domingo, 19 de junho de 2016

O crescimento do Reino em nós e entre nós

O crescimento do Reino em nós e entre nós

Marcos 4:26-34

19 de Junho e 2016

Luiz Felipe Xavier

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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Vivendo com significado e sentido

Eu gosto muito de ler biografias! O primeiro livro que li, de capa a capa, foi uma biografia: O apóstolo dos pés sangrentos, de Boanerges Ribeiro. Esse livro conta a extraordinária história do indiano Sundar Singh. Recomendo! Na Bíblia Sagrada encontramos surpreendentes “biografias”. Algumas delas são dadas; outras precisam ser construídas. Um exemplo de “biografia” que precisa ser construída é a de João Marcos. Observando as referências à vida de João Marcos no Novo Testamento, podemos afirmar que Deus deseja que a nossa vida seja vivida com significado e sentido. Para tal, precisamos considerar quatro segredos.
O primeiro segredo é desfrutar de um ambiente de piedade. “Percebendo isso, ele se dirigiu à casa de Maria, mãe de João, também chamado Marcos, onde muita gente se havia reunido e estava orando.” (At. 12:12). Os irmãos estão orando por Pedro, que havia sido preso por Herodes e agora está livre. De acordo com o texto, João Marcos é filho de Maria. Eles moram em Jerusalém, numa grande casa. Nessa casa, parte da igreja de Jerusalém se reúne regularmente. Ali, os irmãos oram juntos e ouvem as histórias sobre Jesus. É da memória dessas histórias que, anos mais tarde, nascerá o Evangelho de Marcos. João Marcos desfruta de um ambiente de piedade. Num ambiente de piedade, a consciência da constante presença de Deus é cultivada, as disciplinas espirituais são praticadas e a igreja de Jesus é acolhida.
O segundo segredo de uma vida com significado e sentido é aderir às ações de Deus no mundo. “Tendo terminado sua missão, Barnabé e Saulo voltaram de Jerusalém, levando consigo João, também chamado Marcos.” (At. 12:25). O tempo passa e a missão à qual este verso se refere é aquela descrita em Atos 11:29-30: “Os discípulos [de Antioquia], cada um segundo as suas possibilidades, decidiram providenciar ajuda para os irmãos da Judéia. E o fizeram, enviando suas ofertas aos presbíteros pelas mãos de Barnabé e Saulo.”. Terminada esta missão, Barnabé e Saulo retornam à Antioquia e levam consigo João Marcos. “Enquanto adoravam o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: “Separem-me Barnabé e Saulo para a obra que os tenho chamado.”. Assim, depois de jejuar e orar, impuseram-lhes as mãos e os enviaram. Enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre. Chegando em Salamina, proclamaram a palavra de Deus nas sinagogas judaicas. João [Marcos] estava com eles como auxiliar.” (At. 13:2-5). Assim começa a primeira viagem dos missionários da igreja de Antioquia. Barnabé e Saulo são enviados em missão e levam João Marcos como auxiliar. João Marcos adere às ações de Deus no mundo. Aderimos às ações de Deus no mundo quando discernimos o que ele está fazendo, quando discernimos o que ele nos chama a fazer e quando obedecemos ao seu chamado específico para as nossas vidas.
O terceiro segredo de uma vida com significado e sentido é receber adequadamente as segundas chances. “De Pafos, Paulo e seus companheiros navegaram para Perge, na Panfília. João [Marcos] os deixou ali e voltou para Jerusalém.” (At. 13:13). Aqui, João Marcos, aparentemente, “pisa na bola”. Ele deixa os irmãos e retorna à Jerusalém. Mais adiante, veremos que, para Paulo, essa decisão representa um abandono. Esse abandono é um problema, porque quanto menor o grupo, maior a vulnerabilidade durante a viagem. Tendo concluída a primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé vão ao concílio em Jerusalém e retornam à Antioquia. “Algum tempo depois, Paulo disse a Barnabé: “Voltemos para visitar os irmãos em todas as cidades onde pregamos a palavra do Senhor, para ver como estão indo”. Barnabé queria levar João, também chamado Marcos. Mas Paulo não achava prudente levá-lo, pois ele, abandonando-os na Panfília, não permanecera com eles no trabalho. Tiveram um desentendimento tão sério que se separaram. Barnabé, levando consigo Marcos, navegou para Chipre, mas Paulo escolheu Silas e partiu, encomendado pelos irmãos à graça do Senhor.” (At. 15:36-40). Por causa de João Marcos, Paulo e Barnabé se desentendem. Este desentendimento é tão sério que culminou numa separação. Barnabé perdoa João Marcos e decide caminhar com ele. João Marcos recebe uma segunda chance. Recebemos as segundas chances na vida porque somos fracos, porque equívocos pontuais não podem determinar toda a nossa história e porque precisamos aprender a dar as segundas chances a quem delas precisa.
O quarto segredo de uma vida com significado e sentido é ser relevante no Reino de Deus. “Aristarco, meu companheiro de prisão, envia saudações, bem como Marcos, primo de Barnabé. Vocês receberam instruções a respeito de Marcos, e, se ele for visitá-los, recebam-no.” (Cl. 4:10). “Epafras, meu companheiro de prisão por causa de Cristo Jesus, envia saudações, assim como também Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus cooperadores.” (Fm. 1:23-24). “Só Lucas está comigo. Traga Marcos com você, porque ele me é útil para o ministério.” (2 Tm. 4:11). “Aquela que está em Babilônia, também eleita, envia saudações, e também Marcos, meu filho.” (1 Pd. 5:13). Estas quatro últimas referências à vida de João Marcos têm algo em comum: elas aparecem no final de três cartas de Paulo e da primeira carta de Pedro. Delas, decorrem algumas características de João Marcos. Ele é confiável, cooperador, útil e filho. Vale ressaltar que as três primeiras características são atribuídas por Paulo, aquele mesmo que se separou de Barnabé por causa da segunda chance dada por este a João Marcos. João Marcos é relevante no Reino de Deus. Aqui, uma pergunta final se faz necessária: Com quais características nós somos reconhecidos no Reino de Deus? Que Deus, por sua graça, nos leve à reflexão, e nos ajude a viver a vida com significado e sentido!
Luiz Felipe Xavier.

