segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Queremos mais! Queremos ser igreja de Jesus!

Recentemente, o @G1, perfil da Globo no Twitter, veiculou uma reportagem com o seguinte título: “‘Culto’ para ateus reúne centenas de pessoas em Los Angeles, nos EUA”. Interessado nesse título, li a reportagem. Em síntese, ela dizia que os encontros desse tipo misturam muita música, momentos de reflexão, “palestra inspiradora” e comédia tipo stand up. Tudo isso com o objetivo de criar o clima de uma congregação, sem o peso da religião. No final, voluntários passam caixas de papelão e recolhem doações. De acordo com Sanderson Jones e Pippa Evans, os fundadores, essas doações são destinadas a abertura de novas congregações, nos mesmos moldes, ao redor do mundo. Impulsionado pelas redes sociais, esse movimento, que teve início há alguns meses no Reino Unido, agora chega aos Estados Unidos, à Austrália e a outros países do mundo.
O que essas pessoas estão querendo? Ou seria “gritando”? Essas pessoas querem comunhão. Querem comunhão porque se encontram. Elas são capazes de sair do mundo virtual e entrar no mundo real só para um encontro. Essas pessoas querem emoção. Querem emoção porque gostam de muita música. A música toca profundamente as nossas emoções. Essas pessoas querem reflexão. Querem reflexão porque têm momentos para isso. Ao que parece, são momentos, porque as reflexões são curtas. Na “era dos 140 caracteres”, reflexões longas tornam-se quase insuportáveis. Essas pessoas querem inspiração. Querem inspiração porque param para ouvir uma palavra que gere isso. A inspiração é necessária para viver a vida. Essas pessoas querem diversão. Querem diversão porque há espaço para a comédia (os próprios fundadores são comediantes). Diante da dor da vida, só lhes resta a anestesia do riso. Essas pessoas querem tudo isso.
E nós, o que queremos? Queremos comunhão sim, e mais, queremos comunidade. A comunhão é marcada pelo encontro. A comunidade é marcada pela vida. Não queremos apenas encontrar os irmãos, queremos compartilhar as nossas vidas com eles. Queremos emoção sim, e mais, queremos consciência. A emoção é para nosso bem estar. A consciência é para o nosso caminhar. Não queremos apenas estar bem, queremos caminhar seguros. Queremos reflexão sim (muito mais profunda por sinal), e mais, queremos ação. A reflexão é a compreensão do mundo a nossa volta. A ação é aquilo que o transforma. Não queremos apenas conhecer o mundo, queremos transformá-lo. Queremos inspiração sim, e mais, queremos esperança. A inspiração é o que nos faz caminhar. A esperança é o que nos mantém caminhando. Não queremos apenas começar a caminhada, queremos seguir caminhando até o fim. Queremos diversão sim, e mais, queremos compaixão. A diversão nos distrai. A compaixão nos foca. Não queremos apenas nos alegrar com os que estão alegres, queremos chorar com os que choram.
Ao que parece, o desejo apenas por comunhão, emoção, reflexão, inspiração e diversão é legítimo, mas fugaz. Comunhão que não desemboque em comunidade, emoção que não produza consciência, reflexão que não leve à ação, inspiração que não se alimente de esperança e diversão que não se lembre da compaixão não satisfazem a alma humana plenamente. Mais cedo ou mais tarde ela sentirá necessidade de algo a mais.
É exatamente diante dessa necessidade por algo a mais que a igreja de Jesus se torna ainda mais relevante. Entre muitas outras coisas, a igreja de Jesus tem o poder de unir comunhão e comunidade, emoção e consciência, reflexão e ação, inspiração e esperança, diversão e compaixão. No ambiente e na ambiência da igreja de Jesus a alma humana se satisfaz plenamente. Isso porque a igreja é o corpo de Cristo, corpo daquele que a tudo enche. Enche de amor, de graça, de misericórdia, de perdão, de generosidade, de serviço, de justiça, de paz, de alegria e de muito mais.
Por fim, a minha oração é para que sejamos igreja de Jesus como igreja de Jesus deve ser. E, para tal, que ele nos conceda a sua graça!
Luiz Felipe Xavier.
P.S.: Esse texto foi publicado no informativo da Igreja Batista da Redenção.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O amor e o sentido da vida

