Agenda de Jesus e nossa agenda
Marcos 1:21-39
20 de março de 2016
Luiz Felipe Xavier
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domingo, 20 de março de 2016
Agenda de Jesus e nossa agenda
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Vivendo com significado e sentido
Vivendo com significado e sentido
Introdução ao livro de Marcos
14 de fevereiro de 2016
Luiz Felipe Xavier
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Introdução ao livro de Marcos
14 de fevereiro de 2016
Luiz Felipe Xavier
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terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Considerando as palavras de Deus
Deuteronômio 32 apresenta-nos um cântico de
Moisés em forma de rib. Rib é um termo hebraico cujo significado
é “litígio” ou “ação judicial”. Segundo J. A. Thompson, um rib é dividido em cinco partes: introdução – apelo ao acusado para
dar ouvidos ao que está sendo anunciado (v. 1-4); interrogatório – perguntas do
queixoso (ou do seu representante) nas quais está implícita a acusação (v. 5-6);
retrospecto – declaração dos benefícios passados concedidos ao vassalo rebelde
por seu senhor e da ingratidão daquele para com este (v. 7-14); acusação – referência
à futilidade de outras alianças em face da rebelião (v. 15-18); sentença – declaração
de culpa e aviso do juízo ou advertência ao arrependimento (v. 19-25). Aqui
deparamo-nos com um problema: a estrutura do rib não cobre todo o capítulo. Os versos 26 a 43 ficam de fora. Logo,
a solução do autor é a ampliação do rib,
pela introdução do tema da esperança: a certeza do livramento de Israel (v. 26-38);
a palavra do próprio Deus prometendo livramento (v. 39-42); o apelo a Israel
para adorar a Deus (v. 32:43). Assim, o problema está resolvido.
A
primeira parte do cântico de Moisés desafia-nos a considerar a Palavra de Deus. O
verso 1 diz: “Escutem ó céus, e eu
falarei; ouça ó terra, as palavras da
minha boca.”. Antes de entrar na terra prometida, o povo de Israel deve ouvir a
voz de Deus, as palavras da sua boca. A palavra traduzida por “ouça” é shama. Shama é “ouvir”, “escutar”, “obedecer”. Essa palavra é tão
importante que se encontra em Deuteronômio 6:4, verso mais conhecido e citado
pelo povo de Israel: “Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único
Senhor.”. Para demonstrar a importância de ouvir este ensino, Moisés lança mão
de uma metáfora: a da chuva. No verso 2, ele afirma: “Goteje a minha doutrina
como a chuva, destile a minha palavra
como o orvalho, como chuvisco sobre a relva e como gotas de água sobre a erva.”. Quatro
palavras diferentes são utilizadas para descrever a ação da voz de Deus. Em
sendo escutada, ouvida, essa voz produz vida. Assim sendo, todos nós somos
desafiados a considerar as palavras de Deus.
Consideremos
a Palavra objetiva de Deus, sua voz na Bíblia. A Bíblia é a principal
fonte da espiritualidade. A espiritualidade considera
a pessoa de Deus e sua relação com a criação, a partir da revelação. Deus é
Deus. Nós somos homens. Deus é Criador, Transcendente e Eterno. Nós somos
criaturas, imanentes e históricos (espaço-temporais). Se Deus é o que é e nós somos o que somos, o
relacionamento com Deus só é possível porque ele se revelou a nós. Deus se
revelou na criação, na história e, principalmente, em Jesus. Jesus é o clímax da
revelação de Deus. Tudo que Deus queria dizer de si mesmo, ele disse em Jesus. Ou
seja, Jesus é a Palavra de Deus que se fez carne e habitou entre nós. O que
conhecemos sobre Jesus está na Bíblia, o registro escrito da revelação.
A Bíblia é inspirada.
Inspiração é uma capacitação sobrenatural do Espírito
Santo sobre pessoas divinamente escolhidas, de modo que seus registros da
revelação tornam-se fidedignos e autoritativos. É a inspiração que garante a
fidedignidade e a autoridade da Bíblia. A Bíblia é a principal fonte da espiritualidade
e Jesus é a chave hermenêutica da Bíblia. Isto é, sem a Bíblia e sem Jesus não
há espiritualidade. Para discernir a revelação de Deus na Bíblia, precisamos
ser iluminados pelo Espírito Santo. Iluminação é uma capacitação sobrenatural
do Espírito Santo sobre pessoas divinamente escolhidas, garantindo-lhes o
discernimento da revelação registrada. É a iluminação que possibilita o
discernimento da revelação de Deus. O Espírito Santo que inspirou o registro da
revelação é o mesmo que ilumina o discernimento desse registro. Discernir a
revelação é conhecer a Jesus. Conhecer a Jesus é reconhecer o amor de Deus. Reconhecer
o amor de Deus implica em amar a Deus e amar ao próximo. O amor a Deus é
expresso em obediência. O amor ao próximo é expresso em serviço.
