ser. Só sei que, independente de como seja, vai ser maravilhoso.

Preciso confessar. Confessar que o meu coração está cheio de expectativa. Expectativa pela Anne. Todavia, também está cheio de temor. Ou seria medo? Não sei. Não sei mesmo, mas acho que é temor.

Temor que me coloca de joelhos diante do Pai. Temor que me faz clamar por ajuda: "Pai, me ensina a ser pai, como pai deve ser.". Temor que, paradoxalmente, me faz confiar que a mesma Graça que me trouxe até aqui me conduzirá até o fim. Até o fim.

Certamente, não irei sozinho, pois sozinho ninguém caminha bem. Irei na companhia de familiares, irmãos na fé e amigos. Pessoas com as quais Deus nos cerca. Cerca de tudo, especialmente de amor.

2013 vai e 2014 vem, ciclo que se fecha e ciclo que se abre. A todos nós, coragem!

Que Deus nos abençoe e que o ano novo seja tudo de bom!

Luiz Felipe Xavier.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Jesus, o Salvador do mundo

O anúncio do nascimento de Jesus é narrado por Mateus e por Lucas da seguinte maneira: “Ela [Maria] dará à luz um filho, e você deverá dar-lhe o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.”. (Mt. 1:21) “Hoje, na cidade de Davi [Belém], nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor.”. (Lc. 2:11). Celebrar o Natal é celebrar a Jesus, como o Salvador do mundo. Essa salvação se dá em três etapas.
Na primeira etapa, nós já fomos salvos por Jesus da penalidade do pecado. Essa etapa aponta para o passado. Foi por causa dos nossos pecados que Jesus teve que entrar na nossa história. O pecado é a afirmação da nossa vontade, em detrimento da vontade de Deus. Um dia, no Éden, o ser humano, que nos representava, afirmou a sua própria vontade, em detrimento da vontade de Deus. Ou seja, o ser humano pecou e o pecado entrou na história humana. Logo, com o pecado, a morte passou a fazer parte da nossa realidade.
A morte espiritual é a penalidade do pecado, é a perda do relacionamento com Deus. Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, que vivia em relação entre si, nos criou, à sua imagem e semelhança, para que pudéssemos viver em relação com ele. Porém, devido ao pecado, essa relação foi quebrada. Não só essa: também a nossa relação conosco mesmo, com o próximo e com a criação de Deus. Foi por isso que Deus precisou entrar na nossa história e o fez na pessoa de Jesus.
Jesus morreu na cruz em nosso lugar para nos salvar da penalidade do pecado. Agora, todo aquele que nele crê, pode se relacionar bem com Deus, consigo mesmo, com o próximo e com a criação. Assim, Jesus entrando na nossa história é Deus expressando o seu amor por nós. Deus tanto nos amou que deu seu único Filho para morrer na cruz em nosso lugar. A cruz só foi possível por causa do Natal.
Na segunda etapa, nós estamos sendo salvos por Jesus do poder do pecado. Essa etapa aponta para o presente. Jesus nos salvou da penalidade do pecado e, agora, está nos salvando do poder do pecado. Isso significa que todos aqueles que confiaram em Jesus e acertaram seus relacionamentos (com Deus, consigo mesmos, com o próximo e com a criação), continuam lutando contra o poder do pecado.
O pecado não se torna totalmente fraco quando cremos em Jesus. Ele vai se tornando fraco, à medida que discernimos a vontade revelada de Deus, damos razão a Deus e obedecemos a Deus. Isto é, o pecado vai se tornando fraco quando afirmamos a vontade de Deus ao invés de afirmar a nossa própria vontade. Será que isso é algo fácil, algo que conseguimos fazer por nós mesmos? A resposta é: não!
Nós precisamos da graça de Jesus, dia após dia, para lutarmos contra o poder do pecado.
Assim sendo, todo dia, e várias vezes ao dia, nós precisamos suplicar pela graça de Jesus. E quando pecamos? Quando pecamos, também pela graça de Jesus, suplicamos o seu perdão. A boa notícia é que ele nos perdoa e nos ajuda a seguir adiante. Então, uma nova vida, uma vida bonita, só é possível por causa do Natal.
Na terceira etapa, nós seremos salvos por Jesus da presença do pecado. Essa etapa aponta para o futuro. Jesus nos salvou da penalidade do pecado, está nos salvando do poder do pecado e nos salvará da presença do pecado. Porque Jesus morreu e ressuscitou, um dia também morreremos e ressuscitaremos. Quando essa ressurreição acontecer, receberemos um novo corpo, um corpo glorificado.
Nesse corpo glorificado o pecado não mais existirá. Isso significa que, um dia, a nossa luta contra o poder do pecado terá fim. Melhor, terá fim e seremos vitoriosos. Venceremos porque Jesus nos salvará da presença do pecado, dando-nos um corpo glorificado. Portanto, um corpo glorificado, um corpo livre da presença do pecado, só será possível por causa do Natal.
Em geral, o Natal está associado à árvore, ao Papai Noel e aos presentes. Mas, o Natal, de verdade, não é isso. No Natal de verdade, o presépio do Natal torna-se mais importante que a árvore de Natal; Jesus torna-se mais importante que Papai Noel; o presente da salvação torna-se mais importante que qualquer presente que troquemos. Isso é Natal de verdade!
Que a salvação do Salvador nos alcance! Que todos nós tenhamos um excelente Natal!
Luiz Felipe Xavier.
P.S.: Esse texto foi publicado no informativo da Igreja Batista da Redenção.

