domingo, 19 de fevereiro de 2012

Recordar é viver

Recordar é viver

1 Coríntios 15:1-11

19 de fevereiro de 2012

Luiz Felipe Xavier

Faça aqui o download da mensagem e esboço.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Jovens da Redê em terras bolivianas

No início do capítulo 13 do livro de Atos dos Apóstolos, encontramos a igreja de Antioquia da Síria discernindo a voz do Espírito Santo e enviando Barnabé e Paulo (na época, Saulo) para uma viagem missionária. No fim do capítulo 14, encontramos esses missionários chegando dessa viagem missionária e contando aos irmãos tudo o que Deus tinha feito por meio deles. Fico imaginando como deve ter sido precioso esse momento... precioso para os que foram enviados e precioso para os que enviaram...

À semelhança de Barnabé e Saulo, quero compartilhar com vocês parte do que Deus fez por meio de 13 jovens da Redê, em terras bolivianas...

Primeiro, Deus trabalhou em nós, através dos momentos devocionais. Todos os dias, após o café da manhã, reuníamos para refletir sobre os princípios de mutualidade ou mandamentos recíprocos. Foi encantador ver a edificação mútua, quando as nossas inadequações eram reveladas, quando as nossas confissões eram ouvidas, quando as nossas as experiências eram compartilhadas, quando as nossas ofensas eram perdoadas e quando a graça de Deus era experimentada por todos. O colorido de comunhão e unidade do grupo foi pintado por Deus durante esses momentos devocionais.

Segundo, Deus tocou crianças, através das nossas vidas. Na primeira semana, trabalhamos com Escolas Bíblicas de Férias, em três igrejas da periferia de La Paz. Nessas igrejas, reuniam-se dezenas de crianças, todas do seu entorno. A maioria era muito pobre, mas muito doce. Podíamos sentir sua doçura em cada gesto de carinho. Enquanto ajudávamos na realização das atividades, elas sempre estavam por perto. Muitas delas queriam apenas nosso afeto, nosso abraço apertado.

Terceiro, Deus falou aos corações, através das nossas bocas. Nas Escolas Bíblicas de Férias, no acampamento da juventude e nas celebrações das igrejas, nós tivemos oportunidade de falar. Algumas vezes, participando do louvor. Foi lindo ver os nossos irmãos bolivianos adorando e louvando ao Senhor, em português. Outras vezes, apresentando teatros. As nossas peças foram verdadeiras encenações do amor de Deus pela humanidade. Em outras ainda, testemunhando e pregando a Palavra de Deus. Pelos compromissos escritos de tantos jovens, por exemplo, discernimos que as exposições bíblicas impactaram, poderosamente, as suas vidas.

Quarto, Deus manifestou-nos o seu amor, através da família Vargas e dos irmãos das igrejas. Durante os 14 dias que passamos em La Paz, o CCM foi como a nossa casa, o Marcelo e a Silvana foram como os nossos pais e a Priscila foi como nossa irmã. Que família especial! O amor deles por Deus transbordou em amor deles para conosco. Em todo o tempo, eles estavam presentes e só faltavam adivinhar o que nós precisávamos ou desejávamos. Além disso, as igrejas que visitamos foram como a nossa Redê. O amor dos irmãos para conosco nos constrangia e emocionava. Foi um grande privilégio conviver com gente tão amorosa durante esse tempo.

Quinto, Deus levou-nos a rever alguns dos nossos valores, através do contato com uma realidade diferente da nossa. Apesar de muito rica, culturalmente, a Bolívia é muito pobre, economicamente. É o país mais pobre da América Latina. A cada um de nós, o contato com a pobreza boliviana foi uma experiência riquíssima. Enriqueceu-nos com gratidão e dissemos: “Obrigado pelo que temos!”. Enriqueceu-nos com contentamento e dissemos: “O que temos é suficiente!”. Enriqueceu-nos com simplicidade e dissemos: “Não precisamos de nada além do que já temos!”. Enriqueceu-nos com generosidade e dissemos: “O que temos pode ser repartido!”. E enriqueceu-nos com amor e dissemos: “Podemos dar-nos a essa gente tão carente!”. Essa riqueza dinheiro algum pode comprar.