Consideremos
também a palavra subjetiva de Deus, sua voz no nosso coração. É
importante destacar que a palavra subjetiva sempre deve estar sujeita à Palavra
objetiva. Dallas Willard, recorrendo aos grandes mestres da espiritualidade
cristã, ensina-nos algo muito importante: para que tenhamos certeza quanto à
voz de Deus no nosso coração são necessárias as Escrituras e as circunstâncias.
Ou seja, tudo que intuirmos como impressões espirituais precisa ser aferido
pelas Escrituras. Isso porque Deus fará com que as Escrituras corroborem com a
direção que ele está nos dando. Essas impressões espirituais também precisam
ser avaliadas levando em consideração as circunstâncias que nos cercam. Isso
porque Deus fará com que as circunstâncias confluam com a direção que ele está
nos dando. Por fim, um detalhe precisa ser observado: só ouvimos a voz de Deus
quando nos aquietamos e nos silenciamos. Talvez seja por isso que Eugene
Peterson declare: “O silêncio é essencial à oração”. Orar é conversar com Deus.
Nesta conversa, precisamos falar menos e ouvir mais.
Que a Palavra de Deus
seja como uma chuva na terra muitas vezes seca do nosso coração! Que ela
produza vida abundante em cada um de nós!
domingo, 27 de dezembro de 2015
Considerando a Deus no ano novo
Considerando a Deus no ano novo
Deuteronômio 31:19-22; 32:1-14
27 de dezembro de 2015
Luiz Felipe Xavier
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Deuteronômio 31:19-22; 32:1-14
27 de dezembro de 2015
Luiz Felipe Xavier
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domingo, 6 de dezembro de 2015
Decisões para uma vida abençoada
Decisões para uma vida abençoada
Deuteronômio 31:1-18
06 de dezembro de 2015
Luiz Felipe Xavier
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Deuteronômio 31:1-18
06 de dezembro de 2015
Luiz Felipe Xavier
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segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Princípios para viver num mundo em crise econômico-social
O livro de Levítico, “Chamou o Senhor”, pode
ser dividido em dois grandes blocos. No primeiro, “Chamou o Senhor” à comunhão
com ele (1-17). Esse bloco trata das leis sobre as ofertas (1-7), das leis
sobre o sacerdócio (8-10), das leis sobre a pureza (11-15) e das leis sobre a
expiação (16-17). No segundo bloco, “Chamou o Senhor” a uma vida santa (18-27).
Esse trata das leis pessoais (18-20); das leis sacerdotais (21-22); das leis
festivais (23-24); e das leis econômico-sociais (25-27). Logo, Levítico 25,
texto sobre o ano sabático e o ano do jubileu, está inserido no contexto das
leis econômico-sociais. À luz desse
texto, fica evidente que Deus chama o seu povo a uma vida santa e, para tal,
estabelece leis econômico-sociais que devem ser obedecidas. Dessas leis pode-se
extrair 3 importantes princípios.
O primeiro
princípio é o da mordomia da criação (1-7).
“Diga
o seguinte aos israelitas: Quando vocês entrarem na terra que lhes dou, a própria
terra guardará um sábado para o SENHOR.” (v. 2). Neste contexto, o sábado é um
ano de descanso para a terra (Cf. v. 4,5,6). Assim como Deus trabalhou seis
dias e descansou no sétimo, o ser humano deve trabalhar seis dias e descansar
no sétimo, e a terra deve trabalhar seis anos e descansar no sétimo. No ano
sabático, não se semeia e não se colhe. Durante este sétimo ano, o povo é
sustentado pelo produto espontâneo da terra (Cf. v. 6,7) e pelo que resta da
produção do sexto ano (Cf. v. 20-22). Do princípio da mordomia da criação é
possível aprender sobre a confiabilidade do Provedor, a contenção da ganância e
o contentamento do sustentado.
O segundo
princípio e o da equidade entre todos (8-24).