domingo, 24 de novembro de 2013

Jesus nos conhece e nos ajuda

Jesus nos conhece e nos ajuda

Mateus 27:1-66

24 de novembro de 2013

Luiz Felipe Xavier

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Queremos mais! Queremos ser igreja de Jesus!

Recentemente, o @G1, perfil da Globo no Twitter, veiculou uma reportagem com o seguinte título: “‘Culto’ para ateus reúne centenas de pessoas em Los Angeles, nos EUA”. Interessado nesse título, li a reportagem. Em síntese, ela dizia que os encontros desse tipo misturam muita música, momentos de reflexão, “palestra inspiradora” e comédia tipo stand up. Tudo isso com o objetivo de criar o clima de uma congregação, sem o peso da religião. No final, voluntários passam caixas de papelão e recolhem doações. De acordo com Sanderson Jones e Pippa Evans, os fundadores, essas doações são destinadas a abertura de novas congregações, nos mesmos moldes, ao redor do mundo. Impulsionado pelas redes sociais, esse movimento, que teve início há alguns meses no Reino Unido, agora chega aos Estados Unidos, à Austrália e a outros países do mundo.
O que essas pessoas estão querendo? Ou seria “gritando”? Essas pessoas querem comunhão. Querem comunhão porque se encontram. Elas são capazes de sair do mundo virtual e entrar no mundo real só para um encontro. Essas pessoas querem emoção. Querem emoção porque gostam de muita música. A música toca profundamente as nossas emoções. Essas pessoas querem reflexão. Querem reflexão porque têm momentos para isso. Ao que parece, são momentos, porque as reflexões são curtas. Na “era dos 140 caracteres”, reflexões longas tornam-se quase insuportáveis. Essas pessoas querem inspiração. Querem inspiração porque param para ouvir uma palavra que gere isso. A inspiração é necessária para viver a vida. Essas pessoas querem diversão. Querem diversão porque há espaço para a comédia (os próprios fundadores são comediantes). Diante da dor da vida, só lhes resta a anestesia do riso. Essas pessoas querem tudo isso.
E nós, o que queremos? Queremos comunhão sim, e mais, queremos comunidade. A comunhão é marcada pelo encontro. A comunidade é marcada pela vida. Não queremos apenas encontrar os irmãos, queremos compartilhar as nossas vidas com eles. Queremos emoção sim, e mais, queremos consciência. A emoção é para nosso bem estar. A consciência é para o nosso caminhar. Não queremos apenas estar bem, queremos caminhar seguros. Queremos reflexão sim (muito mais profunda por sinal), e mais, queremos ação. A reflexão é a compreensão do mundo a nossa volta. A ação é aquilo que o transforma. Não queremos apenas conhecer o mundo, queremos transformá-lo. Queremos inspiração sim, e mais, queremos esperança. A inspiração é o que nos faz caminhar. A esperança é o que nos mantém caminhando. Não queremos apenas começar a caminhada, queremos seguir caminhando até o fim. Queremos diversão sim, e mais, queremos compaixão. A diversão nos distrai. A compaixão nos foca. Não queremos apenas nos alegrar com os que estão alegres, queremos chorar com os que choram.
Ao que parece, o desejo apenas por comunhão, emoção, reflexão, inspiração e diversão é legítimo, mas fugaz. Comunhão que não desemboque em comunidade, emoção que não produza consciência, reflexão que não leve à ação, inspiração que não se alimente de esperança e diversão que não se lembre da compaixão não satisfazem a alma humana plenamente. Mais cedo ou mais tarde ela sentirá necessidade de algo a mais.
É exatamente diante dessa necessidade por algo a mais que a igreja de Jesus se torna ainda mais relevante. Entre muitas outras coisas, a igreja de Jesus tem o poder de unir comunhão e comunidade, emoção e consciência, reflexão e ação, inspiração e esperança, diversão e compaixão. No ambiente e na ambiência da igreja de Jesus a alma humana se satisfaz plenamente. Isso porque a igreja é o corpo de Cristo, corpo daquele que a tudo enche. Enche de amor, de graça, de misericórdia, de perdão, de generosidade, de serviço, de justiça, de paz, de alegria e de muito mais.
Por fim, a minha oração é para que sejamos igreja de Jesus como igreja de Jesus deve ser. E, para tal, que ele nos conceda a sua graça!
Luiz Felipe Xavier.
P.S.: Esse texto foi publicado no informativo da Igreja Batista da Redenção.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O amor e o sentido da vida