domingo, 8 de maio de 2016

Princípios para a maternidade-paternidade

Princípios para a maternidade-paternidade

Lucas 2:41-55

08 de maio de 2016

Luiz Felipe Xavier

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domingo, 17 de abril de 2016

Sinais da graça de Deus

Sinais da graça de Deus

Marcos 2:13-22

17 de abril de 2016

Luiz Felipe Xavier

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sábado, 16 de abril de 2016

Sobre o atual momento político do Brasil - Algumas considerações PESSOAIS

Vivemos em um país corrupto. Neste quesito, em nossa política não há santos. Não há nenhum sequer.

Lamentavelmente, antes de ser política, a nossa corrupção é cultural. Com raras exceções, ela faz parte do jeito de ser do nosso povo.

Devemos lutar contra todo e qualquer tipo de corrupção. Onde este mal estiver presente, ele precisa ser vencido, a começar em nós. Vençamos o mal com o bem.

Investigar a corrupção é necessário e urgente. Que seja feita a justiça, pela justiça, com justiça, para todos, indistintamente!

Vale lembrar que investigações seletivas, decisões parciais e vazamentos indevidos são expressões de injustiça.

Infelizmente, ao que me parece, a luta contra a corrupção transformou-se em luta contra o atual governo. Isso porque a motivação moral foi substituída pela motivação política.

Politicamente, há algum tempo, tenho me posicionado de maneira "pobre-centrada", pois são os mais pobres aqueles que mais carecem da ação do Estado em seu favor.

Logo, entre situação e oposição, os números mostram quem fez mais pelos mais pobres. Para mim, este é um dado considerável neste momento crítico.