“Contem
sete semanas de anos, sete vezes sete anos; essas sete semanas de anos
totalizam quarenta e nove anos. Então façam soar a trombeta no décimo dia do
sétimo mês; no Dia da Expiação façam soar a trombeta por toda a terra de vocês.
Consagrem o quinquagésimo ano e proclamem libertação por toda a terra a todos
os seus moradores. Este lhes será um ano de jubileu, quando cada um de vocês
voltará para a propriedade da sua família e para o seu próprio clã.” (v. 8-10).
Neste contexto, o jubileu é um ano de libertação. As dívidas são canceladas, as
terras são redistribuídas, os escravos são libertados e a unidade familiar é
restabelecida. Vale ressaltar que o ano do jubileu é também um ano sabático. A
diferença é que no ano do jubileu cada um tem o direito de voltar à sua propriedade.
Nele acontece “reforma agrária”. É interessante perceber que há uma relação
direta entre o Dia da Expiação e a libertação econômica. Isso significa que
quando o pecado, que gera a injustiça social, é perdoado, a consequência é
justiça social.
O ano do jubileu é necessário porque nos anos
que o antecedem há concentração de terra. Mas a terra não pode ser concentrada por
três razões. A primeira é porque a ela pertence a Deus. “A terra não poderá ser
vendida definitivamente, porque ela é minha (...).” (v. 23a). Se ela pertence a
Deus, ela não pertence a ninguém do povo. A segunda razão é porque o povo é
apenas estrangeiro e imigrante na terra. “(...) e vocês são apenas estrangeiros
e imigrantes.” (v. 23b). Se o povo é estrangeiro e imigrante, a terra é apenas
meio de produção para seu sustento. A terceira razão é porque a terra é
concentrada através da exploração do próximo. “Se vocês venderem alguma
propriedade ao seu próximo ou se comprarem alguma propriedade dele, não
explorem o seu irmão. (...) Não explorem um ao outro, mas temam o Deus de
vocês. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês.” (v. 14,17). Do princípio da equidade
entre todos é possível aprender sobre a condenação da exploração, a contradição
da acumulação e a concretização da justiça.
O terceiro
princípio e o da solidariedade aos pobres (25-55). Neste
bloco final de Levítico 25, por três vezes aparece a expressão: “Se algum do
seu povo empobrecer (...)”. A primeira vez que aparece é: “Se alguém do seu
povo empobrecer e vender parte da sua propriedade (...).” (v. 25). O que deve
acontecer? O parente mais próximo resgata a propriedade. Se isso não for
possível, a própria pessoa trabalha e resgata sua propriedade. Se isso não for
possível, no ano do jubileu ela resgata a sua propriedade. É digno de nota que,
no texto, ainda há leis específicas sobre a venda de casas: nas cidades
muradas, nos povoados e nas cidades dos levitas. Em todas essas leis, o direito
de resgate da propriedade é garantido. A segunda vez que aparece a expressão
“Se algum do povo empobrecer (...)” é: “Se alguém do seu povo empobrecer e não
puder sustentar-se (...)”. (v. 35). O que deve acontecer? O povo deve ajudar,
como se faz ao estrangeiro e ao residente temporário. Nesta ajuda, não se pode
cobrar juro. Nesta ajuda, não se pode emprestar mantimento visando lucro. Aqui se
encontra um detalhe importante: toda esta solidariedade é por temor ao Senhor e
para a garantia da vida do empobrecido na terra. A terceira vez que aparece a
expressão “Se algum do povo empobrecer (...)” é: “Se alguém do seu povo
empobrecer e vender a algum de vocês (...)”. (v. 39). O que deve acontecer? Considerem-no
como um trabalhador contratado ou como um residente temporário, não como um
escravo. Deem-lhe condições de trabalhar e libertem-no no ano do jubileu. Aqui se
encontra mais um detalhe importante: o tratamento digno, não impiedoso, é por
temor ao Senhor. Por fim, do princípio da solidariedade aos pobres, é possível
aprender sobre a cooperação familiar, a colaboração desinteressada e as condições
trabalhistas.
Que neste mundo marcado por crise econômico
social, todos nós possamos considerar os princípios da mordomia da criação, da
equidade entre todos e da solidariedade aos pobres!
Luiz Felipe Xavier.
domingo, 18 de outubro de 2015
Qualquer semelhança não é mera coincidência
Qualquer semelhança não é mera coincidência
Números 21:4-9
18 de outubro de 2015
Luiz Felipe Xavier
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Números 21:4-9
18 de outubro de 2015
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