O ser humano, de modo geral, é um ser que busca realização pessoal. Alguns pensam que se fizerem se realização; buscam fazer para ser. Outros pensam que se tiverem se realizarão; buscam ter para ser. Outros ainda pensam que se conhecerem se realizarão; buscam conhecer para ser. E por aí vai... No fundo, o que o ser humano busca é algo que realize o seu ser, algo que dê sentido à sua vida.
Refletindo sobre essa busca de todo ser humano, busca que também é minha, lembro-me do novo mandamento que Jesus deu aos seus discípulos: “(...) Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros. (...)” (Jo. 13:34-35).
Por meio desse mandamento, Jesus está propondo o estilo de vida e a identidade dos discípulos. Assim como ele nos amou, nós devemos amar uns aos outros. O amor deve ser o nosso estilo de vida. E quando o nosso estilo de vida for o amor todos saberão que nós somos discípulos de Jesus. Além de ser o nosso estilo de vida, o amor é também deve ser a nossa identidade.
Lembro-me também do convite que Jesus fez aos seus discípulos: (...) “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará. Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou o que o homem poderia dar em troca da sua alma? (...) (Mc. 8:34-37).
Nesses versos, Jesus fala sobre o custo do discipulado e sobre o propósito do discipulado. O custo do discipulado é negar-se a si mesmo, tomar a cruz e seguir. É submeter-se à vontade de Jesus, discernir a vocação de Jesus e seguir os passos de Jesus. O propósito do discipulado é perder a vida para salvá-la. Perder a vida é gastar a vida por causa de Jesus e do Evangelho. Mas, quem está disposto a gastar a vida por causa de Jesus e do Evangelho? Somente aqueles que são identificados pelo amor como estilo de vida. Perder a vida por causa de Jesus e do Evangelho é viver para amar a Deus, em obediência, e ao próximo, em serviço. Jesus perdeu a vida para salvá-la e nos convida a fazer o mesmo. Logo, ao que parece, só o amor realiza o ser e dá sentido à vida.
Paremos um pouco e pensemos... Pensemos nos momentos quando nós perdemos de vista os nossos próprios interesses e servimos ao próximo. Num primeiro momento, nós não sentimos nenhum prazer nisso, afinal de contas, estamos nos esquecendo pelo outro. Mas, num segundo momento, depois de gastar a nossa vida em serviço ao próximo, nos sentimos totalmente realizados. Sentimos que o amor manifesto ao outro realiza o nosso ser e dá sentido à nossa vida. É como diz Eugene Peterson: “Se eu esquecer de mim mesmo e voltar-me para Deus, encontrarei a mim mesmo e a ele.”. Penso que isso acontece porque, quando amamos, nos identificamos, radicalmente, com o nosso amado Jesus.
Portanto, quem se diz discípulo não deve buscar a realização do ser e o sentido da vida no fazer, no ter ou no conhecer, mas no amar. Isso porque só amor realiza o ser e dá sentido à vida. É simples assim! Se é simples assim, que peçamos, com simplicidade, a graça de Jesus, que leva-nos a amar a Deus e ao nosso próximo. Que assim seja!

Luiz Felipe Xavier

Esse texto foi publicado na revista Ultimato, no. 343.