domingo, 28 de junho de 2015

Integridade

Integridade

Gênesis 37 a 50

28 de junho de 2015

Luiz Felipe Xavier

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domingo, 14 de junho de 2015

Ressonâncias de um FTLiano...

De acordo com René Padilla, FTLiano é uma pessoa que faz parte da Fraternidade Teológica Latino-Americana.

Há uma semana, na cidade de São Paulo, aconteceu a Consulta Continental comemorativa de 45 anos da FTL. O aspecto mais relevante dessas consultas é o reencontro dos amigos de caminhada. Além de reencontrá-los, podemos ouvi-los, o que sem dúvida é muito enriquecedor. Como uma das maiores riquezas da FTL é a não uniformidade teológica, sempre que nos reunimos, precisamos colocar em prática o que Paulo nos ensinou em 1 Tessalonicenses 5:21: “(...) julgai todas as coisas, retende o que é bom (...). Este ensino do apóstolo é enfatizado na chamada “Regra Inaciana”, que diz: “Para que tanto aquele que dá os exercícios espirituais como o exercitante mais se ajudem e aproveitem, há de se pressupor que todo bom cristão deve estar mais pronto a salvar a proposição do próximo do que a condená-la; e se a entende mal, corrija-a com amor. Caso tal não bastar, recorra a todos os meios convenientes para que, bem entendida, seja salva.”. É exatamente com este espírito de salvar, mais que de condenar, que quero compartilhar as minhas ressonâncias sobre a Consulta Continental da FTL. Para tal, o farei destacando o que mais me enriqueceu. Não citarei quem falou o que para tornar a leitura mais fluida.

A FTL nasce no ceio do movimento estudantil na América Latina. Entre os seus objetivos destacam-se a reflexão bíblica, a atenção ao contexto e a ação pastoral-missional. Quando os pastores-teológos da FTL se encontravam sempre tinha uma mesa posta e vários textos para reflexão. Logo, a Teologia da Missão Integral é gestada por muita produção textual e por muita discussão fraterna. Digno de nota é que os seus primeiros líderes eram pessoas sábias e experientes, simples e acessíveis.

A Teologia da Missão Integral, mais do que uma teologia, é uma missiologia. É uma missiologia que chama um povo à obediência da fé. Ela não é uma reflexão sobre Deus, numa perspectiva metafísica, mas é uma reflexão a respeito da práxis da Igreja, numa perspectiva missiológica. Assim, em seus primórdios, ao invés de dialogar com a filosofia, ela preferiu dialogar com as ciências sociais. Esse diálogo a levou a considerar sempre o contexto, tanto do leitor atual como do autor original do texto sagrado. Ela entendeu bem cedo que para ser relevante precisava ser contextual. Isso porque, como afirma Frei Beto, “a cabeça pensa onde estão os pés”.

A Teologia da Missão Integral tem como seu fundamento último a Bíblia Sagrada. Desde o início, ela procurou abrir o Livro para fazer uma teologia desempacotada. A Palavra de Deus é que tinha autoridade para julgar a realidade, não o contrário. Assim sendo, em sua leitura contextual das Escrituras, a Teologia da Missão Integral tomou o Reino de Deus como sua chave hermenêutica. Este Reino foi proclamado por Jesus Cristo aos pobres da Galiléia. Por estes, aquele fez uma opção preferencial, não exclusiva e absoluta. Tal opção foi marcada por um serviço desinteressado e por uma convocação aos seus discípulos para fazer o mesmo.

