O
crescimento do Reino em nós e entre nós
domingo, 19 de junho de 2016
O crescimento do Reino em nós e entre nós
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Vivendo com significado e sentido
Eu gosto muito de ler biografias! O primeiro
livro que li, de capa a capa, foi uma biografia: O apóstolo dos pés sangrentos, de Boanerges Ribeiro. Esse livro conta
a extraordinária história do indiano Sundar Singh. Recomendo! Na Bíblia Sagrada
encontramos surpreendentes “biografias”. Algumas delas são dadas; outras
precisam ser construídas. Um exemplo de “biografia” que precisa ser construída
é a de João Marcos. Observando as referências à vida de João Marcos no Novo
Testamento, podemos afirmar que Deus deseja que a nossa vida seja vivida com
significado e sentido. Para tal, precisamos considerar quatro segredos.
O
primeiro segredo é desfrutar de um ambiente de piedade. “Percebendo
isso, ele se dirigiu à casa de Maria, mãe de João, também chamado Marcos, onde
muita gente se havia reunido e estava orando.” (At. 12:12). Os irmãos estão
orando por Pedro, que havia sido preso por Herodes e agora está livre. De
acordo com o texto, João Marcos é filho de Maria. Eles moram em Jerusalém, numa
grande casa. Nessa casa, parte da igreja de Jerusalém se reúne regularmente. Ali,
os irmãos oram juntos e ouvem as histórias sobre Jesus. É da memória dessas
histórias que, anos mais tarde, nascerá o Evangelho de Marcos. João Marcos desfruta
de um ambiente de piedade. Num ambiente de piedade, a consciência da constante
presença de Deus é cultivada, as disciplinas espirituais são praticadas e a igreja
de Jesus é acolhida.
O segundo
segredo de uma vida com significado e sentido é aderir às ações de Deus no
mundo. “Tendo terminado sua missão, Barnabé e Saulo voltaram
de Jerusalém, levando consigo João, também chamado Marcos.” (At. 12:25). O
tempo passa e a missão à qual este verso se refere é aquela descrita em Atos
11:29-30: “Os discípulos [de Antioquia], cada um segundo as suas
possibilidades, decidiram providenciar ajuda para os irmãos da Judéia. E o
fizeram, enviando suas ofertas aos presbíteros pelas mãos de Barnabé e Saulo.”.
Terminada esta missão, Barnabé e Saulo retornam à Antioquia e levam consigo
João Marcos. “Enquanto adoravam o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: “Separem-me
Barnabé e Saulo para a obra que os tenho chamado.”. Assim, depois de jejuar e
orar, impuseram-lhes as mãos e os enviaram. Enviados pelo Espírito Santo,
desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre. Chegando em Salamina, proclamaram
a palavra de Deus nas sinagogas judaicas. João [Marcos] estava com eles como
auxiliar.” (At. 13:2-5). Assim começa a primeira viagem dos missionários da
igreja de Antioquia. Barnabé e Saulo são enviados em missão e levam João Marcos
como auxiliar. João Marcos adere às ações de Deus no mundo. Aderimos às ações
de Deus no mundo quando discernimos o que ele está fazendo, quando discernimos
o que ele nos chama a fazer e quando obedecemos ao seu chamado específico para
as nossas vidas.
O terceiro
segredo de uma vida com significado e sentido é receber adequadamente as
segundas chances. “De Pafos, Paulo e seus companheiros
navegaram para Perge, na Panfília. João [Marcos] os deixou ali e voltou para
Jerusalém.” (At. 13:13). Aqui, João Marcos, aparentemente, “pisa na bola”. Ele
deixa os irmãos e retorna à Jerusalém. Mais adiante, veremos que, para Paulo,
essa decisão representa um abandono. Esse abandono é um problema, porque quanto
menor o grupo, maior a vulnerabilidade durante a viagem. Tendo concluída a
primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé vão ao concílio em Jerusalém e
retornam à Antioquia. “Algum tempo depois, Paulo disse a Barnabé: “Voltemos
para visitar os irmãos em todas as cidades onde pregamos a palavra do Senhor,
para ver como estão indo”. Barnabé queria levar João, também chamado Marcos.