Mas, voltando a Atos dos Apóstolos, observamos que essa foi apenas uma de tantas outras viagens missionárias de Barnabé e Paulo. Em seus corações havia um desejo de ouvir outras vezes a voz do mesmo Espírito. Posso dizer que esse mesmo desejo também está presente em nossos corações e estamos dispostos a ser enviados novamente. Para onde, não sabemos, quando, não sabemos, e por quanto tempo, não sabemos. O que sabemos é que os nossos ouvidos estão atentos à voz do Espírito e que os nossos corações estão desejosos de obedecê-lo. Que assim seja!

Luiz Felipe Xavier.

Esse texto foi publicado no informativo da Igreja Batista da Redenção.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Missão cumprida!

Graças a Deus, nosso tempo em La Paz tem sido excelente!

Passada a primeira semana, onde trabalhamos com as Escolas Bíblicas de Férias, tivemos dois dias de descanso. Nesses dois dias passeamos bastante. No primeiro, os Vargas levaram-nos ao Titicaca, lago navegável mais alto do mundo. Ali tivemos a oportunidade de contemplar a beleza da criação de Deus. A paisagem é encantadora! Depois de muitas fotos, no lago e com as lhamas, almoçamos juntos num dos melhores hotéis da região. A famosa truta do Titicaca é, talvez, o melhor peixe que já comi. Só de lembrar, fico com água na boca... Após o almoço, vistamos dois museus, anexos ao hotel. O primeiro sobre o Império Inca e o segundo sobre o altiplano boliviano. Essas visitas ajudaram-nos a compreender melhor a história e a cultura da Bolívia.

No segundo dia, sob frio intenso, acordamos às cinco horas da manhã e fomos à “La Cumbre”, que significa “O topo”. Nas montanhas andinas, o nosso objetivo era encontrar neve. Depois de uma hora e meia de van, de trinta minutos de caminhada e de muito cansaço, nosso objetivo foi alcançado. Deus foi tão bom que, quando chegamos ao alto da montanha (5.000 metros de altitude), começou a nevar de verdade. Para aqueles que nunca tinham visto neve, a emoção foi muito grande. Após brincarmos e fotografarmos, voltamos para casa, trocamos de roupa e fomos para o centro de La Paz. Almoçamos juntos e fomos às compras. Compramos, basicamente, blusas de frio e toucas, para o acampamento, e lembranças, para os nossos queridos. É impressionante como tudo é muito barato em relação aos preços que estamos acostumados no Brasil.

No dia seguinte, nosso nono na Bolívia, Fernando, Pedro e eu participamos de uma reunião da FTL. Durante a reunião, refletimos sobre “Liturgia”, como parte da preparação para o CLADE V, em julho próximo. O núcleo de La Paz é composto por pessoas mais velhas, a maioria pastores de igrejas e professores de seminários. Ao final de uma calorosa discussão, compartilhei uma breve reflexão sobre a diversidade litúrgica presente na igreja brasileira.

Depois da faxina completa na casa onde estamos hospedados, seguimos para o acampamento de jovens. Por três dias, 35 brasileiros e bolivianos reuniram-se, no subúrbio de La Paz. Tempo frio, comunhão “caliente”, jogos divertidos, louvores inspirativos e comida gostosa. Comida nos dois sentidos... No que refere-se à comida dessa terra, de duas em duas horas, nos deliciávamos com o que era-nos oferecido. Quanto à comida do céu, Daniel foi a nossa porção. Em três exposições bíblicas, refletimos sobre três i’s: identidade, integridade e intimidade. Essas reflexões ficaram sob a minha responsabilidade. Em duas noites, refletimos sobre inteligência emocional e inteligência sexual. O nosso grupo ficou responsável pelas tardes de jogos e por ensinar algumas músicas, em português, durante os momentos de louvor. Para a gincana, todos os inscritos foram divididos em duas equipes: equipe verde e equipe amarela. O resultado final foi um empate técnico, para que todos pudessem sair vitoriosos. No fim, nós fomos homenageados pelos jovens bolivianos (cada um recebeu uma pequena lembrança), fizemos uma grande roda (intercalando brasileiros e bolivianos) e oramos agradecendo a Deus por tudo que ele nos proporcionou durante esses três dias.

No sábado à noite, depois de voltarmos ao CCM, saímos com a Priscila, filha do Marcelo e da Silvana. No domingo de manhã, participamos do culto na “Iglesia Cristiana Antioquia”, onde preguei sobre Êxodo 19-20. O tempo de cânticos, a oração da Silvana e a homenagem dos irmãos deixaram-nos muito emocionados. À noite, tivemos um tempo de calorosa e chorosa despedida. Durante esse tempo, refletimos sobre os últimos princípios de mutualidade ou mandamentos recíprocos. Tais princípios foram de fundamental importância para nossa comunhão e unidade. Além disso, ouvimos o testemunho do Marcelo e da Silvana. A maneira como Deus os chamou para missões aqueceu nosso coração e serviu de inspiração para todos nós. Que tempo maravilhoso!