Com o passar do tempo, a Teologia da Missão Integral começou a dialogar com outras ciências e a ocupar-se com diversos temas. Dentre esses temas, alguns se destacam. Primeiro, o tema da negritude. Penso que estamos sendo desafiados a romper com uma ordem social pigmentocrática. Segundo, o tema da sexualidade. Considero que estamos sendo desafiados a manter os valores da família original, tais como heterossexualidade, monogamia e intenção de permanência. Terceiro, o tema da criança. Acho que estamos sendo desafiados a nos indignar frente à exclusão das crianças, estas que são as principais vítimas da desigualdade social que nos acomete. Quarto, o tema do meio ambiente. Penso que estamos sendo desafiados a aprender com os índios sobre sustentabilidade, e a resistir a um modelo civilizatório predador e consumista. Quinto, o tema da diáspora. Considero que estamos sendo desafiados a abraçar, não a excluir, os estrangeiros-imigrantes que chegam no nosso país. Sexto, o tema dos pentecostalismos. Acho que estamos sendo desafiados a redescobrir as dimensões da mística e da experiência na vida cristã. Sétimo, o tema dos chamados “desigrejados”. Penso que estamos sendo desafiados a viver uma espiritualidade comunitária, uma espiritualidade que seja terapêutica àqueles que sofreram e sofrem traumas religiosos. Oitavo, o tema do diálogo inter-religioso. Considero que estamos sendo desafiados a crescer na compreensão de que o diálogo se dá a partir da afirmação da nossa identidade, não da negação da mesma. Nono, o tema da globalização sócio-político-econômica. Acho que estamos sendo desafiados a desenvolver uma ética social que leve em consideração os princípios da Revelação de Deus. De tudo que ouvi e julguei, isto foi parte do que retive de bom.

Porém, apesar de tudo isso, não posso deixar de fazer algumas críticas. Sinto-me à vontade para fazê-lo porque o faço de dentro. Na programação, em geral, senti falta de algo que sempre esteve presente em nossas consultas: devocionais e orações. Lemos a Bíblia e oramos muito pouco. Isso comprometeu parte do discernimento, da relativização e da denúncia do nosso próprio contexto, o que sempre foi muito caro à FTL e à Teologia da Missão Integral.

Por fim, ressalto dois importantes momentos. Ao longo da nossa consulta, tivemos a oportunidade de homenagear três dos chamados “pais” da Teologia da Missão Integral: René Padilla, Samuel Escobar e Pedro Arana. Sou grato a Deus pela vida e ministério destes preciosos irmãos. No fim da nossa consulta, aconteceu a eleição da nova diretoria da FTL-B. A diretoria da qual eu fiz parte foi substituída por uma nova. Na pessoa do David Mesquiati, nosso novo presidente, peço a Deus que abençoe esta nova diretoria. Que ela desfrute da mesma fraternidade que a diretoria passada desfrutou. Também sou grato a Deus pela vida do Lyndon, do Carlinhos, da Lucy, do Silvério e do Robinson, pessoas com quem tive o privilégio de conviver nestes últimos três anos. O que aprendi com eles, eu guardarei em meu coração.

A minha oração é que a boa mão de graça do Senhor permaneça sempre sobre a nossa querida FTL!

Luiz Felipe Xavier.

domingo, 3 de maio de 2015

Provados e aprovados

Provados e aprovados

Gênesis 22:1-19

03 de maio de 2015

Luiz Felipe Xavier

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domingo, 12 de abril de 2015

Piedade num mundo ímpio

Piedade num mundo ímpio

Gênesis 12 a 14

12 de abril de 2015

Luiz Felipe Xavier

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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Criação e cultura