Mas Paulo não achava prudente levá-lo, pois ele, abandonando-os na Panfília,
não permanecera com eles no trabalho. Tiveram um desentendimento tão sério que
se separaram. Barnabé, levando consigo Marcos, navegou para Chipre, mas Paulo
escolheu Silas e partiu, encomendado pelos irmãos à graça do Senhor.” (At. 15:36-40).
Por causa de João Marcos, Paulo e Barnabé se desentendem. Este desentendimento é
tão sério que culminou numa separação. Barnabé perdoa João Marcos e decide
caminhar com ele. João Marcos recebe uma segunda chance. Recebemos as segundas
chances na vida porque somos fracos, porque equívocos pontuais não podem
determinar toda a nossa história e porque precisamos aprender a dar as segundas
chances a quem delas precisa.
O quarto
segredo de uma vida com significado e sentido é ser relevante no Reino de Deus. “Aristarco,
meu companheiro de prisão, envia saudações, bem como Marcos, primo de Barnabé.
Vocês receberam instruções a respeito de Marcos, e, se ele for visitá-los, recebam-no.”
(Cl. 4:10). “Epafras, meu companheiro de prisão por causa de Cristo Jesus,
envia saudações, assim como também Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus
cooperadores.” (Fm. 1:23-24). “Só Lucas está comigo. Traga Marcos com você,
porque ele me é útil para o ministério.” (2 Tm. 4:11). “Aquela que está em
Babilônia, também eleita, envia saudações, e também Marcos, meu filho.” (1 Pd. 5:13).
Estas quatro últimas referências à vida de João Marcos têm algo em comum: elas
aparecem no final de três cartas de Paulo e da primeira carta de Pedro. Delas,
decorrem algumas características de João Marcos. Ele é confiável, cooperador, útil
e filho. Vale ressaltar que as três primeiras características são atribuídas
por Paulo, aquele mesmo que se separou de Barnabé por causa da segunda chance
dada por este a João Marcos. João Marcos é relevante no Reino de Deus. Aqui,
uma pergunta final se faz necessária: Com quais características nós somos
reconhecidos no Reino de Deus? Que Deus, por sua graça, nos leve à reflexão, e nos
ajude a viver a vida com significado e sentido!
Luiz Felipe Xavier.
domingo, 8 de maio de 2016
Princípios para a maternidade-paternidade
Princípios para a maternidade-paternidade
Lucas 2:41-55
08 de maio de 2016
Luiz Felipe Xavier
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Lucas 2:41-55
08 de maio de 2016
Luiz Felipe Xavier
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domingo, 17 de abril de 2016
Sinais da graça de Deus
Sinais da graça de Deus
Marcos 2:13-22
17 de abril de 2016
Luiz Felipe Xavier
Faça aqui o download de mensagem e esboço.
Marcos 2:13-22
17 de abril de 2016
Luiz Felipe Xavier
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sábado, 16 de abril de 2016
Sobre o atual momento político do Brasil - Algumas considerações PESSOAIS
Vivemos em um país corrupto. Neste
quesito, em nossa política não há santos. Não há nenhum sequer.
Lamentavelmente, antes de ser política, a
nossa corrupção é cultural. Com raras exceções, ela faz parte do jeito de ser
do nosso povo.
Devemos lutar contra todo e qualquer tipo
de corrupção. Onde este mal estiver presente, ele precisa ser vencido, a
começar em nós. Vençamos o mal com o bem.
Investigar a corrupção é necessário e
urgente. Que seja feita a justiça, pela justiça, com justiça, para todos,
indistintamente!
Vale lembrar que investigações seletivas,
decisões parciais e vazamentos indevidos são expressões de injustiça.
Infelizmente, ao que me parece, a luta
contra a corrupção transformou-se em luta contra o atual governo. Isso porque a motivação moral foi substituída pela
motivação política.
Politicamente, há algum tempo, tenho me posicionado de maneira
"pobre-centrada", pois são os mais pobres aqueles que mais
carecem da ação do Estado em seu favor.
Logo, entre situação e oposição, os
números mostram quem fez mais pelos mais pobres. Para mim, este é um dado
considerável neste momento crítico.