Na manhã de segunda, deixamos La Paz. Devido a um atraso, em Santa Cruz de la Sierra, 8 dos 13 jovens perderam a conexão de São Paulo para Belo Horizonte (eu estava entre eles). Mas, apesar do estresse, pudemos experimentar a bondade e o cuidado de Deus conosco. Foi muito bom ser recebido, no aeroporto, por familiares e irmãos da igreja. Melhor ainda foi matar a saudade de tanta gente querida, especialmente da Thaís. Ela me fez muita falta!

Depois de 14 dias, o sentimento de todos nós é de missão cumprida. Apesar das dificuldades naturais, a graça de Deus foi superabundante. Certamente, ao recordarmos esse tempo, teremos muitas histórias para contar...

Deus é fiel e hoje é terça, dia 31 de janeiro.

Luiz Felipe Xavier.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Começa o trabalho em La Paz...

O nosso trabalho começou, de fato, no segundo dia. Mas, antes de falar sobre isso, gostaria de contar um pouco sobre a Bolívia e sobre La Paz.

Situada no centro da América do Sul, a Bolívia é o país de maior fronteira com o Brasil. No centro do seu território encontra-se a Cordilheira dos Andes, que divide-se em ocidental e oriental. Entre essas duas cadeias de montanhas está o altiplano, onde vive a maioria dos seus habitantes. Só para ter-se uma idéia, a área total da Bolívia equivale a quase duas vezes o estado da Bahia. Além do Brasil, ela faz fronteira com Paraguai, Argentina, Chile e Peru. O país é o mais pobre da América do Sul, tendo a mineração como principal produto de sua economia. Seu povo pode ser dividido em três grupos distintos: o índio, com 61% da população; o europeu, com 15%; e o mestiço, com 24%. O primeiro grupo é divido entre Quéchuas e Aimaras, e é o mais pobre. O segundo é composto pelos descendentes dos espanhóis e é o mais rico. O terceiro é formado pela mistura de indígenas e espanhóis, e forma a classe média. A alma do povo boliviano é fortemente marcada pela cultura indígena, o que permanece até hoje.

De 2.000 a 1.500 a.C., o desenvolvimento tecnológico do povo que habitava a região da Bolívia, especialmente no que refere-se à astronomia, à agricultura e à engenharia civil, era equivalente ao desenvolvimento tecnológico dos egípcios. Esse povo deu origem aos Aimaras que, no século XIII da era cristã, foram dominados pelos Incas. Em 1530, os espanhóis chegaram, dominando os Incas e outros grupos indígenas. Os índios foram submetidos a trabalho escravo, nas minas de prata do Alto Peru (nome como a Bolívia era chamada até então). Em 1809, os revolucionários do Alto Peru, comandados por Antônio José de Sucre, subordinado de Simão Bolívar, derrotaram o exército espanhol. No dia 6 de agosto de 1825 a independência da Bolívia é proclamada. Infelizmente, a história política ulterior do país é marcada por golpes e guerras. Duas dessas guerras tiveram conseqüências terríveis para o povo boliviano: a Guerra do Pacífico (quando a Bolívia, derrotada pelo Chile, perdeu a província do Atacama – bem como sua única saída para o mar – e a maior mina de cobre do mundo – que viria a ser a principal fonte de riqueza do país vencedor); e a guerra contra o Paraguai (quando o Chaco Boreal – região de jazidas de petróleo – foi dividido em um terço para a Bolívia e dois terços para o Paraguai). Em 2006, Evo Morales é eleito presidente do país. Assim como Lula foi um operário que ascendeu ao poder no Brasil, Evo Morales foi um índio que ascendeu ao poder na Bolívia. Desde então, os bolivianos esperam por dias melhores.

La Paz é a capital da Bolívia (apenas executiva e legislativa), a capital mais alta do mundo (3.650m, acima do nível do mar) e a capital mais indígena do mundo (maioria Aimara). Inicialmente chamada de Ciudad de Nuestra Señora de La Paz, foi fundada em 1548, pelo capitão espanhol Alonzo de Mendonza, onde hoje encontra-se o vilarejo de Laja. Porém, devido aos fortes ventos e às baixas temperaturas, foi transferida pelos espanhóis para o vale do Rio Chuquiyapu, onde situa-se hoje. Com cerca de dois milhões de habitantes, La Paz possui uma geografia singular. Localiza-se no fundo de um vale, junto a um cânion, em meio à Cordilheira dos Andes. Logo, grande parte de suas casas encontrarem-se nas encostas de morros.