O ser humano, de modo geral, é um ser que busca realização pessoal. Alguns pensam que se fizerem se realização; buscam fazer para ser. Outros pensam que se tiverem se realizarão; buscam ter para ser. Outros ainda pensam que se conhecerem se realizarão; buscam conhecer para ser. E por aí vai... No fundo, o que o ser humano busca é algo que realize o seu ser, algo que dê sentido à sua vida.
Refletindo sobre essa busca de todo ser humano, busca que também é minha, lembro-me do novo mandamento que Jesus deu aos seus discípulos: “(...) Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros. (...)” (Jo. 13:34-35).
Por meio desse mandamento, Jesus está propondo o estilo de vida e a identidade dos discípulos. Assim como ele nos amou, nós devemos amar uns aos outros. O amor deve ser o nosso estilo de vida. E quando o nosso estilo de vida for o amor todos saberão que nós somos discípulos de Jesus. Além de ser o nosso estilo de vida, o amor é também deve ser a nossa identidade.
Lembro-me também do convite que Jesus fez aos seus discípulos: (...) “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa e pelo evangelho, a salvará. Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou o que o homem poderia dar em troca da sua alma? (...) (Mc. 8:34-37).
Nesses versos, Jesus fala sobre o custo do discipulado e sobre o propósito do discipulado. O custo do discipulado é negar-se a si mesmo, tomar a cruz e seguir. É submeter-se à vontade de Jesus, discernir a vocação de Jesus e seguir os passos de Jesus. O propósito do discipulado é perder a vida para salvá-la. Perder a vida é gastar a vida por causa de Jesus e do Evangelho. Mas, quem está disposto a gastar a vida por causa de Jesus e do Evangelho? Somente aqueles que são identificados pelo amor como estilo de vida. Perder a vida por causa de Jesus e do Evangelho é viver para amar a Deus, em obediência, e ao próximo, em serviço. Jesus perdeu a vida para salvá-la e nos convida a fazer o mesmo. Logo, ao que parece, só o amor realiza o ser e dá sentido à vida.
Paremos um pouco e pensemos... Pensemos nos momentos quando nós perdemos de vista os nossos próprios interesses e servimos ao próximo. Num primeiro momento, nós não sentimos nenhum prazer nisso, afinal de contas, estamos nos esquecendo pelo outro. Mas, num segundo momento, depois de gastar a nossa vida em serviço ao próximo, nos sentimos totalmente realizados. Sentimos que o amor manifesto ao outro realiza o nosso ser e dá sentido à nossa vida. É como diz Eugene Peterson: “Se eu esquecer de mim mesmo e voltar-me para Deus, encontrarei a mim mesmo e a ele.”. Penso que isso acontece porque, quando amamos, nos identificamos, radicalmente, com o nosso amado Jesus.
Portanto, quem se diz discípulo não deve buscar a realização do ser e o sentido da vida no fazer, no ter ou no conhecer, mas no amar. Isso porque só amor realiza o ser e dá sentido à vida. É simples assim! Se é simples assim, que peçamos, com simplicidade, a graça de Jesus, que leva-nos a amar a Deus e ao nosso próximo. Que assim seja!