Dentre muitas outras coisas, nos últimos
anos, saímos do mapa da fome, reduzimos drasticamente a pobreza extrema – cerca
de 45 milhões de pessoas deixaram a miséria – e ampliamos o acesso ao ensino
superior. Destaco este último porque o vi bem de perto.
Obviamente, nem tudo foi perfeito até
aqui. Algumas críticas a quem está no poder são pertinentes e necessárias. Por
exemplo: as reformas estruturais que tanto necessitamos (a começar pela
política) ainda não foram feitas. O pior é que havia condições para isso.
Sou a favor da democracia. Acredito tanto
nela que gostaria de ver a presidenta eleita pelo povo governar o Brasil,
exceto se ela tivesse, de fato, cometido algum crime de responsabilidade.
Faz parte da democracia aceitar o
resultado das urnas. Parar o país por causa de uma derrota eleitoral é
deplorável e inaceitável. Além disso, tal atitude gera instabilidade política e
econômica, fazendo com que os mais pobres sofram os danos.
Penso que a grande mídia é uma potestade
desprezível. Ela é de uma elite e mente por essa elite. Isto é fato.
Não dá para manter a saúde intelectual e
ter a cabeça feita por Globo, Veja, Folha e companhia limitada. Assim, buscar
formas alternativas de informação também é necessário e urgente. Para tal, a
internet pode ser uma rica fonte, especialmente o Twitter.
Por mais que seja difícil, diferenças
políticas não devem ser motivo de ofensas pessoais e de rupturas relacionais. Mesmo que discordemos uns dos outros devemos
respeitar e amar uns aos outros.
Sim, sou mais à esquerda, por convicção
pessoal. Não levanto todas as suas bandeiras, não fecho os olhos para os seus
equívocos e não sou filiado a nenhum partido político.
Minha filiação primeira é ao Pai de
Jesus. Esse Jesus que se fez gente e nos revelou com a gente deve ser neste
mundo. Ele, o Filho, nos chama a buscar, em primeiro lugar, o Reino de Deus e
sua justiça, algo que só é possível no poder do Espírito.
A propósito, sou contra todo e qualquer
tipo de idolatria. Sou contra a idolatria do Estado e contra a idolatria do
Capital. Vejo muitas denúncias contra à primeira e quase nenhuma contra à
última.
Por fim, como um cristão protestante, de
tradição batista, afirmo a total separação entre a Igreja e o Estado, e a nossa
plena liberdade de consciência, inclusive em relação à política.
Que o Deus Trino tenha misericórdia do
nosso país e nos ajude a atravessar este tempo difícil!
quinta-feira, 31 de março de 2016
Uma Igreja relevante para a sociedade
“Portanto,
se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis
que surgiram coisas novas! Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou
consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou
seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em
conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação.
Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu
apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo suplicamos: Reconciliem-se com
Deus. Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos
tornássemos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5:17-21NVI)
Uma Igreja relevante para a sociedade...
Mas de qual Igreja estamos falando? Estamos falando da Igreja de Jesus Cristo. Esta
Igreja é formada por aqueles que ouviram e creram no Evangelho do Reino de
Deus. Basicamente, este Evangelho diz que o Pai tem um plano de reconciliação.
Tal reconciliação é necessária porque houve rupturas. No início da história,
o ser humano rompe com Deus, rompe consigo mesmo, rompe com o próximo e rompe
com a criação. Esta é a extensão do que chamamos “queda”.
O Evangelho diz também que o Filho
realiza este plano de reconciliação na história. Ele deixa a sua glória eterna
e se esvazia; ele se faz homem e vive entre nós como um servo humilde; ele
anuncia a proximidade ou acessibilidade do Reino de Deus e sinaliza
concretamente este Reino; ele é movido por amor compassivo e anda por toda
parte fazendo o bem a todos; ele morre injustamente numa cruz e ressuscita três
dias depois; ele vive e voltará para tornar plena a reconciliação que já
começou. Jesus é, portanto, o centro da reconciliação.