Vamos voltar ao trabalho! No segundo dia, toda a equipe ficou por conta dos preparativos para as Escolas Bíblicas de Férias, em três igrejas: Antioquia, Alpacoma e Pedregal. A “Iglesia Cristiana Antioquia” encontra-se próxima ao CCM (Centro de Capacitación Misionera) e é “mãe” das outras duas. A “Iglesia Cristiana Alpacoma” situa-se no bairro mais pobre de La Paz, onde estão dezenas de fornos de fabricação de tijolos. A igreja “Comunidad Cristiana El Pedregal” localiza-se num bairro de classe média e foi fundada por uma ex-aluna do CCM. Preparamos crachás, músicas, brincadeiras, teatros e materiais para ajudar as crianças a memorizar versículos bíblicos. Tudo isso tendo como referência a vida de dois personagens bíblicos: Josias e Neemias.

No terceiro, quarto, quinto e sexto dias, ora com todo o grupo, ora com parte dele, fomos até essas igrejas e ajudamos os irmãos com as Escolas Bíblicas de Férias. Nosso trabalho incluiu a participação no louvor, a direção de brincadeiras, a apresentação de peças teatrais, a ajuda na ministração de estudos bíblicos, na memorização de versículos bíblicos, na confecção de trabalhos manuais e na distribuição de lanches. Detalhe: tudo em castelhano.

Hoje, após o culto, todo o grupo foi divido para almoçar na casa dos irmãos da igreja. Bárbara Ávila, Gabriela e eu fomos à casa de uma família simples e amorosa. Ali, comemos juntos, cantamos em aimara e, acima de tudo, aprendemos que a felicidade não depende de bens materiais. No caminho para casa, esses irmãos levaram-nos em dois mirantes e na Plaza Murillo. Ao chegarmos nessa praça, deparamo-nos com as comemorações de dois anos do Estado Plurinacional da Bolívia. Para nossa surpresa, lá estava Evo Morales, cantando e dançando.

Além de tudo isso, as tarefas comuns da casa (arrumar quarto e refeitório, lavar banheiro, louça e roupa) têm aprofundado a nossa noção de serviço, a convivência intensa uns com os outros tem fortalecido a nossa noção de corpo de Cristo, as partidas de Wally (voleibol que usa as paredes) têm estendido nossa noção de comunhão até os irmãos bolivianos, e os momentos devocionais sobre os princípios de mutualidade ou mandamentos recíprocos têm adensado a nossa noção de unidade.

Abaixo, testemunho da nossa moçada... Bárbara Ávila: “Sol, chuva, choro, riso, trabalho, cansaço, diversão, cuidado e amor. Nosso Deus é lindo e é o mesmo aqui em La Paz, no Brasil e em qualquer lugar do mundo.”; Bárbara Martins: “Foram especiais os momentos que pudemos louvar ao nosso Deus cantando em diferentes línguas. Deus também me abençoou, de uma forma inimaginável, no serviço com as crianças na Escuela Bíblica Vacacional.”; Bernardo: “Apesar da diferença cultural e da barreira lingüística, o carinho das crianças bolivianas é o mesmo experimentado em missões como São Bento Abade e Prados.”; Bianca: “Lágrimas de alegria escorreram dos meus olhos ao perceber que Deus se faz presente tanto nas paisagens maravilhosas de La Paz quanto no brilho dos olhos das crianças pobres. Elas nos ensinaram que a verdadeira alegria está em servir a um Deus que estabelece seu Reino de diversas formas e dá-nos oportunidade de desfrutar do seu amor e da sua graça onde quer que estejamos.”; Fernando: “Alpacoma me fez repensar meus conceitos de simplicidade e amor ao próximo.”; Francisco: “Aqui, estamos experimentando o amor incondicional de Deus pelos seus filhos. É como se ele estivesse falando para eles: “Eu não me esqueci de vocês.”; Gabriela: “O tempo que estamos passando aqui tem permitido crescimento, cura e, principalmente, alegria em relembrar que o amor de Deus vai muito além de todas as barreiras sociais e culturais. Me fez repensar prioridades e propósitos que tenho em minha vida.”; Júlia: “A dor causada pela pobreza de Alpacoma em nossos corações foi substituída por amor aquelas pessoas ao ver o sorriso e o carinho de cada criança ao nos ver.”; Laura: “Uma das primeiras coisas que me impactou foi a forma como as pessoas, principalmente os jovens, se cumprimentam e se relacionam. Servir ao lado dessa igreja tornou o que era para ser uma forma de encorajá-los em uma maneira de unir e cuidar do nosso grupo.”; Nick: “Dizer que trabalhar com crianças nas Escolas Bíblicas de Férias é ensinar-lhes sobre Jesus não é tudo. O olhar dessas crianças ensinou-me a reconsiderar o que eu valorizo e priorizo.”; Pedro: “Apesar de aparentemente diferentes, somos mais parecidos que imaginamos, pois amamos, adoramos e servimos ao mesmo Deus. Isso é maravilhoso!”; Thaís: “É impressionante ver a maneira como Deus trabalha quando estamos a serviço dele. Nós temos planos e Deus tem planos, porém, os planos de Deus são melhores e prevalecem sobre os nossos. Que os planos de Deus continuem a ser realizados aqui em La Paz e que nós possamos ser instrumentos dele.”.