Luiz Felipe Xavier

Esse texto foi publicado na revista Ultimato, no. 343.

domingo, 20 de outubro de 2013

Da religiosidade falsa à espiritualidade verdadeira

Da religiosidade falsa à espiritualidade verdadeira

Mateus 23:1-12

20 de outubro de 2013

Luiz Felipe Xavier

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domingo, 15 de setembro de 2013

Nossa identidade no Reino de Deus

Nossa identidade no Reino de Deus

Mateus 20

15 de setembro de 2013

Luiz Felipe Xavier

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domingo, 18 de agosto de 2013

Espiritualidade equilibrada

Espiritualidade equilibrada

Mateus 17:1-23

18 de agosto de 2013

Luiz Felipe Xavier

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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Acolhendo o Reino no coração

No capítulo 13 de Mateus, Jesus conta 7 parábolas. Parábola é uma estória contada, com elementos da vida cotidiana, para ilustrar um princípio espiritual. Logo, para interpretarmos uma parábola, precisamos buscar seu princípio espiritual geral, sem dar atenção aos detalhes particulares.
As 7 parábolas de Mateus 13 são sobre o Reino de Deus. Reino de Deus é o governo ou reinado de Deus. Esse governo ou reinado de Deus já começou, mas ainda não é pleno. Ele começou com o ministério de Jesus na terra. Assim, Jesus é o Rei do Reino e tudo o que ele faz sinaliza a presença do Reino. Na era presente, esse Reino é espiritual, apenas sobre a vida daqueles que submetem-se a ele. Ele está presente quando a realidade está sujeita à vontade de Deus.
O Reino de Deus pode ser notado por algumas marcas como, por exemplo, perdão, justiça, paz, alegria, saúde, liberdade, conhecimento, provisão, segurança, vida e etc.. O arrependimento dos pecados e a fé na pessoa e obra de Jesus são a porta de entrada no Reino de Deus. Esse Reino transforma vidas e realidades, e tem a Igreja como agência e vitrine. No futuro, ele será físico, sobre toda a criação.
Por que Jesus usou parábolas para contar sobre o Reino de Deus? Porque as parábolas revelam aos súditos do Reino os mistérios desse Reino. Biblicamente, mistérios são realidades que estavam ocultas, desde os tempos eternos, e que, agora, estão reveladas. Desvendemos, juntos, o primeiro dos 7 mistérios do Reino de Deus, descritos em Mateus 13.
O primeiro mistério é que o Reino de Deus deve ser acolhido. Esse é o mistério revelado pela parábola dos quatro tipos de solo (Mt. 13:1-9, 16-23). Jesus diz que o semeador saiu a semear. Parte da semente caiu à beira do caminho. Porém, as aves vieram e a comeram. Esse primeiro tipo de solo ilustra alguém que ouve a mensagem do Reino e não a entende. Assim sendo, o Maligno vem e arranca o que foi semeado em seu coração. Parte da semente caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra, e logo brotou, porque a terra não era profunda. Todavia, quando saiu o sol, as plantas se queimaram e secaram, porque não tinham raiz. Esse segundo tipo de solo ilustra aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria. Contudo, visto que não tem raiz em si mesmo, permanece por pouco tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandona. Parte da semente caiu no meio dos espinhos, que cresceram e sufocaram as plantas. Esse terceiro tipo de solo ilustra aquele que ouve a palavra, entretanto, a preocupação desta vida e o engano das riquezas a sufocam, tornando-a infrutífera. Por fim, parte da semente caiu em boa terra, e deu boa colheita, a cem, sessenta e trinta por um. Esse quarto e último tipo de solo ilustra aquele que ouve a palavra e a entende, e dá uma colheita de cem, sessenta e trinta por um.
Qual é o princípio espiritual que essa parábola nos ensina? Ensina-nos que o Reino de Deus está entre nós e precisa ser acolhido no coração. Ou seja, diante da mensagem do Reino de Deus, podemos ter duas posturas: de acolhimento ou de rejeição.
Então, a grande pergunta que precisamos responder é a seguinte: Como podemos acolher a mensagem do Reino de Deus? A resposta a essa pergunta tem uma dimensão negativa e outra positiva. Negativamente, não tendo um coração duro, suscetível ao assalto do Maligno. Precisamos pedir a Deus que are a terra do nosso coração para receber a boa semente da sua Palavra. Não tendo também um coração raso, que abandona a mensagem quando vem a tribulação ou a perseguição. Precisamos saber que a submissão a Jesus não é garantia de vida tranquila sobre a terra, pois tribulação e perseguição podem vir sobre todos nós. Não tendo ainda um coração tomado pela preocupação da vida e pelo engano das riquezas. Precisamos resistir tanto à ansiedade quanto à ganância, pois elas têm o poder de sufocar a Palavra em nossos corações.
Positivamente, podemos acolher a mensagem do Reino de Deus tendo um coração preparado. Um coração preparado é um coração que aprende a mensagem para praticá-la. Esse um coração que dá fruto. Fruto da mensagem é prática da mensagem. Para que o nosso coração seja frutífero, precisamos negar a nós mesmos, dar razão a Jesus e agir segundo a sua palavra. Nesse processo, o Reino cresce em nós, para dentro de nós, porque submetemo-nos, totalmente, ao Rei Jesus.
Que acolhamos o Reino de Deus no coração!
Luiz Felipe Xavier.
Esse texto foi publicado no informativo da Igreja Batista da Redenção.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Belíssima Bariloche...