Gênesis 1 é o primeiro capítulo da Bíblia. O grande tema desse capítulo é a criação de Deus. É interessante notar que a Escritura Sagrada começa e termina com a criação de Deus. Ela começa com “No princípio, Deus criou os céus e a terra” (Gn. 1:1) e termina com “(...) vi um novo céu e uma nova terra.” (Ap. 21:1). Logo, Deus é o Criador de tudo o que existe e existirá.
Em Gênesis 1:1-2:3, descobrimos 3 verdades sobre a criação de Deus. A primeira verdade sobre a criação é que Deus cria tudo que existe. “No princípio Deus criou os céus e a terra” (Gn. 1:1). No princípio é quando não há nada. Se é quando não há nada, Deus cria a partir do nada. Só ele cria a partir do nada. Assim, está pressuposto que Deus existe e que ele é eterno. O Deus que cria é Elohim. A palavra Elohim é um substantivo, no plural. Assim sendo, o Deus que cria é a Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo. O Pai fala, o Filho executa e o Espírito Santo dinamiza. Mas, quando Deus cria, o verbo utilizado é bara. Esse verbo está no singular. Aqui encontramos um problema, pois a tradução literal do texto original seria: No princípio, Deuses criou. A partir do que foi dito acima, a solução para esse problema é a compreensão trinitária de Deus – um só Deus, que é três pessoas. Então, quando não havia nada, a Trindade cria os céus e a terra. Ou seja, cria todas as coisas.
A segunda verdade sobre a criação é que Deus ordena tudo o que cria. “Era a terra [criada] sem forma e vazia.” (Gn. 1:2). Era sem forma definida e desabitada. Em 6 dias, Deus ordena o caos na terra. A Bíblia não diz, claramente, se esses 6 dias são dias de 24 horas ou eras de tempo indeterminado. Porém, de uma coisa podemos ter certeza: a descrição da criação é poética. Deus cria dando forma ao que não tem forma e enchendo o que está vazio. No primeiro dia, ele cria a luz e separa a luz das trevas; no quarto dia, Deus cria os luzeiros do dia e da noite. No segundo dia, ele cria o céu e separa águas de baixo das águas de cima; no quinto dia, Deus cria os seres das águas e dos ares. No terceiro dia, ele separa as águas da terra seca; no sexto, Deus cria os seres da terra e, especialmente, os seres humanos. No sétimo e último dia, ele descansa. Vale ressaltar que tudo que Deus faz é bom e o ser humano é muito bom.
A terceira e última verdade é que Deus estabelece um responsável por tudo que ordena. “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gn. 1:27). Deus é uma família – Pai, Filho e Espírito Santo – e, quando cria à sua imagem, cria uma família – homem e mulher. Consequentemente, o ser humano à imagem de Deus é o casal. Assim como no mundo antigo a imagem de um rei representava esse rei num território conquistado, o ser humano criado à imagem de Deus representa Deus na terra – daqui nasce o conceito de imago Dei. O fato do ser humano ter sido criado à imagem de Deus confere-lhe dignidade. O texto segue, dizendo: “Deus os abençoou, e lhes disse [ao homem e à mulher]: “Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra.”.” (Gn. 1:28). Esse verso é conhecido como “mandato cultural”. Simplificando, “mandato cultural” é a ordem dada por Deus ao ser humano de cuidar e desenvolver a criação. Sobre esse mandato, Charles Colson declara: “(...) até o sexto dia, Deus fez todo o trabalho da Criação diretamente. Mas, agora cria os primeiros seres humanos e os ordena a levar adiante de onde deixou.”. Na mesma linha, John Stott deixa claro que: ““Natureza” é o que Deus nos dá; “cultura” é o que nós fazemos com ela.”. Por fim, de acordo com René Padilla, “Esta é a base da mordomia responsável no uso e cuidado dos recursos naturais e também para o desenvolvimento científico e tecnológico, não em função do crescimento econômico, mas sim como o meio de cumprir o propósito de Deus para sua criação e, assim, dar glória ao Criador.”. Portanto, o fato do ser humano ter recebido o “mandato cultural” confere-lhe responsabilidade.
Que Deus nos ajude a cumprir o “mandato cultural” na sua criação!
Luiz Felipe Xavier.

domingo, 8 de março de 2015

Havia uma árvore no meio do jardim...

Havia uma árvore no meio do jardim...

Gênesis 3:1-25

08 de março de 2015

Luiz Felipe Xavier

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domingo, 1 de fevereiro de 2015

A criação de Deus

A criação de Deus

Gênesis 1:1-2:3

01 de fevereiro de 2015

Luiz Felipe Xavier

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