Deus é bom e hoje é domingo, 22 de janeiro de 2012.

Luiz Felipe Xavier.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Já na Bolívia...

Já estamos em terras bolivianas!

Desde o início da viagem, temos percebido a mão de Deus dirigindo-nos, nos mínimos detalhes. De Belo Horizonte para São Paulo, tudo tranqüilo (até para os três que tiveram que esperar por duas horas, devido ao atraso no vôo). Em Guarulhos, conseguimos fazer o check in como grupo, o que foi muito bom. Depois de almoçarmos juntos, passamos pela Polícia Federal e nos acomodamos na sala de embarque. Nós e a delegação do Flamengo (lamentável!), que viajaria para a Bolívia no mesmo vôo. Assentado ao nosso lado, em pouco mais de uma hora, o Ronaldinho Gaúcho tirou foto com mais de 100 torcedores.

Com uma hora de atraso, partimos de São Paulo para Santa Cruz de la Sierra. Como não tinha mais janela, todos os 13 integrantes da nossa equipe assentaram-se próximos, no meio do avião (exceto o Bernardo). Chegamos ao nosso destino no entardecer-anoitecer. Quando o pouso foi anunciado, consegui um lugar na janela e pude ver a cidade do alto. Muito plana, pouco movimentada e com muitas ruas de terra. A imigração foi tranqüila (até para o Nick), mas demorada, pois perdemos muito tempo na fila (a delegação do Flamengo passou por trás, o que deixou-nos revoltados, especialmente a Laura).

Tendo recebido o carimbo, saímos correndo para fazer nossa conexão (me lembrei do filme “Esqueceram de mim”...). Graças a Deus, conseguimos embarcar em direção à La Paz. Durante o vôo, alguns dormiram e outros ficaram acordados para apreciar a fantástica aterrissagem em El Alto (cidade onde localiza-se o aeroporto, a 4.100m., acima do nível do mar). Após 55 minutos, desembarcamos no nosso destino final. Enquanto esperávamos nossa bagagem na esteira, uma brasileira sentiu-se mal e desmaiou, devido à altitude. Entre nós, todos passaram e passam bem.

Fomos recebidos por cerca de 10 irmãos bolivianos. Faixas de boas vindas, beijos e abraços. Acolhimento carinhoso que jamais esqueceremos. Tendo acomodado tudo e todos (em duas vans e um carro), descemos para La Paz. Chegando ao CCM (Centro de Capacitación Misionera), acomodamo-nos em nossos quartos (excelentes, por sinal), assentamo-nos em torno da mesa para uma pequena refeição e preparamo-nos para dormir.

Todos nós dormimos muito bem. Acordamos tarde e tomamos café juntos. Logo em seguida tivemos um momento devocional, em companhia dos nossos anfitriões. Nesse momento, eu fiz uma pequena introdução aos princípios de mutualidade ou mandamentos recíprocos, e dirigi uma reflexão sobre os dois primeiros: “amem uns aos outros” e “aceitem uns aos outros”. Depois de um tempo de oração, o Marcelo e a Silvana deram-nos uma aula sobre cultura boliviana. Foi, simplesmente, sensacional!