O Evangelho diz ainda que o Espírito Santo
atualiza e dinamiza este plano hoje. Ele age na história, reconciliando pessoas
com Deus, consigo mesmas, com o próximo e com a criação. Uma vez reconciliadas,
essas pessoas tornam-se parte da Igreja, vitrine da reconciliação. Mais do que a
ser vitrine, a Igreja é chamada a ser agência da reconciliação em realidades
ainda marcadas pelas rupturas humanas. Logo, enquanto todas as coisas não estiverem reconciliadas com o Pai, em
Cristo, a Igreja, no poder do Espírito Santo, está em missão na sociedade. Esta
missão foi, é e sempre será a reconciliação. Vale sublinhar que, uma vez que as
rupturas são integrais, a missão de reconciliação da igreja na sociedade também
é integral.
Mas de qual sociedade estamos falando? Da
nossa. Vivemos numa sociedade desigual. Existem muitos pobres e poucos
ricos. Só para termos uma idéia, no fim de 2016, estima-se que 1% da população
mundial terá mais riqueza que os 99% restantes. Vivemos numa sociedade violenta. Existe muita guerra e pouca
paz. A América Latina tem 9% da população mundial e é responsável por 33% dos
assassinatos do mundo. No Brasil, esses assassinatos são, principalmente, de jovens
pobres e negros. Vivemos numa sociedade paradoxal.
Existe muito mais formação profissional do que existia num passado recente e
ainda existe pouca qualificação profissional como demandará um futuro próximo.
Em nosso país, embora a taxa de desemprego ainda esteja baixa, 8,2%, os jovens
são aqueles que têm mais dificuldades de se inserir no mercado de trabalho.
Vivemos numa sociedade consumista.
Existe muita busca pelo ter e pouca busca pelo ser. Neste contexto, infelizmente,
o desejo sobrepõe-se à necessidade. Vivemos numa sociedade globalizada. Existe muita informação e pouca crítica. Se antes o
problema era o acesso à informação, hoje o problema é a seleção da informação.
Também vivemos numa sociedade conectada. Existe muita virtualidade e
pouca realidade. Estamos vivendo a era das chamadas redes sociais, com todos os
seus malefícios e benefícios. Vivemos numa sociedade polarizada. Existe muito ódio e pouco amor. Os extremos da direita
e da esquerda estão cada vez mais acentuados e a tensão nos relacionamentos
cresce. Vivemos numa sociedade perdida.
Existe muita ação e pouca direção. Palavras como “significado”, “sentido” e
“liderança” estão entrando em extinção. Vivemos numa sociedade pluralista. Existe muitos relativos e
poucos absolutos. Tal realidade se configura tanto como um desafio quanto como
uma oportunidade. Vivemos numa sociedade sincrética.
Existe muita religiosidade e pouca espiritualidade. Neste contexto, somos
chamados ao relacionamento com o Pai, baseado nos méritos do Filho, através do
Espírito Santo.
Por fim, como a Igreja de Jesus Cristo
pode ser relevante para a sociedade atual? Quero trazer duas propostas. A primeira é a prática da chamada
“Hermenêutica Contextual”. Precisamos ouvir as perguntas que estão sendo
feitas na sociedade que nos cerca. De posse dessas perguntas, precisamos nos
dirigir à Escritura e procurar nela as respostas. Tendo encontrado as
respostas, precisamos retornar à nossa sociedade e proclamá-las, com palavras e
ações. Como a sociedade é dinâmica, este movimento circular torna-se constante.
A
segunda proposta é o exercício da vocação pessoal. A nossa vocação diz
respeito à maneira como servimos a Deus, servindo à sociedade. Uma das formas
de expressarmos este serviço é através do nosso trabalho. O nosso trabalho, por
sua vez, deve ser uma ação a partir de dois olhares: um olhar para dentro, para
as nossas habilidades; e um olhar para fora, para as necessidades que nos
cercam. É somente desta maneira que a nossa vocação, expressa pelo nosso
trabalho, redundará em realização pessoal e relevância social.
Que Deus, por sua graça, nos ajude a ser uma Igreja relevante para a sociedade! Que, para tal, possamos praticar a “Hermenêutica
Contextual” e exercitar a nossa vocação pessoal!
Luiz Felipe Xavier.
domingo, 20 de março de 2016
Agenda de Jesus e nossa agenda
Agenda de Jesus e nossa agenda
Marcos 1:21-39
20 de março de 2016
Luiz Felipe Xavier
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Marcos 1:21-39
20 de março de 2016
Luiz Felipe Xavier
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