Dentre muitas outras coisas, nos últimos anos, saímos do mapa da fome, reduzimos drasticamente a pobreza extrema – cerca de 45 milhões de pessoas deixaram a miséria – e ampliamos o acesso ao ensino superior. Destaco este último porque o vi bem de perto.

Obviamente, nem tudo foi perfeito até aqui. Algumas críticas a quem está no poder são pertinentes e necessárias. Por exemplo: as reformas estruturais que tanto necessitamos (a começar pela política) ainda não foram feitas. O pior é que havia condições para isso.

Sou a favor da democracia. Acredito tanto nela que gostaria de ver a presidenta eleita pelo povo governar o Brasil, exceto se ela tivesse, de fato, cometido algum crime de responsabilidade.

Faz parte da democracia aceitar o resultado das urnas. Parar o país por causa de uma derrota eleitoral é deplorável e inaceitável. Além disso, tal atitude gera instabilidade política e econômica, fazendo com que os mais pobres sofram os danos.

Penso que a grande mídia é uma potestade desprezível. Ela é de uma elite e mente por essa elite. Isto é fato.

Não dá para manter a saúde intelectual e ter a cabeça feita por Globo, Veja, Folha e companhia limitada. Assim, buscar formas alternativas de informação também é necessário e urgente. Para tal, a internet pode ser uma rica fonte, especialmente o Twitter.

Por mais que seja difícil, diferenças políticas não devem ser motivo de ofensas pessoais e de rupturas relacionais. Mesmo que discordemos uns dos outros devemos respeitar e amar uns aos outros.

Sim, sou mais à esquerda, por convicção pessoal. Não levanto todas as suas bandeiras, não fecho os olhos para os seus equívocos e não sou filiado a nenhum partido político.

Minha filiação primeira é ao Pai de Jesus. Esse Jesus que se fez gente e nos revelou com a gente deve ser neste mundo. Ele, o Filho, nos chama a buscar, em primeiro lugar, o Reino de Deus e sua justiça, algo que só é possível no poder do Espírito.

A propósito, sou contra todo e qualquer tipo de idolatria. Sou contra a idolatria do Estado e contra a idolatria do Capital. Vejo muitas denúncias contra à primeira e quase nenhuma contra à última.

Por fim, como um cristão protestante, de tradição batista, afirmo a total separação entre a Igreja e o Estado, e a nossa plena liberdade de consciência, inclusive em relação à política.

Que o Deus Trino tenha misericórdia do nosso país e nos ajude a atravessar este tempo difícil!

Luiz Felipe Xavier.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Uma Igreja relevante para a sociedade

“Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo suplicamos: Reconciliem-se com Deus. Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5:17-21NVI)
Uma Igreja relevante para a sociedade... Mas de qual Igreja estamos falando? Estamos falando da Igreja de Jesus Cristo. Esta Igreja é formada por aqueles que ouviram e creram no Evangelho do Reino de Deus. Basicamente, este Evangelho diz que o Pai tem um plano de reconciliação. Tal reconciliação é necessária porque houve rupturas. No início da história, o ser humano rompe com Deus, rompe consigo mesmo, rompe com o próximo e rompe com a criação. Esta é a extensão do que chamamos “queda”.
O Evangelho diz também que o Filho realiza este plano de reconciliação na história. Ele deixa a sua glória eterna e se esvazia; ele se faz homem e vive entre nós como um servo humilde; ele anuncia a proximidade ou acessibilidade do Reino de Deus e sinaliza concretamente este Reino; ele é movido por amor compassivo e anda por toda parte fazendo o bem a todos; ele morre injustamente numa cruz e ressuscita três dias depois; ele vive e voltará para tornar plena a reconciliação que já começou. Jesus é, portanto, o centro da reconciliação.
O Evangelho diz ainda que o Espírito Santo atualiza e dinamiza este plano hoje. Ele age na história, reconciliando pessoas com Deus, consigo mesmas, com o próximo e com a criação. Uma vez reconciliadas, essas pessoas tornam-se parte da Igreja, vitrine da reconciliação. Mais do que a ser vitrine, a Igreja é chamada a ser agência da reconciliação em realidades ainda marcadas pelas rupturas humanas. Logo, enquanto todas as coisas não estiverem reconciliadas com o Pai, em Cristo, a Igreja, no poder do Espírito Santo, está em missão na sociedade. Esta missão foi, é e sempre será a reconciliação. Vale sublinhar que, uma vez que as rupturas são integrais, a missão de reconciliação da igreja na sociedade também é integral.
Mas de qual sociedade estamos falando? Da nossa. Vivemos numa sociedade  desigual. Existem muitos pobres e poucos ricos. Só para termos uma idéia, no fim de 2016, estima-se que 1% da população mundial terá mais riqueza que os 99% restantes. Vivemos numa sociedade violenta. Existe muita guerra e pouca paz. A América Latina tem 9% da população mundial e é responsável por 33% dos assassinatos do mundo. No Brasil, esses assassinatos são, principalmente, de jovens pobres e negros. Vivemos numa sociedade paradoxal. Existe muito mais formação profissional do que existia num passado recente e ainda existe pouca qualificação profissional como demandará um futuro próximo. Em nosso país, embora a taxa de desemprego ainda esteja baixa, 8,2%, os jovens são aqueles que têm mais dificuldades de se inserir no mercado de trabalho. Vivemos numa sociedade consumista. Existe muita busca pelo ter e pouca busca pelo ser. Neste contexto, infelizmente, o desejo sobrepõe-se à necessidade. Vivemos numa sociedade globalizada. Existe muita informação e pouca crítica. Se antes o problema era o acesso à informação, hoje o problema é a seleção da informação.
Também vivemos numa sociedade conectada. Existe muita virtualidade e pouca realidade. Estamos vivendo a era das chamadas redes sociais, com todos os seus malefícios e benefícios. Vivemos numa sociedade polarizada. Existe muito ódio e pouco amor. Os extremos da direita e da esquerda estão cada vez mais acentuados e a tensão nos relacionamentos cresce. Vivemos numa sociedade perdida. Existe muita ação e pouca direção. Palavras como “significado”, “sentido” e “liderança” estão entrando em extinção. Vivemos numa sociedade pluralista. Existe muitos relativos e poucos absolutos. Tal realidade se configura tanto como um desafio quanto como uma oportunidade. Vivemos numa sociedade sincrética. Existe muita religiosidade e pouca espiritualidade. Neste contexto, somos chamados ao relacionamento com o Pai, baseado nos méritos do Filho, através do Espírito Santo.
Por fim, como a Igreja de Jesus Cristo pode ser relevante para a sociedade atual? Quero trazer duas propostas. A primeira é a prática da chamada “Hermenêutica Contextual”. Precisamos ouvir as perguntas que estão sendo feitas na sociedade que nos cerca. De posse dessas perguntas, precisamos nos dirigir à Escritura e procurar nela as respostas. Tendo encontrado as respostas, precisamos retornar à nossa sociedade e proclamá-las, com palavras e ações. Como a sociedade é dinâmica, este movimento circular torna-se constante.
A segunda proposta é o exercício da vocação pessoal. A nossa vocação diz respeito à maneira como servimos a Deus, servindo à sociedade. Uma das formas de expressarmos este serviço é através do nosso trabalho. O nosso trabalho, por sua vez, deve ser uma ação a partir de dois olhares: um olhar para dentro, para as nossas habilidades; e um olhar para fora, para as necessidades que nos cercam. É somente desta maneira que a nossa vocação, expressa pelo nosso trabalho, redundará em realização pessoal e relevância social.
Que Deus, por sua graça, nos ajude a ser uma Igreja relevante para a sociedade! Que, para tal, possamos praticar a “Hermenêutica Contextual” e exercitar a nossa vocação pessoal!
Luiz Felipe Xavier.

domingo, 20 de março de 2016

Agenda de Jesus e nossa agenda

Agenda de Jesus e nossa agenda

Marcos 1:21-39

20 de março de 2016

Luiz Felipe Xavier

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