Almoçamos juntos e fomos passear. Visitamos uma bela praça, trocamos dólares por bolivianos, compramos o que precisávamos num supermercado, tomamos um maravilhoso café e voltamos para casa. À noite, recebemos os jovens da igreja para um tempo juntos, tivemos duas reuniões importantes com as lideranças das igrejas daqui e entregamos os presentes à família que nos recebe. Amanhã, começaremos a trabalhar duro.

Hoje é dia 17 de janeiro de 2012. Esse foi o nosso primeiro dia.

Luiz Felipe Xavier.

domingo, 15 de janeiro de 2012

O Evangelho da Reconciliação

O Evangelho da Reconciliação

2 Coríntios 5:17 - 6:2

15 de janeiro de 2012

Luiz Felipe Xavier

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Londres... última estação

Deixando Paris, seguimos, de trem, para Londres. Desembarcamos em Waterloo, onde, de cara, percebemos o espírito olímpico pairando no ar. Estação decorada e loja temática. Trocamos o resto de euros por libras, passamos no “i” para informações e mapas, compramos nosso Oyster (cartão para o transporte público) e seguimos, de metrô, para o nosso hotel. Era domingo, primeiro de janeiro de 2012.

Londres é a capital da Inglaterra e a cidade mais visitada do mundo. Cortada pelo rio Tâmisa, possui cerca de sete milhões e seiscentos mil habitantes. Nela, tradição e tecnologia se harmonizam plenamente. Chama a atenção o quase perfeito sistema de transporte público, especialmente o metrô. As inúmeras linhas cortam toda a cidade.

Nosso hotel, “All Seasons London Southwark Rose”, situa-se próximo à “London Bridge”, num excelente ponto da cidade. Prédio novo, estilo contemporâneo, quarto não muito confortável e café da manhã fantástico.

No que se refere à gastronomia, em Londres, nossa experiência não foi muito vasta. Ela reduziu-se ao tradicional Fish and Chips, peixe frito com batatas fritas. Essa especialidade enquadra-se no ditado: tudo que é gostoso faz mal à saúde. Após nos deliciarmos, saímos do restaurante impregnados com o cheiro de gordura. Apesar desse “perfume”, valeu a pena!

Em Londres, visitamos: a “London Eye”, (roda gigante de 150 metros de altura, com capacidade para 800 pessoas – dela tem-se uma maravilhosa vista da cidade); o “Big Ben”, (relógio símbolo da capital inglesa); as “Houses of Parliament”, (prédio em estilo neo-gótico que abriga o governo britânico); o “Piccadilly Circus”, (onde encontram-se um chafariz e um grade painel publicitário); o “British Museum”, (grande museu britânico – queria muito ver a inscrição “Politarcas” [ref. At. 17], mas, infelizmente, sua sala estava em reforma); a “London Bridge”, (ponte sobre o rio Tâmisa, de onde é possível observar a Tower Bridge); a “Tower of London”, (castelo mais antigo da Inglaterra); a “Tower Bridge”, (ponte sustentada por duas torres tipicamente vitorianas, construída em 1894); a “St. Paul’s Cathedral” (catedral que possui a segunda maior cúpula do mundo), a “Abbey Road” (rua que foi cenário de uma das capas dos discos dos Beatles – é claro que atravessamos a rua e fotografamos); a “Trafalgar Square” (praça onde localiza-se a “National Gallery”); o “St. James’s Park” (belo parque que conecta a “Trafalgar Square” ao “Buckingham Palace”); o “Buckingham Palace” (residência oficial da família real – chegamos cedo e assistimos a famosa troca da guarda, de um lugar privilegiado); e a “Oxford Street” (rua repleta de lojas).

O destaque de Londres vai para o “Metropolitan Tabernacle” e para a “Westminster Chapel” (não confunda com a “Westminster Abbey”, onde, recentemente, aconteceu o casamento do príncipe William e da princesa Kate). O “Metropolitan Tabernacle” era a sede da igreja pastoreada por Charles Haddon Spurgeon (o “Príncipe dos Pregadores”) e a “Westminster Chapel” era a sede da igreja pastoreada por Martin Lloyd Jones (um dos maiores pregadores do século XX), ambos de tradição reformada. Foi emocionante estar onde esses grandes homens de Deus do passado proclamavam, com fidelidade, as Sagradas Escrituras.

Por fim, deixamos Londres na madrugada de sábado, dia 07 de janeiro, em direção à Roma, de onde voltamos para casa. Das trezentas e dezoito fotos que tirei, 30 estão no meu Facebook.

Luiz Felipe Xavier.