Para mim e, especialmente, para a Thaís, 2013 está sendo um ano maravilhoso, mas muito cansativo. Logo, esperávamos muito por estas férias. Finalmente, elas chegaram! Como precisávamos de descanso, decidimos viajar para Bariloche e Buenos Aires, nesta ordem.
Bariloche, na Patagônia Argentina, é uma cidade bela, ou melhor, belíssima. À frente, lago; atrás, montanhas. Belíssima Bariloche... Partindo do chamado Centro Cívico, uma avenida de 25 Km. corta a cidade, até chegar ao famoso Hotel Llao Llao. Se mudarmos a perspectiva, à esquerda, montanhas; à direita, lago. Belíssima Bariloche... Ficamos hospedados no Rochester Hotel, no Km. 7. Excelente hotel! Recomendamos a todos, especialmente aqueles que desejam descansar.
Nos cinco dias ali, visitamos o Centro Cívico (cortado pela Mitre, uma rua onde encontram-se várias cafeterias e chocolaterias), o Cerro Otto (uma montanha onde, no cume, há uma tradicional confeitaria giratória e uma pequena estação de esqui), o Museu do Chocolate (da conhecida Havana), o Cerro Catedral (uma serra coberta de neve, onde situa-se a maior estação de esqui da Argentina e a segunda maior da América Latina), o Cerro Campanario (a mais discreta das principais montanhas e de onde tem-se a mais bela vista de Bariloche), o Hotel Llao Llao (o mais bonito que já entrei) e a Catedral (numa praça, no centro cívico, de frente para o lago). Certamente, quando voltarmos à Bariloche, ainda teremos muitos lugares a visitar.
Desses dias, faço um destaque duplo. Primeiro, me alegrei, vendo a alegria da Thaís em esquiar. Há muito ela queria fazer isso, novamente. Thaís parecia criança quando ganha brinquedo novo. Como eu sou medroso, não esquiei. Enquanto ela descia e subia, eu fotografava e lia. Segundo, me alegrei, convivendo com o casal Antônio e Manuela. Que casal precioso! Nós os conhecemos na chegada, ainda no aeroporto. Eles nos convidaram para um jantar num restaurante maravilhoso, chamado Alto el Fuego. Em torno da mesa, saboreamos uma deliciosa carne e batemos um agradável papo.
Por fim, em Bariloche tive um tempo de reflexão. Dentre outras coisas, refleti muito sobre a realização pessoal no trabalho... refleti sobre a necessidade do descanso... e refleti sobre o desejo pela vida simples... No trabalho nos doamos às pessoas e à criação de Deus... no descanso nos refazemos para o trabalho... e na vida simples nos realizamos, integralmente. Que Deus me ajude a trabalhar, a descansar e a viver uma vida simples!
Das 352 fotos que tirei, 52 estão no meu Facebook.
Luiz Felipe Xavier.
Obs.: Foi em Bariloche que vi o Galo indo para a final da Libertadores 2013. Que venha o título!